Durante convenção do PSB, o presidente da República reafirma a soberania nacional e reage aos ataques do ultradireitista Javier Milei
Lula, João Campos e Geraldo Alckmin (Crédito: Ricardo Stuckert)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou nesta quarta-feira (29), em Brasília (DF), que não haverá interferência estrangeira no pleito presidencial, marcado para o dia 4 de outubro. Durante convenção do PSB, ele também defendeu a soberania brasileira, atacada pelo governo Donald Trump (EUA) e pela família Bolsonaro.
“Enquanto eu for vivo ninguém vai meter o bedelho nas eleições brasileiras. Tivemos que negar o visto para dois jovens dos EUA que estavam tentando entrar para interferir nas eleições”, disse Lula. No evento, Geraldo Alckmin (PSB) foi oficializado como vice do petista.
Na cerimônia, Lula criticou as agressões do presidente ultradireitista argentino, Javier Milei, ao próprio petista, ao Supremo Tribunal Federal e ao Brasil. O presidente demonstrou repúdio à “patacoada que fez aqui o Milei”. “Gosto do povo argentino e não vou ficar trocando coisa com aquela coisa”, disse.
Na convenção, os membros do PSB também aprovaram a coligação política com o PT, PCdoB, PV, PDT, Rede e PSol para as eleições deste ano. A legenda pessebista foi a segunda a formalizar apoio à pré-candidatura de Lula à reeleição. A primeira foi o Partido Democrático Trabalhista (PDT), na semana passada.
Ataques de Milei
O ultradireitista argentino participou, no último sábado (25), da convenção do PL, em São Paulo, onde integrantes da sigla oficializaram a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Milei chamou Lula de “presidiário”.
Na convenção, o presidente argentino afirmou que o ministro do STF Alexandre de Moraes é um “lixo careca”. Na Corte, o magistrado foi relator do inquérito da trama golpista, que resultou na condenação de Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos de prisão. Outras 28 pessoas foram condenadas.
Dois dias depois do evento do PL, o presidente da Argentina questionou “por que Lula é ladrão?” e escreveu em seguida pelas redes sociais: “Porque foi condenado por corrupto e porque nunca conseguiu provar sua inocência. Chamar de ladrão ao ladrão não é motivo de ofensa, é só chamar as coisas pelo nome.”
O presidente argentino também é aliado do governo do presidente estadunidense, Donald Trump. Os EUA aplicaram dois tarifaços (um de 25% e outro de 12,5%) sobre as exportações brasileiras. O senador Flávio Bolsonaro e o ex-deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) fizeram articulações junto ao governo Trump, com o objetivo de retaliar o Brasil devido à condenação de Bolsonaro.
O resultado da ligação entre bolsonarismo e trumpismo foram as tarifas e a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. As duas medidas estimulam sanções contra o Brasil, que usará a Lei da Reciprocidade.
Fonte: Brasil 247
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