Parlamentar bolsonarista reage à atuação do STF e do TSE no caso do vídeo exibido na convenção de Flávio Bolsonaro
Crédito: Agência Câmara I STF
O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) resolveu atacar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e, mesmo sem apresentar provas, acusou o magistrado de fazer uma “parceria com o PT” para transformar “o STF em uma espécie de tribunal eleitoral paralelo ao assumir um caso que caberia exclusivamente à Justiça Eleitoral”.
“No episódio envolvendo o vídeo com IA exibido na convenção de Flávio Bolsonaro, ele cria uma armadilha e passa a atuar em uma esfera que não lhe compete”, escreveu Jordy na rede social X.
O parlamentar bolsonarista fez referência à decisão anunciada pelo ministro Alexandre de Moraes, que determinou que Jair Bolsonaro preste esclarecimentos sobre o vídeo gerado com inteligência artificial (IA), no qual o ex-mandatário declara apoio à candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL).
O PT abriu duas frentes no Judiciário. Uma delas foi apresentada ao Supremo. A outra é analisada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde o ministro Kassio Nunes Marques será o relator da ação apresentada pela equipe jurídica do Partido dos Trabalhadores. O magistrado do TSE também ocupa uma cadeira no STF, para a qual foi indicado em 2020 por Jair Bolsonaro.
Ataques ao Poder Judiciário são uma tática da extrema direita brasileira, inspirada nos Estados Unidos e nas ideias do ex-estrategista do presidente estadunidense Donald Trump, do Partido Republicano. Conforme denunciam lideranças do campo progressista na América Latina, essa forma de atuação política tem como objetivo promover um golpe de Estado.
No Brasil, ministros do STF condenaram Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos de prisão no julgamento da trama golpista. Moraes foi relator da apuração que resultou na condenação de outras 28 pessoas. Em outra frente, a Corte condenou mais de 1,4 mil pessoas pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores de Jair Bolsonaro invadiram a Praça dos Três Poderes, em Brasília (DF).
Em novembro de 2022, o TSE multou o PL, partido da extrema direita brasileira, em R$ 22,9 milhões. A decisão foi anunciada após a legenda questionar a confiabilidade das urnas eletrônicas.
Nos EUA, a extrema direita também apoiou tentativas de ruptura institucional. Apoiadores de Trump invadiram o Capitólio e acusaram o sistema eleitoral de ser fraudulento durante manifestações golpistas em janeiro de 2021, depois que ele perdeu a eleição para Joe Biden, do Partido Democrata.
Fonte: Brasil 247
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