terça-feira, 25 de agosto de 2026

Brasil marca reunião com os Estados Unidos para discutir tarifaço

 

Encontre de Lula e Trump nos Estados Unidos é confirmado para esta quinta-feira pela Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e o presidente do Brasil, Lula, em encontro de outubro de 2025. Foto: Daniel Torok/Casa Branca


Brasil e Estados Unidos marcaram para a próxima segunda-feira (31) uma reunião destinada a retomar as negociações sobre as tarifas impostas aos produtos brasileiros. O encontro segue confirmado, mas não ocorrerá nesta semana, segundo O Globo.

A conversa será virtual e reunirá o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e o representante comercial estadunidense, Jamieson Greer. Um integrante do Itamaraty também participará. O horário ainda depende das agendas das duas autoridades.

A reunião foi encaminhada depois do telefonema entre Lula e Donald Trump na sexta-feira (21). Greer procurou o ministro brasileiro logo após a conversa entre os presidentes, abrindo espaço para a nova rodada técnica.

As tratativas estavam suspensas desde 14 de julho. No dia seguinte, os Estados Unidos anunciaram uma tarifa de 25% contra produtos brasileiros e, em 23 de julho, acrescentaram outra cobrança de 12,5%. O Itamaraty considera que as taxas podem ser cumulativas, elevando a sobretaxa total de parte das mercadorias a 37,5%.

Márcio Elias Rosa MDIC

O ministro do MDIC, Márcio Elias Rosa. Foto: Júlio César Silva/MDIC
Márcio Elias Rosa avalia que o governo Trump dificilmente retirará todas as tarifas neste momento. A prioridade brasileira será ampliar a lista de exceções e reduzir o número de setores alcançados pelas medidas.

Dados do MDIC apontam que 8,6 mil empresas estão expostas às tarifas. Atualmente, 52,7% da pauta exportadora brasileira para os Estados Unidos não sofre sobretaxa, enquanto 47,3% está sujeita a algum encargo adicional.

As exportações brasileiras aos Estados Unidos caíram 12,2% entre janeiro e julho. Entre os produtos submetidos às maiores tarifas, a retração chegou a 31,5%, aumentando a pressão por um acordo que amplie as exceções.

Fonte: DCM com informações do jornal O Globo

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