quinta-feira, 13 de agosto de 2026

“Vaza daqui”, teriam dito PMs a motorista de Haddad em abordagem

Equipe de Haddad diz que viatura acompanhou carro por cerca de 40 minutos; SSP informou que vai apurar o caso

Fernando Haddad - Crédito: Diogo Zacarias/MF

O motorista de Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, relatou ter sido seguido por uma viatura da Polícia Militar após deixar o petista em casa, na zona sul da capital paulista, na noite de terça-feira (11).

A equipe de Haddad descreveu a abordagem como incomum e intimidatória. O caso foi detalhado pelo advogado do candidato, Hélio Silveira, em conversa com jornalistas.

De acordo com Silveira, o motorista percebeu a aproximação da viatura na avenida 23 de Maio, via que liga a zona sul à região central de São Paulo. Ao notar que o veículo da PM se aproximava e teria apagado as luzes, ele decidiu parar em um hotel, onde câmeras de segurança poderiam registrar a situação.

“Ele parou o carro, entrou no hotel, voltou e foi perguntar aos policiais o que tinha acontecido. Os policiais não responderam de maneira amistosa. Ele voltou para dentro do hotel, ficou esperando, aí nos acionou. Os policiais foram embora”, afirmou Silveira.

Ainda segundo o advogado, os agentes teriam dito ao motorista: “Vaza daqui”.

Governo Lula pede aos EUA arquivamento definitivo de ação contra Moraes

 

Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal
Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal. Foto: REUTERS/Mateus Bonomi
O governo brasileiro pediu à Justiça dos Estados Unidos o arquivamento definitivo da ação movida por Rumble e Trump Media contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta quarta-feira (12) que protocolou uma réplica em apoio ao encerramento do processo.

A manifestação chegou ao Tribunal Federal do Distrito Central da Flórida na terça-feira (11). O Brasil defende um dismissal with prejudice (extinção do processo com resolução de mérito), modalidade que impede a reapresentação da mesma ação, com base na lei norte-americana que regula a imunidade de Estados estrangeiros perante tribunais dos EUA.

Para a AGU, embora as empresas afirmem processar Moraes em caráter pessoal, a ação atinge na prática o Estado brasileiro. O governo sustenta que os atos questionados, entre eles decisões judiciais e a forma de notificação, têm natureza soberana e dependem do exercício de uma função pública.

O Brasil também contestou a alegação de que Moraes teria extrapolado suas atribuições institucionais. A defesa afirma que a Presidência do STF delegou validamente a autoridade exercida pelo ministro e que o colegiado da Corte referendou decisões questionadas no processo.

Lula grava vídeos de apoio a candidatos estaduais nesta quinta

Ação no QG de Brasília mira disputas prioritárias, sobretudo no Nordeste

05.08.2026 – Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Entrevista a Meteoro Brasil e Os Três Elementos, no Palácio da Alvorada. Brasília – DF.  (Crédito: Foto: Ricardo Stuckert)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dedica esta quinta-feira (13) a uma rodada de gravações com candidatos a governos estaduais apoiados por sua campanha. A agenda, prevista para começar às 9h, ocorre no QG instalado no Lago Sul, em Brasília, onde também serão produzidos materiais do petista para a propaganda eleitoral no rádio e na televisão.

Segundo apuração da CNN Brasil, a prioridade da sessão é reunir nomes de estados do Nordeste, região em que Lula mantém maior capital político e onde a associação entre sua imagem e candidaturas locais é considerada estratégica pela campanha.

Entre os nomes esperados estão os governadores candidatos à reeleição Fábio Mitidieri (PSD), de Sergipe, e Rafael Fonteles (PT), do Piauí. Também devem participar Renan Filho (MDB), de Alagoas; João Campos, de Pernambuco; e Felipe Camarão (PT), do Maranhão.

