Ex-ministra e candidata ao Senado destacou atuações contra desvios de recursos e defendeu a apuração irrestrita sobre esquemas de corrupção
A candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB) afirmou, nesta quinta-feira (27), que o esquema de corrupção envolvendo o Banco Master teve seu crescimento e fortalecimento estruturados ao longo da gestão de Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi dada pela ex-ministra durante sabatina realizada pela rádio Jovem Pan, na qual ela classificou a fraude no sistema financeiro como a maior da história do país. “O Banco Master, que é o maior esquema de corrupção do sistema financeiro da história do Brasil, criou raízes e se fortaleceu no governo do Bolsonaro”, afirmou.
Ao comentar o cenário e avaliar o histórico das grandes investigações no Brasil, Tebet reafirmou sua postura independente de combate aos desvios de recursos públicos, ressaltando que manteve o mesmo rigor ao denunciar irregularidades que emergiram tanto nas gestões do presidente Lula (PT) quanto no mandato de Bolsonaro. Na ocasião, citou casos como o Petrolão e o Mensalão para reforçar que não altera seu posicionamento crítico sobre ilícitos cometidos no ambiente político.
A candidata destacou que, historicamente, grandes apurações apontaram a participação de diversos partidos e ressaltou a distinção entre responsabilidades no âmbito político, civil e criminal. Ao recordar desvios ocorridos em governos passados, citou o envolvimento de legendas como MDB, PP e o próprio PL no esquema do Mensalão.
Aprofundando a análise sobre o caso do Banco Master, a ex-ministra relembrou os desdobramentos da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apontou que o proprietário da instituição financeira, Daniel Vorcaro, disponibilizava um cartão de crédito destinado ao custeio de despesas pessoais do senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro-chefe da Casa Civil de Bolsonaro.
Tebet defendeu a apuração rigorosa e irrestrita de todas as ramificações do caso, destacando indícios sobre a existência de centenas de outros cartões de crédito que teriam sido distribuídos a lideranças políticas de variadas siglas. A candidata enfatizou a necessidade de investigar todos os envolvidos de forma transparente, independentemente de filiação partidária, seja do MDB, PSB, PT ou PL.
Fonte: Brasil 247
Nenhum comentário:
Postar um comentário