terça-feira, 1 de setembro de 2026

Alcolumbre barra pressão por impeachment de Moraes e deve esperar posição do STF

 Novos pedidos contra ministro do STF foram apresentados após divulgação de mensagens envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro

Davi Alcloumbre e Alexandre de Moraes
Crédito: Davi Alcolumbre/Jefferson Rudy/Agência Senado / Alexandre de Moraes/Gustavo Moreno/STF

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu não dar andamento aos novos pedidos de impeachment apresentados contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a divulgação de mensagens envolvendo o magistrado e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Segundo a coluna Painel, da Folha de São Paulo, Alcolumbre já confidenciou a aliados que não pretende atender aos pedidos apresentados por parlamentares bolsonaristas. Deputados e senadores protocolaram novas iniciativas pelo afastamento do ministro depois da divulgação das conversas.

A avaliação do presidente do Senado é de que é necessário aguardar a situação se estabilizar e esperar, ao menos, uma decisão do próprio STF sobre o episódio antes de qualquer avanço no Legislativo.

Pressão bolsonarista não muda posição no Senado


A divulgação das mensagens provocou uma nova movimentação de parlamentares favoráveis ao impeachment de Moraes. Apesar dos novos pedidos apresentados, Alcolumbre não sinaliza disposição para colocá-los em andamento.

A posição relatada a aliados indica que o presidente do Senado pretende acompanhar primeiro os desdobramentos no Supremo, onde o caso também passou a provocar movimentações.

Mendonça pede análise do plenário do STF

Nesta terça-feira (1º), o ministro André Mendonça pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, que marque uma sessão do plenário para discutir as mensagens apontadas pela Polícia Federal.

A discussão no colegiado pode resultar na abertura de uma investigação contra Moraes.

Fachin, no entanto, deve aguardar o posicionamento da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o episódio antes de decidir se convoca a sessão.

André Mendonça, por sua vez, defende que o plenário do Supremo examine o caso independentemente de uma manifestação da Procuradoria.

Fonte: Brasil 247 com informações da coluna Painel, da Folha de São Paulo

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