terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Estados governados pela oposição foram os mais dependentes da União em 2025

Relatório do Tesouro mostra que governos estaduais críticos a Lula concentraram a maior parte do socorro federal para pagamento de dívidas garantidas

Governadores Eduardo Leite (RS), Romeu Zema (MG) e Claudio Castro (RJ) (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

Os estados administrados por partidos de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram, em 2025, os que mais dependeram do apoio financeiro da União para evitar a inadimplência em compromissos com bancos e organismos internacionais. Ao longo do ano, o governo federal precisou assumir o pagamento de parcelas de empréstimos estaduais garantidos pela União, em um movimento que impediu o calote dessas administrações e preservou a credibilidade do país no sistema financeiro, relata o Metrópoles.

As informações constam no Relatório Mensal de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito e Recuperação de Contragarantias, divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional. O documento aponta que, somente em 2025, a União desembolsou cerca de R$ 11 bilhões para cobrir dívidas de estados que não conseguiram honrar seus compromissos.

Entre os maiores beneficiários do mecanismo estão Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás. Todos esses estados são governados por aliados da oposição ao governo Lula e estão inseridos no Regime de Recuperação Fiscal (RRF), programa voltado a entes federativos em grave crise financeira.

Na prática, quando um estado deixa de pagar um financiamento que conta com garantia federal, a União assume a obrigação. A medida evita impactos negativos sobre o crédito público brasileiro e assegura o cumprimento de contratos junto a instituições financeiras e organismos multilaterais.

O Regime de Recuperação Fiscal permite que estados em dificuldades adotem um conjunto de medidas para reequilibrar as contas ao longo de vários anos. Ao aderir ao programa, os governos estaduais obtêm benefícios imediatos, como a suspensão temporária do pagamento de dívidas com a União e o socorro federal em operações de crédito garantidas. Em contrapartida, precisam cumprir um rigoroso plano de ajuste fiscal, que inclui limites para gastos com pessoal, restrições a reajustes salariais, privatizações, revisão de incentivos fiscais e reformas administrativas.

As dívidas que deixam de ser pagas durante a vigência do RRF não são perdoadas. Elas são refinanciadas pela União em prazos longos, que podem chegar a até 360 meses, o que transfere o impacto financeiro para o futuro. Além disso, enquanto o regime está em vigor, a União não executa as contragarantias dos estados, o que explica o baixo volume de recuperação imediata dos valores desembolsados.

Em 2025, o Rio de Janeiro, governado por Cláudio Castro (PL), foi o estado mais beneficiado, com R$ 4,69 bilhões pagos pela União, o equivalente a 42,35% de todo o montante honrado no ano. Minas Gerais, sob a gestão de Romeu Zema (Novo), aparece na sequência, com R$ 3,55 bilhões, representando 32,05% do total.

O Rio Grande do Sul, administrado por Eduardo Leite (PSD), teve R$ 1,59 bilhão de dívidas quitadas pelo governo federal, enquanto Goiás, governado por Ronaldo Caiado (União Brasil), contou com R$ 888,06 milhões em pagamentos realizados pela União.

Os dados históricos reforçam a dimensão do problema fiscal enfrentado por estados e municípios. Desde 2016, o governo federal já desembolsou R$ 86,52 bilhões para cobrir dívidas garantidas de entes subnacionais, mas conseguiu recuperar apenas R$ 5,9 bilhões desse valor. Somente em dezembro de 2025, a recuperação somou R$ 25,02 milhões.

A maior parte das garantias honradas, cerca de R$ 76,97 bilhões, está concentrada justamente nos estados que participam do Regime de Recuperação Fiscal, beneficiados pela suspensão temporária da execução das contragarantias. Outros fatores também reduzem a capacidade de ressarcimento, como R$ 1,90 bilhão utilizados na compensação de perdas de arrecadação do ICMS e R$ 368,19 milhões considerados irrecuperáveis em razão de decisões judiciais envolvendo municípios como Taubaté (SP), Caucaia (CE) e São Gonçalo do Amarante (RN).

O relatório mostra ainda que apenas em dezembro de 2025 a União precisou desembolsar R$ 1,48 bilhão para cobrir dívidas garantidas. Desse total, R$ 643,96 milhões foram destinados ao Rio de Janeiro e R$ 626,19 milhões a Minas Gerais. Goiás recebeu R$ 72,36 milhões, enquanto o Rio Grande do Sul contou com R$ 70,81 milhões, além de repasses a outros estados e municípios do país.

