Produtora de “Dark Horse” se aproximou de Mario Frias, recebeu recursos de emendas e comandou ONG que fechou contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo
Antes de assumir a produção de “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro (PL), Karina Ferreira da Gama, de 47 anos, não tinha experiência conhecida na produção cinematográfica. Ligada ao terceiro setor e próxima do deputado federal Mario Frias (PL-SP), ela está entre os alvos da operação deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (10) para investigar o financiamento da obra.
A investigação apura o suposto desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares para bancar a produção do filme. Frias, que também é alvo da operação, foi o responsável por indicar a Go Up Entertainment para a produção de “Dark Horse”.
Moradora da Brasilândia, na Zona Norte de São Paulo, Karina construiu sua trajetória principalmente por meio do Instituto Conhecer Brasil, organização que, nos últimos anos, passou a obter contratos e convênios públicos de valores elevados. Paralelamente, ela ampliou sua atuação empresarial e abriu negócios em outros estados.