Ministra destacou salto de 37% nos casos de violência contra a mulher no estado e reafirmou compromisso da frente ampla com a democracia e a igualdade
Durante evento de campanha realizado neste sábado (5), a ex-ministra e candidata ao Senado pela Rede Sustentabilidade, Marina Silva, fez duras críticas ao avanço da violência contra as mulheres no estado de São Paulo e enfatizou a necessidade de defender a soberania nacional.
Ao lado do presidente Lula (PT), do candidato ao governo paulista Fernando Haddad (PT) e da também candidata ao Senado Simone Tebet (PSB), Marina ressaltou que o cenário político atual exige a manutenção da união democrática. Segundo a candidata, se em 2022 a criação de uma frente ampla foi fundamental para salvar as instituições e reconstruir as políticas públicas voltadas ao combate à desigualdade e à proteção dos mais vulneráveis, o momento presente impõe novos desafios cruciais.
Marina alertou para ameaças à autonomia do país, afirmando que a soberania brasileira está sob risco diante da atuação de grupos políticos alinhados a interesses externos contrários aos trabalhadores, aos povos indígenas e aos direitos das mulheres. Nesse contexto, defendeu a continuidade do projeto liderado pelo presidente Lula, apontando para a importância de um novo mandato presidencial.
A pauta do combate à violência de gênero recebeu destaque central na fala de Marina Silva. A candidata apresentou números alarmantes sobre a segurança pública paulista, ressaltando que mais de 270 mulheres foram assassinadas em São Paulo apenas em 2025. Ela destacou ainda que os casos de feminicídio no estado registraram um crescimento de 37% no período acumulado de 2022 até o presente momento.
Ao lado de Simone Tebet, Marina enfatizou o valor simbólico e prático de ter duas mulheres disputando as vagas ao Senado pelo estado. De acordo com a ex-ministra, a presença feminina na alta representação política é indispensável para construir e blindar diretrizes orçamentárias e sociais que protejam efetivamente as mulheres.
Além das propostas voltadas à segurança e aos direitos humanos, a candidata defendeu a inauguração de um novo ciclo de desenvolvimento econômico sustentável e inclusivo. Marina argumentou que a prosperidade do país deve integrar trabalhadores, empresários, a população negra e a comunidade LGBT, garantindo que o crescimento econômico não deixe parcelas da sociedade para trás.
Reagindo a declarações do atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que havia minimizado sua força política ao afirmar que sua postulação “derreteria”, Marina respondeu que a vontade popular e o compromisso com a democracia permanecem firmes. A candidata declarou confiar na generosidade do eleitorado paulista para eleger a primeira mulher preta senadora pela história do estado de São Paulo, pautando sua atuação na defesa do desenvolvimento sustentável e das garantias constitucionais.
Fonte: Brasil 247
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