Embora o mecanismo de garantias seja tradicional na política fiscal brasileira, os números de 2025 evidenciam uma contradição política. Governadores da oposição, que frequentemente criticam a condução da política econômica do governo federal, mantêm forte dependência da União para equilibrar as contas e evitar a inadimplência. Nesse cenário, o Tesouro Nacional segue atuando como fiador de última instância, impedindo que crises fiscais estaduais provoquem efeitos sistêmicos sobre o crédito público do Brasil.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Janja se manifesta sobre o caso de assédio no BBB e pede enfrentamento à violência contra mulheres

Primeira-dama prestou solidariedade à participante Jordana após denúncia no reality show

Janja Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, se manifestou nas redes sociais nesta segunda-feira (19) sobre o caso de assédio ocorrido no Big Brother Brasil no último fim de semana e afirmou que o episódio evidencia a naturalização da violência de gênero na sociedade brasileira. As declarações foram feitas em publicação nas redes sociais. As informações são da CNN Brasil.

"Mesmo diante de centenas de câmeras e sob o olhar de milhões de pessoas, um homem se sentiu à vontade para violar o corpo de uma mulher, escancarando mais uma vez a naturalização da violência de gênero em nossa sociedade", escreveu Janja.

⊛ Entenda o caso

O caso ocorreu no domingo (18), quando Pedro Henrique Espíndola, então participante do programa, apertou o botão de desistência após ser acusado por Jordana de comportamento agressivo e tentativa de beijo forçado. Ao entrar no confessionário depois de anunciar sua saída, ele confirmou o ocorrido.

Na manifestação, Janja prestou solidariedade à participante e ampliou a mensagem a todas as mulheres vítimas de violência. "Dentro ou fora da casa mais vigiada do Brasil, o assédio não pode ser relativizado ou ignorado. Toda a minha solidariedade à participante Jordana e a todas as mulheres que são diariamente violentadas no Brasil. Sigamos juntas e firmes nessa luta, até que estejamos todas vivas e em paz", afirmou.

⊛ Apelo aos homens e investigação policial

A primeira-dama também direcionou um apelo aos homens, pedindo engajamento ativo no enfrentamento à violência de gênero. "Não normalizem a violência, intervenham, falem sobre isso em suas rodas de conversa e sejam parte ativa do enfrentamento", completou.

Após a denúncia, foi informado que o ex-participante prestará depoimento à Polícia do Rio de Janeiro. O caso está sob investigação da Delegacia de Atendimento à Mulher de Jacarepaguá. Em nota, a corporação informou que tomou conhecimento do episódio por meio da exibição do programa e que convocará Pedro para prestar esclarecimentos, embora a data ainda não tenha sido definida.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil

Moraes indefere parte de pedido da defesa sobre perícia médica de Bolsonaro

Ministro do STF descarta questões jurídicas, como prisão domiciliar e regime de cumprimento da pena, e mantém avaliação clínica objetiva

Brasília (DF) - 02/09/2025 - O ministro do STF Alexandre de Moraes (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu vetar parte das perguntas apresentadas pela defesa de Jair Bolsonaro no âmbito de uma perícia médica solicitada à Polícia Federal. Os quesitos tinham como objetivo avaliar o estado de saúde do ex-presidente e verificar se seu quadro clínico permitiria a permanência em unidade prisional ou justificaria a concessão de prisão domiciliar por razões humanitárias.

Segundo Moraes, alguns dos 39 questionamentos formulados pelos advogados extrapolam o objeto da perícia médica ao exigirem interpretações subjetivas da legislação, o que não cabe aos profissionais responsáveis pelo exame clínico. O ex-mandatário cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão, fixada em regime inicial fechado, por tramar um golpe de Estado após ser derrotado pelo então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial de 2022.

⊛ Decisão do STF delimita alcance da perícia

A perícia médica foi determinada no dia 15 de janeiro, quando Alexandre de Moraes autorizou a remoção do ex-mandatário da Superintendência da Polícia Federal para uma Sala de Estado Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. Na mesma ocasião, o ministro ordenou a realização de avaliação por junta médica oficial para analisar o quadro clínico do apenado.

A defesa indicou um assistente técnico e apresentou diversos quesitos à perícia, com o objetivo de avaliar se o estado de saúde de Bolsonaro seria compatível com o cumprimento da pena em ambiente prisional. A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou ao STF que não apresentaria perguntas adicionais.

⊛ Defesa teve quesitos considerados impertinentes

Ao analisar os pedidos, Moraes homologou o assistente técnico indicado pelos advogados, mas rejeitou parte das questões apresentadas. Segundo o ministro, alguns quesitos extrapolavam o objetivo técnico da perícia ao sugerirem análises jurídicas ou avaliações subjetivas.