Ato no ABC paulista lançará campanha de Lula com novo jingle, slogan e protagonismo feminino

Evento em São Bernardo do Campo contará com o slogan “O Brasil pronto pra mais” e relatos de beneficiários de programas sociais

Lula  -  Crédito: Ricardo Stuckert

Aliados do presidente Lula (PT) preparam um megaevento em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, para marcar o lançamento oficial de sua campanha de reeleição ao Palácio do Planalto. O ato político e social está agendado para domingo (16) e promete mobilizar a militância e lideranças de todo o país, informa Milena Teixeira, do Metrópoles.

A cerimônia reserva momentos simbólicos e estratégicos para a pré-campanha. Entre os destaques previstos está o lançamento de um novo jingle oficial e a apresentação formal do slogan que guiará a corrida eleitoral: “O Brasil pronto pra mais”. Além disso, a programação priorizará a participação popular, abrindo espaço para depoimentos e relatos de pessoas diretamente beneficiadas por programas sociais implementados durante as gestões do PT no governo federal.

Outra mudança relevante para a estrutura do evento diz respeito ao formato e à dinâmica dos discursos no palco. A expectativa é de que o pronunciamento do presidente Lula seja mais curto e objetivo, diferindo do padrão adotado durante a convenção realizada no último dia 2 de agosto.

Nunes Marques é criticado no TSE por acenos a Flávio Bolsonaro

 Presidente da corte eleitoral nega favorecer senador do PL, mas decisões sobre pesquisa, IA e urnas ampliaram questionamentos internos

Kassio Nunes Marques - Crédito: Luiz Roberto/TSE

A condução do Tribunal Superior Eleitoral pelo ministro Kassio Nunes Marques entrou no centro de uma disputa interna após integrantes do TSE e do Supremo Tribunal Federal identificarem, em decisões e manifestações recentes, sinais de aproximação com teses defendidas pela pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência.

Segundo a Folha de São Paulo, que ouviu cinco ministros e técnicos do TSE e do STF, os questionamentos se intensificaram nos últimos meses e levaram Kassio a buscar ajustes para reduzir o desgaste à frente da corte. Em conversas reservadas, o ministro nega favorecer Flávio e diz que atuará com neutralidade, inclusive em relação ao presidente Lula (PT).

Advogado bolsonarista é alvo da PF por lavagem de dinheiro para bets

O advogado bolsonarista Nelson Wilians. Foto: reprodução
A Polícia Federal (PF) realizou nesta quinta-feira (13) uma nova operação na casa do advogado bolsonarista Nelson Wilians, em São Paulo. Os agentes cumprem mandado de busca e apreensão na mansão do empresário do setor jurídico por determinação da Justiça Federal da Paraíba.

A ação integra a Operação Arena, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e movimentações financeiras relacionadas à exploração de jogos de azar e apostas esportivas.

Segundo a investigação, o principal alvo da operação é a PixBet, empresa sediada na Paraíba. A Polícia Federal apura a utilização de uma estrutura societária e financeira no exterior para ocultar a origem e o destino de recursos. As apurações também alcançam a PixStar, localizada em Curaçao, após a identificação de pagamentos entre as duas companhias.

Nelson Wilians, conhecido como “advogado ostentação” (mesmo devendo mais de R$ 500 mil em aluguéis) e defensor de famosos como João Dória e Pablo Marçal, é apontado pelos investigadores como suspeito de atuar como operador financeiro do grupo e de ocultar bens que teriam sido adquiridos com recursos provenientes das atividades investigadas.

Ao todo, a Operação Arena cumpre 17 mandados de busca e apreensão expedidos pela 4ª Vara Federal da Paraíba. A Justiça também autorizou a quebra de sigilos telemático e bancário e determinou o sequestro de até R$ 1,1 bilhão. As medidas são realizadas na Paraíba, em São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná.

Flávio Bolsonaro divulga diploma correto após UFRJ negar registro de pós-graduação

 

 Flávio Bolsonaro. Foto: Evaristo Sa/AFP
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou seus diplomas de graduação e especializações após a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) negar que ele tenha cursado uma pós-graduação na instituição, informação que constava em perfis oficiais e redes sociais do parlamentar.

