Gutemberg Fonseca nega vínculo com Adilsinho; PF ainda apura se movimentações registradas chegaram a ocorrer
Uma planilha analisada pela Polícia Federal (PF) no âmbito de uma investigação sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro atribuído ao bicheiro Adilsinho associa R$ 727 mil a Gutemberg Fonseca, político aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República. As informações são do UOL.
Gutemberg nega qualquer vínculo com Adilsinho e afirma que jamais contratou empresas gráficas suspeitas de participação no esquema investigado. O político não é formalmente investigado no caso, enquanto a PF continua analisando os dados relacionados às planilhas.
“Eu não sei nem quem é esse cidadão, esse vagabundo que está preso, esse tal de Adilsinho. Até porque água e óleo não se misturam”, afirmou Gutemberg à reportagem.
Gutemberg foi secretário de Defesa do Consumidor no governo de Cláudio Castro entre outubro de 2023 e abril de 2026, quando deixou o cargo para se candidatar a deputado federal.
☉ Planilha reúne mais de R$ 21 milhões
O documento em que aparece a referência a Gutemberg contém uma relação de nomes de políticos e partidos associados a diferentes valores. Somadas, as cifras registradas superam R$ 21 milhões.
Segundo os investigadores, o documento deve ser analisado como um “possível indicador de capacidade financeira, influência política e penetração institucional do grupo”.
A PF ainda não identificou, nesta etapa da investigação, se todas as movimentações registradas nas planilhas foram efetivamente realizadas. A corporação afirma, porém, haver indícios de que os documentos representem uma “contabilidade paralela de grande escala”.
☉ PF apura esquema com empresas gráficas
Segundo a investigação, Adilsinho teria criado um “engenhoso esquema” de lavagem de dinheiro. A suspeita da PF é de que empresas do setor gráfico tenham sido utilizadas para pulverizar recursos provenientes da organização criminosa e conferir aparência de legalidade ao dinheiro.
De acordo com a corporação, seis empresas eram utilizadas como “trânsito financeiro para reinserir o dinheiro da contravenção na economia formal”.
A PF analisa agora as listas como ponto de partida para verificar possíveis conexões entre os nomes registrados nos documentos, empresas gráficas utilizadas durante campanhas eleitorais e eventuais benefícios posteriores relacionados ao exercício de cargos públicos.
Segundo a corporação, os documentos são explorados como “ponto de partida para identificar eventuais convergências entre os nomes nelas constantes, fornecedores gráficos utilizados em campanhas […] e possíveis contrapartidas posteriores no exercício de mandatos ou funções públicas”.
☉ Gutemberg nega relação com Adilsinho
Ao negar qualquer ligação com o bicheiro, Gutemberg também afirmou nunca ter contratado empresas gráficas suspeitas de envolvimento no esquema.
Fonte: Brasil 247 com informações do UOL
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