“Foram indeferidos quesitos que demandavam avaliação sobre eventual necessidade de prisão domiciliar ou sobre interpretação de dispositivos legais, matérias que não competem à junta médica”, registrou o magistrado na decisão.

⊛ Decisão do STF limita escopo da perícia médica

Entre as perguntas indeferidas estão aquelas que buscavam saber se o quadro clínico de Bolsonaro exigiria que ele permanecesse em ambiente extra-hospitalar e domiciliar adequadamente estruturado. Também foram rejeitados quesitos que questionavam se as condições clínicas descritas e a complexidade assistencial exigida pela boa prática médica seriam compatíveis com a permanência do paciente em unidade prisional.

No entendimento do ministro, esse tipo de indagação ultrapassa a análise técnica da saúde do periciado e invade o campo da avaliação jurídica, que compete exclusivamente ao Judiciário.

Moraes também indeferiu perguntas que tratavam de eventual risco aumentado, concreto e previsível de agravamento das doenças de base, sofrimento evitável ou ocorrência de eventos fatais em razão da permanência na prisão. Outro quesito barrado foi o que buscava enquadrar o conjunto de doenças crônicas, fragilidade clínica e riscos cardiovascular, respiratório, neurológico e psiquiátrico como caracterizadores de enfermidade grave. Segundo o magistrado, essas questões exigiriam juízo de valor jurídico e não se limitariam à constatação médica objetiva.

Fonte: Brasil 247

STF torna ré mulher que xingou Flávio Dino em voo no Maranhão


       O ministro Flávio Dino – Reprodução

O Supremo Tribunal Federal tornou ré a mulher que hostilizou o ministro Flávio Dino dentro de um avião, em São Luís (MA), em setembro do ano passado. A 1ª Turma da Corte recebeu, por unanimidade, a denúncia apresentada contra a enfermeira Maria Shirlei Piontkievicz, de 57 anos.

A decisão foi tomada em dezembro, em julgamento realizado no plenário virtual do STF. O acórdão foi publicado no Diário de Justiça Eletrônico (DJE) na sexta-feira passada. O processo tramita em sigilo desde que foi autuado, ainda em setembro.

O episódio ocorreu pouco antes da decolagem de um voo com destino a Brasília. Segundo a denúncia, a passageira passou a hostilizar o ministro dentro da aeronave, elevando o tom de voz e direcionando insultos enquanto apontava para Dino.

enfermeira Maria Shirlei Piontkievicz sorrindo, com cachorro em campo de girassóis
A enfermeira Maria Shirlei Piontkievicz – Reprodução
De acordo com os autos, Maria Shirlei Piontkievicz foi denunciada pelos crimes de injúria, incitação ao crime e atentado contra a segurança de transporte marítimo, fluvial ou aéreo. A 1ª Turma é composta pelos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin.

Relatos incluídos no processo indicam que a acusada tentou se aproximar do ministro aos gritos e foi contida pelo segurança. Entre as frases atribuídas a ela estão declarações de desrespeito e questionamentos de cunho ideológico, proferidos em voz alta dentro da aeronave.

A Procuradoria-Geral da República, responsável pela denúncia, apontou que a conduta teria potencial de causar instabilidade a bordo. Conforme revelado anteriormente, Piontkievicz é servidora da Secretaria Estadual de Saúde do Paraná e integrava um grupo de turistas em viagem ao Maranhão quando o episódio ocorreu.

Fonte: DCM

Brasil vê cenário favorável e aguarda decisão da Itália sobre extradição de Zambelli

Governo avalia que garantias foram cumpridas e aposta que Itália não contrariará parecer judicial sobre extradição

     Carla Zambelli (Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados)

A Corte de Apelação de Roma analisa nesta terça-feira (20) o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, em um julgamento acompanhado com expectativa pelo governo brasileiro. A avaliação de autoridades envolvidas no caso é de que o processo entrou em sua fase decisiva, após sucessivos adiamentos e a entrega de toda a documentação solicitada pela Justiça italiana.

As informações foram publicadas por Malu Gaspar, em O Globo, que destaca a confiança do Itamaraty em um desfecho favorável. Segundo integrantes do governo brasileiro que acompanham o caso, o entendimento é de que o “cerco está se fechando” em torno da ex-parlamentar, presa em Roma desde julho do ano passado.

A audiência desta terça ocorre depois de duas sessões adiadas, a última delas a pedido da defesa, que solicitou mais tempo para analisar documentos enviados pelo Brasil sobre as condições do sistema prisional. De acordo com autoridades brasileiras, além de todos os esclarecimentos sobre o cumprimento de pena, também foram encaminhados dados relativos à segunda condenação de Zambelli, o que reforçaria o pedido de extradição.

