O CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, reagiu publicamente à decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, que suspendeu a divulgação de uma pesquisa do instituto sobre a disputa presidencial de 2026.
Em publicação nas redes sociais, Roman afirmou que a empresa já enfrentou críticas de diferentes espectros políticos ao longo dos anos e declarou que os ataques acabaram reforçando a credibilidade do instituto.
“Ao longo do tempo, muitos tentaram atacar a reputação da AtlasIntel quando os resultados não convinham. Quando mostramos Bolsonaro e Trump fortes em 2022, fomos atacados pela esquerda. Quando antecipamos a derrota de Orban na Hungria, fomos atacados pela direita”, escreveu.
O executivo acrescentou que a reputação da empresa foi construída ao longo dos anos e sustentou que a AtlasIntel consolidou uma posição de destaque no setor. “A reputação se constrói lentamente, a partir de um trabalho árduo. A realidade que se impõe hoje é que não existe uma empresa de pesquisa a nível global com a trajetória que a AtlasIntel construiu. Depois de cada ataque injusto, a AtlasIntel se consolidou mais e é justamente isso que vai continuar acontecendo”, afirmou.
A manifestação ocorreu após Nunes Marques conceder liminar atendendo a um pedido do PL para suspender a divulgação de um levantamento registrado sob o número BR-06939/2026. A pesquisa indicava uma queda de seis pontos percentuais na intenção de voto de Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na decisão, o ministro apontou suspeitas de indução ao eleitorado na formulação das perguntas e citou uma entrevista concedida por Roman à CNN em 19 de maio. Na ocasião, o CEO da AtlasIntel classificou como “muito problemático” para a imagem de Flávio Bolsonaro o conteúdo de um áudio em que o senador pedia recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”.
Segundo Nunes Marques, as declarações demonstrariam um juízo de valor sobre o impacto eleitoral do episódio. “O CEO da AtlasIntel reconheceu o viés político do conteúdo submetido aos entrevistados e externou juízo valorativo acerca do potencial de desgaste eleitoral do pré-candidato”, escreveu o ministro.
Como o levantamento já havia sido divulgado, a decisão determinou que a AtlasIntel se abstenha de promover nova divulgação, impulsionamento, republicação ou manutenção da pesquisa em seus canais oficiais até nova deliberação do TSE. O caso ainda será analisado pelo plenário da Corte.
A pesquisa foi divulgada dias depois da revelação do áudio envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Antes da divulgação do conteúdo, o senador havia negado que o filme “Dark Horse” tivesse recebido financiamento do banqueiro.
Fonte: DCM
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