Na publicação feita na noite de 13 de agosto, Flávio escreveu: “Para que não restem dúvidas sobre minha formação acadêmica, conquistada à base de vários anos de muito estudo e dedicação”. Ele listou os cursos e anexou os documentos.

O senador afirmou ser bacharel em Direito pela Universidade Cândido Mendes e disse que se inscreveu na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em 2006. Também declarou ter concluído uma especialização em políticas públicas pelo Iuperj-Ucam e pela Escola de Políticas Públicas e Governo, em 2012.

Flávio ainda apresentou um diploma de MBA em empreendedorismo e desenvolvimento de novos negócios pela Fundação Getulio Vargas (FGV), concluído em 2015. A relação divulgada por ele não inclui curso de pós-graduação em ciências políticas pela UFRJ.



UFRJ não encontrou registro de Flávio Bolsonaro como aluno

A universidade informou que consultou o Sistema Integrado de Gestão Acadêmica (SIGA) e não localizou matrícula do senador. “Não há registro referente ao sr. Flávio Nantes Bolsonaro como discente na Universidade Federal do Rio de Janeiro”, declarou a instituição.

PF prende presidente da Conafer, último foragido da Operação Sem Desconto por fraude no INSS

 Carlos Roberto Ferreira Lopes estava procurado desde novembro de 2025 e se apresentou à Polícia Federal no Distrito Federal

Presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes  - Crédito: Carlos Moura / Agência Senado

 A Polícia Federal (PF) prendeu, na noite desta quarta-feira (12), Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais do Brasil (Conafer). Investigado por envolvimento em fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ele era considerado o último foragido no âmbito da Operação Sem Desconto, segundo reportam as informações oficiais.

Lopes estava na condição de procurado pela Justiça desde novembro de 2025. O investigado se apresentou na sede da Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal.

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Deputado bolsonarista do Novo enriquece 600% em 4 anos

 

O deputado federal bolsonarista Marcel van Hattem (Novo-RS). Foto: Agência Câmara
O deputado federal bolsonarista Marcel van Hattem (Novo-RS), candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul, declarou patrimônio de R$ 1,319 milhão à Justiça Eleitoral em 2026. O valor é cerca de 600% superior aos R$ 188,513 mil que ele informou na campanha de reeleição à Câmara, em 2022.

A diferença entre as duas declarações chega a aproximadamente R$ 1,130 milhão. Com isso, o total de bens apresentado pelo parlamentar neste ano é quase sete vezes maior que o registrado quatro anos antes.

Os imóveis estão entre as mudanças na relação de bens. Em 2022, Van Hattem declarou participações em dois terrenos que, juntos, somavam cerca de R$ 36,1 mil.

Na declaração de 2026, o deputado incluiu dois apartamentos. Um deles consta por R$ 213,3 mil, embora tenha sido adquirido por R$ 599 mil; o valor declarado corresponde à parcela quitada, enquanto o restante permanece financiado pela Caixa Econômica Federal.

Marcel Van Hattem e Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução

Apartamentos e dinheiro na Holanda elevam declaração

O segundo apartamento foi declarado por R$ 530 mil. Van Hattem informou que ainda tem R$ 169,9 mil a pagar pelo imóvel.

Também aumentou o dinheiro mantido na Holanda, país onde o parlamentar trabalhou no passado. A conta bancária em Roterdã, declarada com R$ 6,8 mil em 2022, passou a registrar R$ 286,6 mil.

Outra inclusão na lista deste ano são R$ 50 mil em quotas de uma sociedade empresária. Esse item não aparecia na declaração entregue por Van Hattem à Justiça Eleitoral na eleição de 2022.

O deputado manteve um automóvel avaliado em R$ 55,9 mil na relação de bens. Já um Fiat Linea declarado por R$ 41 mil na campanha de 2022 não consta no documento apresentado em 2026.