Ainda conforme essa avaliação, os argumentos apresentados pela defesa perderam força ao longo do processo. A alegação de perseguição política foi considerada inconsistente, e a questão de saúde da ex-deputada deixou de ser um fator relevante para as autoridades italianas. Apesar do otimismo, integrantes do governo admitem que a Corte de Apelação pode não anunciar a decisão imediatamente após a sessão.

Há precedentes de audiências semelhantes em que o tribunal optou por suspender a sessão e comunicar o resultado posteriormente, seja por escrito, em até 24 horas, ou convocando os advogados para ciência formal da decisão. Uma autoridade envolvida no acompanhamento do caso afirmou: “Vamos aguardar se a defesa não vem com mais uma chicana”, relata Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Um dos pontos centrais da análise da Corte de Apelação é justamente a situação carcerária no Brasil. Para responder a essa preocupação, o Itamaraty enviou documentação detalhada informando que, em caso de extradição, Zambelli cumprirá pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia. O relatório destaca que a unidade possui estrutura organizada por alas distintas, “garantindo a adequada separação de perfis e o atendimento das necessidades específicas das mulheres privadas de liberdade”.

Inspeção recente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), realizada em agosto do ano passado, classificou como “boas” as condições da Colmeia, localizada na região administrativa do Gama, a cerca de 35 quilômetros do centro de Brasília. A Vara de Execuções Penais do DF também informou que a penitenciária adota rotinas permanentes de monitoramento e prevenção de violações de direitos, com inspeções periódicas dos órgãos de controle.

O Ministério Público da Itália já se manifestou favoravelmente à extradição. No parecer encaminhado à Justiça, os procuradores concluíram que Zambelli não foi alvo de perseguição política nem teve cerceado o direito de defesa no processo que resultou em sua condenação unânime pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em maio do ano passado. O documento sustenta que as decisões do Judiciário brasileiro se basearam em “múltiplas provas” consistentes, como documentos apreendidos e gravações telefônicas.

O MP italiano também apontou que o pedido brasileiro atende aos requisitos do direito processual italiano e às disposições do Tratado de Extradição entre Brasil e Itália. O procurador Erminio Carmelo Amelio observou que Zambelli é “apenas formalmente cidadã italiana” e que não mantém vínculos sociais ou econômicos relevantes no país europeu.

Independentemente do resultado da Corte de Apelação, tanto a defesa quanto o governo brasileiro poderão recorrer à Corte de Cassação, última instância do Judiciário italiano. Somente após essa etapa o Ministério da Justiça da Itália dará a palavra final sobre a extradição. Ainda assim, a aposta de autoridades brasileiras é de que o governo italiano não contrariará a decisão judicial, caso o aval à extradição seja confirmado.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

"O problema da dívida tem a ver com o juro real", afirma Haddad

Ministro diz que nível dos juros pressiona o endividamento

      Fernando Haddad (Foto: Diogo Zacarias/MF)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), atribuiu o crescimento da dívida pública brasileira ao patamar elevado do juro real da economia. Segundo ele, a dinâmica do endividamento está diretamente relacionada ao custo efetivo dos juros, descontada a inflação, em um contexto em que a taxa básica permanece elevada. Atualmente, a dívida pública está em torno de 79% do Produto Interno Bruto (PIB).

Em entrevista ao UOL, Haddad foi categórico ao tratar do tema. “O problema da dívida tem a ver com o juro real”, afirmou o ministro, ao comentar o cenário fiscal do país. Ele destacou ainda que a equipe econômica tem elevado o nível das exigências no debate público e se colocou aberto ao diálogo com ex-titulares da pasta. “Estamos subindo o sarrafo das exigências”, disse. Em seguida, reforçou: “Estou disponível para conversar”.

Durante a entrevista, Haddad explicou que os juros da economia brasileira estão hoje em 15% ao ano e lembrou que o juro real corresponde à taxa descontada da inflação do período, fator que, segundo ele, tem impacto direto sobre a trajetória da dívida pública.

O ministro também avaliou o peso da economia nos processos eleitorais ao redor do mundo. Para Haddad, embora o tema seja relevante, não necessariamente define o resultado das disputas presidenciais. “A economia no mundo inteiro está sendo um elemento muito importante, mas não necessariamente decisivo para ganhar ou perder uma eleição”, afirmou.

Ao tratar do cenário nacional, Haddad observou que a preocupação da população com a situação econômica perdeu espaço entre os principais temores dos brasileiros. Ele citou dados do Datafolha que indicam queda significativa nesse indicador. “Nós estamos falando que um a cada 10 considera a economia o principal problema”, disse, ao lembrar que o percentual caiu de 22% para 11% entre abril e dezembro.

