Levantamento mostra prefeito do Rio na frente para o governo, enquanto Crivella e Benedita lideram numericamente a disputa por duas vagas no Senado
Eduardo Paes (Crédito: Raphael Lima/Prefeitura do Rio de Janeiro)
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), lidera as intenções de voto para o governo do Estado do Rio de Janeiro com 37% da preferência no primeiro turno, enquanto a corrida pelas duas vagas do estado ao Senado apresenta um cenário embolado e de empate técnico na liderança entre o ex-prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) e a deputada federal Benedita da Silva (PT), aponta pesquisa do instituto Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (28) e encomendada pela Record.
No cenário estimulado para o governo estadual, Paes aparece isolado na frente rumo ao Palácio Guanabara. Em segundo lugar figura o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL), com 16%, e depois o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos), com 12%.
● Eduardo Paes (PSD): 37%
● Douglas Ruas (PL): 16%
● Anthony Garotinho (Republicanos): 12%
● William Siri (PSol): 3%
● André Marinho (Novo): 2%
● Coronel Busnello (Missão): 2%
● Cyro Garcia (PSTU): 1%
● Juliete Pantoja (UP): 1%
● Luan Monteiro (PCO): 0%
● Branco/nulo: 11%
● Não sabe/não respondeu: 15%
● Disputa acirrada ao Senado
Para o Senado Federal, onde o Rio de Janeiro renovará duas cadeiras nas eleições deste ano, a pesquisa simulou dois cenários estimulados considerando a presença e a ausência do ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil). Devido à margem de erro do levantamento — de dois pontos percentuais para mais ou para menos —, os principais concorrentes aparecem numericamente próximos.
No primeiro cenário, com a participação de Márcio Canella, Marcelo Crivella lidera numericamente com 17%, seguido por Benedita da Silva, que tem 14%.
● Marcelo Crivella (Republicanos): 17%
● Benedita da Silva (PT): 14%
● Carlos Portinho (PL): 13%
● Pedro Paulo (PSD): 13%
● Márcio Canella (União Brasil): 10%
● Waguinho (Republicanos): 7%
● Paulo Ganime (Novo): 4%
● Luciana Boiteux (PSol): 3%
● Professor Túlio (PSol): 1%
● Branco/nulo: 8%
● Não sabe/não respondeu: 10%
No segundo cenário, sem a presença de Canella, Crivella sobe para 19% e Benedita passa a 15%.
● Marcelo Crivella (Republicanos): 19%
● Benedita da Silva (PT): 15%
● Carlos Portinho (PL): 14%
● Pedro Paulo (PSD): 14%
● Waguinho (Republicanos): 9%
● Paulo Ganime (Novo): 4%
● Luciana Boiteux (PSol): 3%
● Professor Túlio (PSol): 1%
● Branco/nulo: 9%
● Não sabe/não respondeu: 12%
● Mudanças em relação a março
O cenário para o Senado sofreu alterações significativas na comparação com o levantamento anterior do Real Time Big Data, realizado em março. Na época, o ex-governador Cláudio Castro (PL) liderava as intenções de voto, registrando 23% e 24% nos cenários testados. No entanto, Castro retirou sua pré-candidatura após se tornar alvo de investigações da Polícia Federal. Com a sua saída, o PL optou por lançar à reeleição o senador Carlos Portinho, que originalmente havia sido preterido pelo partido.
Em março, no principal cenário testado, Castro aparecia com 23%, seguido por Marcelo Crivella (15%), Benedita da Silva (12%), Rodrigo Pimentel (12%), Márcio Canella (7%) e Otoni de Paula (6%). Em uma simulação sem Crivella e com Pedro Paulo, Castro tinha 24%, Pimentel somava 14%, Benedita marcava 12%, Pedro Paulo registrava 10%, Canella tinha 7% e Otoni contabilizava 6%.
● Calendário eleitoral e metodologia
A definição oficial dos concorrentes ao Senado ainda depende das convenções partidárias, que podem ser realizadas até o dia 5 de agosto. O registro oficial das candidaturas na Justiça Eleitoral deve ser efetuado até 15 de agosto, antecedendo o início da propaganda eleitoral, marcado para 16 de agosto.
A pesquisa do Real Time Big Data foi realizada entre os dias 23 e 27 de julho, ouvindo 2 mil eleitores do Estado do Rio de Janeiro. O levantamento está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – BR-06074/2026 -, possui um nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Para os dados do Senado, os resultados apresentados referem-se à consolidação do primeiro e do segundo votos, ajustados para 100%, metodologia padrão para estimar a preferência do eleitorado na disputa de duas vagas.
Fonte: Brasil 247
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