Presidente destaca avanço da digitalização no Brasil e afirma que defenderá o sistema de pagamentos em encontro na ONU
O presidente Lula (PT), candidato à reeleição, ironizou ao afirmar que pretende sugerir ao presidente norte-americano, Donald Trump, a adoção de um sistema semelhante ao Pix nos Estados Unidos, ao discursar em evento de campanha na capital paulista ao lado do candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e das candidatas ao Senado, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).
Ao destacar o avanço da digitalização dos serviços públicos e das transações no país, o presidente contrapôs o modelo brasileiro ao dos Estados Unidos, que já manifestaram incômodo com o Pix e preocupação com o impacto da ferramenta sobre empresas norte-americanas. “Nós já temos um governo digital. Já temos 178 milhões de pessoas que se conectam com o governo pelo gov.br. Estamos perto de atingir toda a população brasileira. Um exemplo disso é que o presidente dos Estados Unidos quer acabar com o Pix. Eu vou para a ONU, vou encontrar com o Trump e vou dizer a ele: ‘Trump, faça um Pix, que você vai ver o quanto será bom a economia digitalizada’”, declarou Lula.
Segundo o presidente, os próximos quatro anos de sua eventual nova gestão serão marcados por uma transformação estrutural voltada ao fortalecimento da inovação e do empreendedorismo. “Esses próximos quatro anos serão os quatro anos da revolução. A revolução para o pequeno empreendedor, para as pessoas que querem trabalhar por conta própria, que precisam de crédito, que querem arriscar uma coisa nova na vida. Vamos investir em novos cursos nas universidades para que a gente atualize a formação dos nossos jovens. Queremos competir exportando inteligência, não apenas produtos primários. Não queremos exportar apenas milho, soja, álcool ou minério de ferro. A gente quer exportar o conhecimento que está dentro da cabeça de vocês”, pontuou.
Lula defendeu ainda a autonomia tecnológica nacional, ressaltando a necessidade de investir em inteligência artificial desenvolvida em língua portuguesa para evitar a dependência de potências globais como China e Estados Unidos.
No âmbito dos indicadores socioeconômicos e educacionais, o candidato à reeleição fez um resgate histórico dos investimentos em educação superior e técnica. O presidente lembrou que, ao assumir seu primeiro mandato em 2003, o Brasil contabilizava 5 milhões de trabalhadores com diploma universitário, índice que saltou para 25,5 milhões na atualidade. Ele ressaltou que, dos 58 Institutos Federais em São Paulo, 48 foram implementados durante suas gestões e a de Dilma Rousseff, somados a 16 criados no atual mandato, além da construção de 200 campi universitários sob sua liderança.
O presidente também citou o impacto de programas como o Pé-de-Meia, que atende 7,2 milhões de estudantes do ensino médio para evitar a evasão escolar, e a expansão do ensino em tempo integral, que já alcança 2,5 milhões de crianças, com a meta de universalização. Na área econômica, comparou os índices de inflação de alimentos — que atingiram 56,17% no governo anterior frente aos 13,6% da atual gestão — e destacou o combate à fome e ao desemprego.
Por fim, Lula detalhou ações de segurança pública, como a criação do aplicativo Celular Seguro para bloqueio imediato e checagem de telefones roubados, visando desarticular a receptação vinculada ao crime organizado. Ao conclamar o apoio do eleitorado, concluiu afirmando que sua trajetória garante a continuidade das transformações no país: “Se tem neste país alguém que pode garantir o futuro sou eu, porque o resto não tem passado, não tem presente e não tem futuro. Nenhum deles”.
Fonte: Brasil 247
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