Segundo o ministro, outros temas passaram a ocupar posições mais altas no ranking de preocupações da sociedade, como segurança pública e combate à corrupção. Nesse contexto, Haddad avaliou que a economia, isoladamente, não tende a ser determinante para o destino político do governo. “Então, isso para dizer que eu não acredito que a economia vai derrotar o governo e pode ser que não eleja o governo”, concluiu.

Fonte: Brasil 247 com informações do UOL

Assaltante rouba R$ 5,9 milhões em joias de prefeita de cidade do interior de MG


      A prefeita de Pitangui, Maria Lúcia Cardoso. Foto: Divulgação

Um assalto ocorrido na Região Metropolitana de Belo Horizonte resultou no roubo de cerca de R$ 5,9 milhões em joias pertencentes à prefeita de Pitangui, Maria Lúcia Cardoso (MDB). O crime foi registrado pela Polícia Militar na tarde da última sexta-feira (16), em Nova Lima, município vizinho à capital mineira.

De acordo com a PM, a prefeita, de 67 anos, estacionava o carro na Alameda Oscar Niemeyer, no bairro Vila da Serra, quando foi surpreendida pelo criminoso. O suspeito se aproximou armado e fez ameaças diretas para obrigá-la a entregar os pertences de alto valor que carregava.

Entre os itens levados estão um relógio Rolex avaliado em aproximadamente R$ 2,7 milhões, duas alianças e um anel de ouro branco com brilhantes, estimado em R$ 3,2 milhões. O assaltante fugiu logo após a ação e, até o momento, não foi localizado.

Procurada pela TV Globo, Maria Lúcia Cardoso comentou o caso e fez críticas à situação da segurança pública no país. “Os bandidos estão andando bem armados” e “os governos não estão preocupados com a segurança pública”, afirmou a prefeita após o roubo.

Maria Lúcia Cardoso, mãe de Newton Cardoso Júnior, presidente do MDB em Minas Gerais, planeja se candidatar ao Senado em 2026.Foto: Divulgação
Em nota, a Polícia Civil informou que instaurou um inquérito para apurar o crime. As diligências seguem em andamento, mas até a última atualização não havia registro de prisões relacionadas ao caso.

Maria Lúcia Cardoso foi eleita prefeita de Pitangui em 2020 e reconduzida ao cargo em 2024. Antes de comandar o município, ela construiu uma longa trajetória política em Minas Gerais, incluindo quatro mandatos como deputada federal entre 1999 e 2011.

Ela foi casada com o ex-governador de Minas Gerais Newton Cardoso e é mãe de Newton Cardoso Júnior, atualmente deputado federal pelo MDB. Em 2022, chegou a ter o mandato cassado pela Justiça Eleitoral, junto com o vice-prefeito, sob acusação de captação e gastos ilícitos de campanha, decisão posteriormente revertida.

Na primeira eleição municipal, também se envolveu em controvérsia ao utilizar a música “Maria, Maria”, de Milton Nascimento, em jingles de campanha sem autorização.

Fonte: DCM

Pesquisa mostra que 51% dos brasileiros concordam com sequestro de Maduro

Nicolás Maduro sendo capturado pelos EUA. Foto: Divulgação

Uma nova pesquisa inédita da Ipsos/Ipec divulgada nesta segunda-feira (19) revela que mais da metade dos brasileiros apoia a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela que culminou com a captura de Nicolás Maduro em 3 de janeiro de 2026, mas a maior parte prefere que o Brasil mantenha neutralidade em relação ao caso.

O levantamento entrevistou 2 mil pessoas em 130 municípios entre 10 e 14 de janeiro, com margem de erro de dois pontos e nível de confiança de 95%.

Segundo os dados, 36% dos entrevistados “concordam totalmente” com a operação e outros 15% “concordam em parte”, totalizando 51% a favor da intervenção norte-americana na ação que prendeu Maduro. Por outro lado, 28% discordam, 6% não concordam nem discordam e 15% não souberam ou não quiseram responder.

Quando o foco é o posicionamento do Brasil, 66% defendem que o país se mantenha neutro sobre os acontecimentos na Venezuela, enquanto 17% apoiam um alinhamento com os Estados Unidos e 9% entendem que o Brasil deve ser contrário à ação. Outros 9% não souberam responder.
Pesquisa Ipsos/Ipec. Foto: UOL


A pesquisa também mediu o temor dos brasileiros sobre a possibilidade de os EUA adotarem estratégia similar contra o Brasil: 57% disseram não ter medo, 23% têm “um pouco de medo” e 14% afirmaram ter “muito medo”. Outros 6% não responderam.

