quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Entidades levam à campanha de Lula proposta para taxar super-ricos

 Grupo se reúne com José Sergio Gabrielli e faz contraponto à defesa de maior austeridade fiscal em 2027

Protesto pela taxação dos super-ricos na Avenida Paulista - Crédito: Paulo Pinto/Agência Brasil

Organizações e movimentos que defendem uma tributação maior sobre os chamados “super-ricos” apresentaram ao coordenador do programa de governo para um novo mandato do presidente Lula, José Sergio Gabrielli, uma agenda que inclui aumento da cobrança sobre altas rendas e rendimentos do capital, regulamentação do Imposto sobre Grandes Fortunas e fim de benefício fiscal relacionado aos Juros sobre o Capital Próprio (JCP).

Segundo a coluna Painel, da Folha de São Paulo, um dos objetivos das entidades foi fazer um contraponto à posição de que será necessário apertar o arcabouço fiscal em 2027 e ampliar políticas de austeridade. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, é apontado como o principal porta-voz dessa linha.

Participaram da reunião representantes do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), Instituto Justiça Fiscal (IJF), Instituto Peregum, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Instituto Rede Jubileu Sul Brasil, Oxfam Brasil e Plataforma Justa.


⦾ Tributação do capital entra na discussão

Entre as propostas defendidas pela campanha pela taxação dos super-ricos está a adoção, para os rendimentos do capital, do mesmo tratamento tributário aplicado aos rendimentos provenientes do trabalho.

As entidades também defendem a ampliação das faixas de tributação das rendas mais elevadas e a extinção do benefício fiscal dos Juros sobre o Capital Próprio. O mecanismo é utilizado por bancos e grandes empresas para reduzir o pagamento de impostos.

Outro ponto apresentado é a regulamentação do Imposto sobre Grandes Fortunas. A pauta inclui ainda a criação de uma Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) destinada ao financiamento de políticas ambientais.

 Gabrielli é visto como aliado

Segundo um participante das conversas ouvido pelo Painel, Gabrielli é considerado pelos movimentos um aliado em uma discussão que ainda está em disputa na campanha de Lula.

Durante a reunião, o coordenador do programa recebeu elogios dos representantes das entidades por defender um projeto de desenvolvimento nacional.

De acordo com o relato publicado pela Folha, Gabrielli disse que é preciso haver uma agenda contra o rentismo e afirmou que analisaria os pleitos apresentados pelas organizações.

Fonte: Brasil 247 com informações da coluna Painel, da Folha de São Paulo


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