Fonte: DCM

Líder nas pesquisas no RS, bolsonarista Zucco tem candidatura suspensa pelo TRE

 

Luciano Zucco em sessão da Câmara dos Deputados
Luciano Zucco em sessão da Câmara dos Deputados. Foto: Reprodução
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) suspendeu temporariamente o pedido de registro da candidatura de Luciano Zucco (PL) ao governo do estado por falta do plano de governo exigido pela Justiça Eleitoral. O órgão deu três dias para o candidato regularizar a documentação.

Zucco protocolou o pedido de registro na terça-feira (11), mas não anexou o documento com as propostas para uma eventual administração estadual. A Justiça Eleitoral identificou a pendência ao analisar o requerimento nesta quarta-feira (12).

O TRE-RS não teve expediente na terça-feira por causa do Dia do Advogado. Por isso, a conferência dos documentos apresentados pela candidatura ocorreu no dia seguinte. A decisão apontou que não há outras irregularidades no requerimento protocolado pelo candidato do PL. O processo ficará sem tramitação até a inclusão do plano de governo.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS). Foto: Divulgação
A assessoria de Zucco afirmou que o plano está na etapa final de revisão e deve seguir ao TRE-RS na sexta-feira (14). A previsão, segundo a equipe, é cumprir o prazo fixado pela Justiça Eleitoral.

O plano de governo integra a documentação obrigatória para candidaturas ao Poder Executivo. O texto deve apresentar diretrizes, ações e propostas defendidas para os quatro anos de mandato.

Se o documento chegar dentro do período determinado, o pedido de registro poderá voltar à análise normal da Justiça Eleitoral. O tribunal ainda precisará avaliar os demais requisitos para decidir sobre a candidatura.

Caso Zucco não corrija a pendência no prazo de três dias, a Justiça Eleitoral poderá indeferir o pedido de registro para a disputa ao Palácio Piratini.

Fonte: DCM

PT denuncia bolsonarista que acusa Lindbergh de armação contra vice de Flávio

 

O bolsonarista Luiz Antônio Lopes, Alfredo Gaspar e Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

A liderança do PT denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma ameaça de morte contra o ministro Alexandre de Moraes do comerciante bolsonarista Luiz Antônio Lopes, personagem envolvido na acusação de estupro de vulnerável contra Alfredo Gaspar, vice na chapa de Flávio Bolsonaro.

A informação foi divulgada pela colunista Daniela Lima no UOL nesta quarta (12). Segundo ela, o STF anexou o vídeo com a ameaça a um procedimento que tramita sob sigilo.

No vídeo citado pela colunista, Lopes afirma que vai “cortar a cabeça” de Moraes e desfilar com ela por Brasília, pendurada em uma baioneta. Ele se identifica pelo nome completo na gravação.

O vídeo foi divulgado pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), acusado de armação contra Gaspar pelo comerciante:


 

Sites do Senado e da Alerj registram pós-graduação não cursada por Flávio Bolsonaro

 Campanha do candidato à Presidência afirma que informação é equivocada e diz ter pedido correção nos registros

Flávio Bolsonaro - Crédito: Andressa Anholete/Agência Senado

Os sites oficiais do Senado Federal e da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) registram que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, teria cursado uma pós-graduação em ciência política. A informação, porém, não corresponde aos registros acadêmicos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), instituição indicada na biografia mantida pela Alerj. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

Segundo a universidade, não há registro no Sistema Integrado de Gestão Acadêmica (Siga), criado em 2001, de que Flávio tenha estudado na instituição. A campanha do senador afirmou que o registro é resultado de um erro e que a informação pode ter sido retirada de uma página como a Wikipedia. A equipe do parlamentar disse que já solicitou as correções junto à plataforma.