Os entrevistados foram questionados sobre as possíveis consequências da intervenção dos EUA para o Brasil: 29% avaliam que serão negativas, 23% acreditam que poderão ter efeitos positivos e 28% consideram que não haverá impacto significativo no país.

Sobre as motivações da ação militar, 26% entendem que o principal objetivo foi controlar o petróleo e os recursos naturais da Venezuela; 22% acreditam que a intenção foi “defender a democracia e os direitos humanos” dos venezuelanos; 18% veem o combate ao narcotráfico como fator principal; e 6% citam o fortalecimento da segurança nacional dos EUA ou o enfraquecimento de governos de esquerda na região. Outros 23% não souberam opinar.

Fonte: DCM

Haddad critica Campos Neto e diz que Galípolo “herdou” caso Master e “descascou o abacaxi”


O ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda (19) que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, herdou o problema envolvendo o Banco Master da gestão anterior. A declaração foi feita em entrevista ao portal UOL, na qual o ministro detonou o ex-presidente do BC Roberto Campos Neto.

Segundo o ministro, o Banco Master foi estruturado e expandido durante a administração passada. “Eu acredito que ele Galípolo herdou um problema que é o Banco Master. Todo ele constituído na gestão anterior. O Banco Master não cresceu na gestão atual. Mas nesse ano, o Galípolo descascou o abacaxi”, afirmou Haddad.

Haddad elogiou a atuação do atual presidente do BC e disse que voltaria a convidá-lo para integrar o Ministério da Fazenda. Também declarou que indicaria novamente Galípolo para o comando da autoridade monetária, apontando que o caso foi enfrentado “com grande competência”.

O ministro afirmou ainda que as críticas dirigidas ao governo podem indicar interesses ocultos. “Por que a oposição está fazendo isso? Está com medo do quê? O que eles estão com medo da fiscalização? Por quê? Qual é o sinal que eles estão dando? Pelo jeito, tem muita gente preocupada com o que nós estamos fazendo”.

Na avaliação de Haddad, a chamada desancoragem das expectativas econômicas foi, em grande parte, consequência da condução da política monetária na gestão anterior. Ele disse que a transição entre os governos foi atípica e marcada por tensões institucionais.

“Não foi uma transição normal. Vamos lembrar que é a primeira vez que a gente tem um presidente nomeado pelo governo anterior, que queria, o governo anterior, sabotar esse governo. Trabalhou para sabotar o tempo inteiro”, declarou o ministro durante a entrevista.

Haddad afirmou que costuma opinar quando é questionado sobre a taxa básica de juros. Segundo ele, há espaço para redução da Selic e esse entendimento já começa a ser reconhecido pelo próprio mercado financeiro.

Fonte: DCM com informações do UOL

Haddad: economia pode não ser decisiva nas eleições de 2026

"Outros temas galgaram degraus, como a segurança pública e o combate à corrupção”, destaca o ministro

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa de audiência na Câmara dos Deputados, em Brasília-DF - 24/09/2025 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), avaliou que a economia, embora relevante, não será o fator decisivo para definir os rumos das próximas eleições presidenciais no Brasil e em outros países. Para ele, o desempenho econômico deixou de ocupar o centro das decisões eleitorais, mesmo permanecendo como um tema sensível para parte da população. A declaração foi feita em entrevista ao UOL nesta segunda-feira (19).

Segundo Haddad, o ambiente econômico tem influência no debate político, mas não é suficiente, por si só, para garantir vitórias ou derrotas nas urnas atualmente. “A economia no mundo inteiro está sendo um elemento muito importante, mas não necessariamente decisivo para ganhar ou perder uma eleição”, afirmou o ministro.

Ao comentar a percepção da sociedade sobre o tema, Haddad destacou dados recentes de pesquisas de opinião que apontam uma redução significativa da preocupação dos brasileiros com a economia. De acordo com ele, levantamentos indicam que o assunto perdeu espaço no ranking dos principais temores nacionais ao longo do último ano.

O ministro citou especificamente um levantamento do Datafolha que mostrou a queda do percentual de brasileiros que consideram a economia o maior problema do país. “Nós estamos falando que um a cada 10 considera a economia o principal problema”, declarou Haddad, ao observar que esse índice recuou de 22% para 11% entre abril e dezembro. "Outros temas galgaram degraus, como a segurança pública e o combate à corrupção. Então, isso para dizer que eu não acredito que a economia vai derrotar o governo e pode ser que não eleja o governo".

Apesar da diminuição apontada pela pesquisa, Haddad ponderou que o número pode variar conforme a metodologia utilizada, especialmente em questionários que permitem múltiplas respostas. Ainda assim, ele reiterou a avaliação de que o tema econômico, embora relevante, já não ocupa o papel central que teve em disputas eleitorais anteriores.

