Candidata ao Senado pelo DF tem priorizado a própria campanha enquanto cuida de Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar
Michelle Bolsonaro - Crédito: Reprodução/Redes Sociais
A baixa presença de Michelle Bolsonaro (PL) em agendas eleitorais fora do Distrito Federal provocou frustração em setores do PL, que esperavam um papel mais ativo da ex-primeira-dama no primeiro turno da campanha.
Segundo informações publicadas pelo blog do jornalista Gustavo Uribe, da CNN Brasil, dirigentes e candidatos da legenda avaliavam que Michelle poderia impulsionar palanques do partido, especialmente em disputas estaduais no Norte e no Nordeste. Até agora, porém, ela concentrou sua atuação na capital federal, onde também disputa uma vaga ao Senado.
A expectativa interna era de que a ex-primeira-dama participasse de viagens pontuais para apoiar candidatos do PL a governos estaduais e ajudasse a mobilizar a militância bolsonarista em regiões consideradas estratégicas. Essa possibilidade, no entanto, foi descartada por dirigentes do partido neste momento.
O principal entrave é a situação de Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar. Michelle está responsável pelos cuidados do ex-presidente e ainda depende de autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para ser substituída por parentes nessa função.
A limitação de agenda também atingiu o próprio Distrito Federal. De acordo com a CNN Brasil, candidatos a deputado federal e distrital esperavam uma participação maior de Michelle em eventos públicos, agendas populares e lives semanais. Nenhuma dessas iniciativas, contudo, foi confirmada até o momento.
Mesmo com a presença restrita nas ruas, Michelle aparece em primeiro lugar nas pesquisas eleitorais para o Senado no Distrito Federal. A leitura de dirigentes do PL é que ela optou por priorizar a própria candidatura neste primeiro turno, em vez de se dividir entre a disputa local e a articulação nacional da legenda.
A expectativa no partido é que Michelle amplie sua participação em palanques estaduais apenas no segundo turno, caso seja eleita senadora. Até lá, sua atuação deve seguir concentrada no DF e condicionada à situação judicial e doméstica de Jair Bolsonaro.
O desempenho limitado da ex-primeira-dama ocorre em meio à tentativa do PL de fortalecer candidaturas ligadas ao bolsonarismo em diferentes estados. Para parte da legenda, Michelle é vista como um dos principais ativos eleitorais do campo conservador, especialmente junto ao eleitorado feminino e evangélico.
A frustração de candidatos, porém, mostra que a campanha nacional do partido ainda não conseguiu transformar esse capital político em presença efetiva nos palanques regionais durante a primeira etapa da disputa.
Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil
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