Segundo a assessoria, a formação acadêmica de Flávio inclui graduação em direito pela Universidade Cândido Mendes, pós-graduação em políticas públicas pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj) e MBA em empreendedorismo pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

VÍDEO – Jornalista diz que Haddad se contradiz sobre Tarcísio e leva invertida

 

Fernando Haddad e Beatriz Bulla no programa “É Notícia”, da RedeTV! Foto: Diogo Zacarias
Fernando Haddad (PT), candidato ao Governo de São Paulo, deu uma invertida na jornalista Beatriz Bulla, do programa “É Notícia”, da RedeTV!, sobre suas críticas a Tarcísio de Freitas (Republicanos). O ex-ministro disse que classificar o adversário como integrante da extrema-direita não contradiz outras falas sobre debates civilizados com o rival.

Bulla alegou que, após um debate, houve comentários de que os candidatos haviam discutido propostas para São Paulo de forma civilizada. Ela questionou se a referência de Haddad a Tarcísio como candidato de extrema-direita destoava desse ambiente.

“Mas você está criticando? Você quer que eu baixe o nível do debate?”, respondeu Haddad. O petista alegou que a civilidade na disputa não exige abrir mão de questionamentos sobre posições políticas e institucionais.

Haddad afirmou que não conhece a posição de Tarcísio sobre a ditadura militar e declarou: “Para mim, quem defende ditadura militar é de extrema-direita”.

Após abordagem da PM, secretário de Segurança promete a Haddad apurar o caso

 

Fernando Haddad
Fernando Haddad. Foto: Reprodução
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) determinou que a Polícia Militar identifique as equipes que circularam pela região onde o carro de campanha de Fernando Haddad (PT), então candidato ao governo paulista, foi seguido por uma viatura na noite de terça-feira (11). Com informações do Metrópoles.

O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, telefonou para Haddad em busca de informações sobre o trajeto e a situação relatada. A pasta afirmou que vai apurar eventual desvio de conduta dos policiais.

Haddad relatou o episódio na manhã de quarta-feira (12), após uma sabatina na Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo. Ele disse que retornava de uma aula magna na Faculdade de Direito da USP quando a viatura “jogou luz no carro” ao chegar à sua residência, na zona sul da capital.

O petista entrou em casa, enquanto o motorista continuou o trajeto no automóvel usado pela campanha. Mais adiante, a viatura seguiu o veículo, e o funcionário estacionou em frente a um hotel para perguntar aos agentes por que o acompanhavam.

Em Brasília, Beto Preto destaca cursos de Medicina em universidades públicas do PR


Foto: divulgação

Em discurso proferido nesta terça-feira (11), no plenário da Câmara Federal – e também reportado em rede nacional na “Voz do Brasil” -, o deputado federal Beto Preto (PSD) enalteceu a criação de novos cursos de Medicina nos campi da Universidade Estadual do Paraná (Unespar).

O parlamentar destacou a iniciativa do Governador do Paraná, Ratinho Junior, em investir na criação de novos cursos gratuitos de Medicina em universidades públicas em várias regiões do estado. “O Governador Ratinho Júnior vem incentivando muito o ensino superior, tendo mais do que dobrado o orçamento da pasta. Todas as nossas sete universidades estaduais contam também com o curso de Medicina”, anunciou Beto Preto.

O curso de Medicina, no campus Apucarana da Unespar, já passa a marca de 3 mil inscritos no vestibular para 40 vagas. “São cursos gratuitos em universidades públicas de alto nível que irão, com certeza, transformar a educação dos jovens paranaenses nos próximos anos”, avalia o deputado.

Ex-secretário alvo da PF por perseguir e difamar Dino guardava 26 armas em casa

 

Arsenal achado na casa de Raimundo Cutrim. Foto: Divulgação
A Polícia Federal apreendeu 26 armas e mais de 700 munições na casa do ex-deputado estadual e delegado federal aposentado Raimundo Cutrim, de 72 anos, durante busca autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo a coluna de Carlos Madeiro no UOL. Ele entrou na investigação que apura perseguição e difamação contra o ministro Flávio Dino.