Fonte: Brasil 247 com informações do UOL por meio de entrevista

Defesa de Bolsonaro pede liberação para visita de Tarcísio na Papudinha

Decisão cabe ao ministro do STF Alexandre de Moraes

Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro (Foto: Alan Santos/PR)

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, seja autorizado a visitá-lo no local onde está detido, em Brasília. Bolsonaro cumpre pena após condenação por tentativa de golpe de Estado e encontra-se sob custódia judicial no complexo conhecido como Papudinha.

A Solicitação foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, a quem cabe decidir sobre a autorização para a visita, já que qualquer acesso ao ex-presidente depende de aval judicial.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão e está detido desde a última quinta-feira no 19º Batalhão da Polícia Militar, localizado junto ao Complexo Penitenciário da Papuda. Antes da prisão preventiva, ele se encontrava em regime de prisão domiciliar, condição na qual havia sido autorizada uma visita de Tarcísio de Freitas.

O encontro entre o governador paulista e o ex-presidente estava marcado para o dia 10 de dezembro, na residência de Bolsonaro. A autorização havia sido concedida pelo próprio ministro Alexandre de Moraes cerca de dez dias antes, mas acabou sendo automaticamente suspensa após a mudança do regime de custódia.

Com a prisão preventiva, todos os compromissos presenciais de Bolsonaro com aliados políticos e amigos foram cancelados. Ainda assim, a defesa decidiu formalizar novo pedido para que a visita possa ocorrer nas atuais condições de detenção.

Além de Tarcísio de Freitas, o requerimento inclui os nomes de Diego Torres Dourado e Bruno Scheid, vice-presidente do Partido Liberal em Rondônia. O documento apresentado ao STF não detalha as razões específicas para as visitas e se limita a solicitar a autorização formal do relator do processo.

Fonte: Brasil 247

Após assédio, Globo rescinde contrato de Pedro e o trata como expulso do BBB 26

Emissora decide não pagar cachê ao participante após conduta considerada gravíssima no reality show

         Pedro saiu do BBB neste domingo, após apertar o botão "desistir" (Foto: Reprodução)

 A TV Globo decidiu enquadrar Pedro Henrique, participante do BBB 26 que deixou o programa no domingo (18), como expulso do reality show para todos os efeitos legais. A medida levou ao encerramento imediato do contrato firmado com o vendedor ambulante e à perda de qualquer valor relacionado à sua participação na atração, informa o F5.

A emissora formalizou a rescisão contratual nesta segunda-feira (19). Segundo o acordo padrão do programa, participantes que deixam a competição nessas condições não recebem cachê nem valores proporcionais aos dias de confinamento.

A Globo avaliou que o caso de Pedro não se tratou de uma simples desistência. A direção do programa entendeu que houve uma “conduta inadequada gravíssima”, uma vez que o participante acionou o botão de saída após perceber que poderia ser expulso pelas regras do BBB. Em situações consideradas apenas como desistência, o processo jurídico costuma ser menos rígido, e há precedentes de manutenção contratual, como ocorreu com Lucas Penteado no BBB 21.

Além do rompimento do vínculo com o reality, a emissora também encerrou o contrato de representação comercial de Pedro Henrique nas redes sociais, que era intermediado pela ViU, agência de influenciadores digitais ligada à Globo. O e-mail de contato profissional foi retirado de seus perfis logo após a notificação oficial.

A decisão foi tomada após um episódio envolvendo Jordana Morais, colega de confinamento. Durante o programa ao vivo, a Globo exibiu imagens em que Pedro encurrala Jordana na despensa da casa e tenta beijá-la. A participante relatou o ocorrido aos demais brothers, descrevendo a situação em detalhes.

“Eu estava procurando o baby liss. O Pedro falou: ‘Na despensa deve ter mais’. Eu falei: ‘Vou ver’. Todo solícito, ele abriu e eu fui procurar. Eu não vou ficar excluindo ele, enfim... Ele pegou e entrou comigo na despensa, me pegou pelo pescoço e tentou me beijar. Eu falei: ‘Você tá louco?’ e ele falou: ‘Tô fazendo o que tô com vontade’”, contou Jordana.

Na edição exibida no domingo, Pedro também falou no confessionário sobre o episódio. “Eu estava há dias querendo me segurar para não cobiçar as meninas, a Jordana principalmente, porque é parecida com minha esposa. Hoje eu acabei caindo nisso. Daí hoje eu acabei caindo nisso, olhei para ela, cobicei ela, desejei ela e achei que ela tinha dado moral também, tinha sido recíproco”, afirmou.