O mandado alcançou Cutrim na terça-feira (11), no inquérito sobre stalking contra Dino. A PF chegou ao ex-parlamentar após analisar materiais recolhidos em março com o blogueiro maranhense Luís Pablo, também investigado no caso.

A investigação suspeita que Cutrim financiou publicações e ações direcionadas a Dino. Informações obtidas pela PF apontaram que Luís Pablo teria recebido ao menos R$ 100 mil, valor que os investigadores passaram a examinar pela possível ligação com a perseguição ao ministro.

Cutrim também é investigado em outro processo no STF, sob relatoria de Dino, que trata do assassinato do empresário João Bosco Sobrinho Pereira, ocorrido em agosto de 2022 em São Luís. Ele cumpre prisão domiciliar desde 19 de julho, por suspeita de coação de testemunhas e obstrução de processo.

Judiciário teve a “pior atuação possível” na ditadura militar, diz presidente do STM

 

Manifestação no Rio de Janeiro em 1968 contra a ditadura militar. Foto: Arquivo Nacional/Correio da Manhã
A presidente do Superior Tribunal Militar (STM), ministra Maria Elizabeth Rocha, afirmou nesta quarta (12) que o Poder Judiciário teve uma atuação “pior possível” durante a ditadura militar, entre 1964 e 1985. Em aula magna na PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), ela disse que as instituições de Justiça não ofereceram resistência ao regime.

Maria Elizabeth estendeu a crítica aos demais Poderes e cobrou uma admissão pública das falhas cometidas naquele período. “Não houve até hoje uma penitência dos Poderes nesse sentido de reconhecerem as suas fragilidades e de reconhecerem que erraram durante o regime militar”, disse.

Para a ministra, esse reconhecimento é necessário para assegurar reparação às vítimas e preservar a memória do período. A aula foi organizada pelo Centro Acadêmico 22 de Agosto, ligado ao curso de direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

A presidente do STM também questionou a Lei da Anistia, de 1979, que concedeu perdão judicial por crimes praticados por agentes do Estado durante a ditadura. Ela afirmou que tratados internacionais de direitos humanos incorporados pelo Brasil, entre eles o Pacto de São José da Costa Rica, tornaram a norma incompatível com a legislação atual.

Câmara instala comissão para discutir redução da maioridade penal para 16 anos

 

Plenário da Câmara dos Deputados em Brasília
Adolescentes algemados. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Câmara dos Deputados instalou nesta quarta (12) a comissão especial que analisará a proposta de emenda à Constituição (PEC) para reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos. O colegiado definirá os parâmetros de uma mudança constitucional que pode levar adolescentes a responder criminalmente como adultos em determinadas situações.

Os deputados confirmaram Aluisio Mendes (Republicanos-MA) na presidência da comissão e Mendonça Filho (PL-PE) na relatoria. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já havia indicado os dois parlamentares para as funções em julho.

A chapa única também elegeu Guilherme Derrite (PP-SP) como primeiro vice-presidente, Benes Leocádio (União-RN) como segundo vice-presidente e Sargento Fahur (PL-PR) como terceiro vice-presidente. O grupo terá até 40 sessões do plenário para concluir os trabalhos.

Durante a instalação, Tarcísio Motta (PSOL-RJ) contestou a convocação da reunião por não respeitar, segundo ele, o prazo mínimo de 24 horas de antecedência. O deputado apresentou uma questão de ordem, que a presidência rejeitou, e afirmou que recorrerá da decisão.

Flávio inventa que fez pós-graduação na UFRJ e é desmentido pela universidade

 

Senador Flávio Bolsonaro
Senador Flávio Bolsonaro, do PL. Foto: Reprodução

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) afirmou não ter registros de que o senador Flávio Bolsonaro (PL) tenha estudado na instituição, apesar de perfis oficiais do parlamentar no Senado e na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) indicarem uma pós-graduação em Ciências Políticas na universidade. A campanha atribuiu a divergência a “erros ou equívocos, possivelmente extraídos de páginas como a Wikipedia”.

A página da Alerj, onde Flávio exerceu quatro mandatos como deputado estadual, informava que ele “é graduado em Direito pela Universidade Cândido Mendes, pós-graduado em Políticas Públicas pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ) e tem MBA em Empreendedorismo pela FGV”.

Em nota, a UFRJ disse que seu Sistema Integrado de Gestão Acadêmica não contém registro de Flávio Nantes Bolsonaro como discente. A universidade informou, por outro lado, que o deputado Eduardo Bolsonaro (PL), irmão do senador, cursou Direito na instituição e concluiu a graduação.

Valter Duarte, professor do Departamento de Ciência Política da UFRJ entre a década de 1970 e 2021 e coordenador do setor de 2004 a 2009, declarou que Flávio Bolsonaro não frequentou cursos da área. “Posso garantir que ele nunca fez curso de Ciência Política na UFRJ. Nem no começo dos anos 2000 nem depois, quando o pai dele era presidente”, afirmou.

Um dos prédios da UFRJ. Foto: Reprodução

Campanha enviou diplomas de três cursos diferentes

A assessoria de Flávio Bolsonaro informou que ele se graduou em Direito pela Universidade Cândido Mendes, fez especialização em Políticas Públicas no Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj) e concluiu um MBA em Empreendedorismo pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

STF suspende pagamento de verbas indenizatórias fora dos limites e determina devolução de valores

Medidas alcançam magistrados de sete estados e do Distrito Federal e envolvem pagamentos feitos pela AGU

Foto: Carlos Moura/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou, nesta quarta-feira (12), a suspensão imediata do pagamento de verbas indenizatórias a magistrados dos Tribunais de Justiça de Goiás, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia e do Distrito Federal que não estejam de acordo com os parâmetros estabelecidos pela Corte. Também determinou a devolução de valores que tenham ultrapassado os limites estabelecidos.

As medidas foram determinadas pelos ministros Alexandre de Moraes, relator do Recurso Extraordinário (RE) 968646, (com repercussão geral), Flávio Dino, relator da Reclamação (RCL) 88319, e Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, relatores das Ações Diretas de Inconstitucionalidades (ADIs) 6604 e 6606, respectivamente.

Os presidentes dos tribunais de Justiça deverão identificar os beneficiários e enviar a relação ao STF em até 72 horas. Também deverão determinar a devolução imediata dos valores que ultrapassem o limite global de 70% do teto, respeitados 35% referentes à parcela de valorização por antiguidade e 35% para as verbas indenizatórias autorizadas. Os tribunais terão cinco dias para comprovar nos autos a suspensão dos pagamentos e as devoluções.

Lula prepara largada da campanha com foco no Sudeste e palanques aliados

 Presidente deve concentrar os primeiros atos em São Paulo, Minas Gerais e Rio

Luiz Inácio Lula da Silva  - Crédito: Ricardo Stuckert

A campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve começar com prioridade para o Sudeste, região considerada estratégica para a disputa de 2026. A primeira etapa da agenda eleitoral prevê atos em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, com acenos a aliados estaduais e eventos voltados a públicos específicos.

Segundo a CNN Brasil, a largada simbólica está prevista para domingo (16), no Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, local ligado à trajetória política de Lula e às greves dos metalúrgicos no fim da década de 1970. Depois desse ato, a equipe do petista planeja novas viagens para Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Amorim compara ataques de Milei ao Brasil a “cuspir na bandeira” e espera retomada de relações

 Mais cedo, o Brasil rebaixou suas relações diplomáticas com a Argentina, em razão dos repetidos ataques de Milei ao presidente Lula

Celso Amorim -  Crédito: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, afirmou nesta quarta-feira (12) que os ataques do presidente argentino, Javier Milei, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva equivalem a “como cuspir na bandeira” brasileira.

Amorim afirmou esperar que Brasil e Argentina retomem relações de alto nível após as ofensas de Milei a Lula levarem o Itamaraty a rebaixar o nível das relações diplomáticas entre os dois países para o de encarregados de negócios.