O apresentador Tadeu Schmidt explicou à casa que a produção já havia decidido pela expulsão caso Pedro não deixasse o programa espontaneamente. “Porque atitudes assim são inaceitáveis. Não apenas no BBB, mas em qualquer lugar. E as pessoas precisam entender isso. Esse tipo de atitude é inaceitável”, disse o jornalista durante a conversa com os confinados.

A área jurídica da Globo prepara um relatório sobre o comportamento de Pedro para encaminhamento às autoridades. A Polícia Civil do Rio de Janeiro instaurou um inquérito para investigar o caso como importunação sexual. Como consequência editorial, Pedro Henrique também foi retirado da vinheta oficial do BBB 26, que estreia na edição desta terça-feira (20), marcando sua exclusão definitiva do material promocional do programa.

Fonte: Brasil 247 com informaçõeas da coluna F5, no UOL

Moraes autoriza médico de Bolsonaro a acompanhar exames na Papudinha

Resultado dos exames pode levar o ex-presidente preso a hospital penitenciário

Brasília (DF) - 10/09/2025 - O ministro Alexandre de Moraes, na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), no quarto dia do julgamento dos réus do Núcleo 1 da trama golpista, formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (19) a indicação do médico Cláudio Augusto Vianna Birolini como assistente técnico do ex-presidente preso Jair Bolsonaro. A medida atendeu a pedido da defesa e teve o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). Bolsonaro foi condenado no caso da trama golpista a 27 anos e três meses, pelo STF.

"Nos termos do art. 159, § 4º, do Código de Processo Penal, HOMOLOGO a indicação do assistente técnico, Dr. CLÁUDIO AUGUSTO VIANNA BIROLINI, CRM-SP 69.514, indicado pela defesa", diz o despacho de Moraes.

Mais cedo, o ministro Moraes determinou que a defesa de Bolsonaro se manifestasse sobre a indicação do profissional de saúde, no contexto dos exames médicos aos quais o ex-presidente está sendo submetido no presídio da Papudinha, no Distrito Federal. As avaliações antecedem a formalização do cumprimento da pena na unidade e irão subsidiar a definição sobre a eventual transferência para um hospital penitenciário, segundo Moraes.

Fonte: Brasil 247

Moraes manda PF avaliar se prisão domiciliar é "melhor alternativa" para Bolsonaro

Avaliação médica vai indicar se prisão domiciliar é alternativa ao regime atual

                   Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes (Foto: Reprodução | ABR)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) avalie questionamentos apresentados pela defesa de Jair Bolsonaro (PL) sobre sua condição de saúde e a possibilidade de substituição do regime de prisão. As perguntas integram o processo de avaliação médica que deverá ser realizada por peritos da corporação.

De acordo com o jornal O Globo, a PF terá de responder se a permanência de Bolsonaro na prisão representa “risco aumentado, concreto e previsível de agravamento” de suas doenças e se a prisão domiciliar seria a “melhor alternativa” para “preservar a vida, a integridade física e a dignidade humana”.

⊛ Defesa questiona riscos à saúde

Na semana passada, ao decidir pela transferência do ex-mandatário, Moraes também ordenou a submissão de Bolsonaro a uma junta médica da Polícia Federal. O objetivo é avaliar se ele reúne condições clínicas para continuar cumprindo a pena no atual regime. O ministro estabeleceu o prazo de dez dias para a apresentação do laudo.

Na sexta-feira anterior, os advogados de Bolsonaro protocolaram uma lista com 39 quesitos direcionados aos peritos. Nesta segunda-feira (19), Moraes determinou o envio formal das perguntas à PF. “Encaminhem-se cópia dos quesitos formulados pela defesa à Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal, para que sejam respondidos pelos peritos no prazo assinalado”, decidiu.

⊛ Moraes determina laudo médico da PF

Bolsonaro foi transferido na semana passada para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF), conhecido como Papudinha, após permanecer por quase dois meses na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A mudança ocorreu após críticas de familiares e aliados do ex-presidente às condições das instalações da PF.

Ao analisar as reclamações, Alexandre de Moraes contestou os argumentos apresentados, mas afirmou que isso não impedia a transferência “para uma Sala de Estado Maior com condições ainda mais favoráveis”.

⊛ Transferência para batalhão da PM-DF

Segundo o ministro, o batalhão da PM-DF oferece melhores condições estruturais, permitindo “o aumento do tempo de visitas aos familiares, a realização livre de ‘banho de sol’ e de exercícios a qualquer horário do dia, inclusive com a instalação de aparelhos para fisioterapia, tais como esteira e bicicleta”.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo