quarta-feira, 22 de julho de 2026

PF investiga esquema que teria utilizado biometria falsa por 10 anos para fraudar o INSS

Apuração aponta prejuízo superior a R$ 436 mil com obtenção irregular de Benefícios de Prestação Continuada (BPC)

Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)
Crédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (22), a Operação Dupla Face para investigar um grupo suspeito de fraudar a concessão de Benefícios de Prestação Continuada (BPC/Loas). Segundo as apurações, o esquema utilizava documentos falsificados e uma mesma identidade biométrica vinculada a diferentes registros civis. As informações são da coluna de Mirelle Pinheiro, do Metrópoles.

O esquema teria funcionado durante cerca de dez anos e provocado prejuízo superior a R$ 436 mil aos cofres públicos. A apuração busca esclarecer como os benefícios foram obtidos de forma irregular e identificar todos os envolvidos.

As investigações começaram após a identificação de uma mesma biometria associada a dois registros civis distintos. Cada um deles estava vinculado a um Cadastro de Pessoa Física (CPF) diferente e era utilizado para a concessão de benefícios assistenciais.

Indícios de novas irregularidades

Durante a apuração, a Polícia Federal encontrou indícios de irregularidades não apenas na concessão dos benefícios, mas também no desbloqueio deles para viabilizar a contratação de empréstimos consignados.

Os investigadores também identificaram acessos aos sistemas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) realizados a partir de diferentes estados, em situações consideradas incompatíveis com os procedimentos administrativos regulares adotados pelo órgão.

Como parte da operação, policiais federais cumpriram um mandado de busca e apreensão em Macapá, no Amapá, em busca de documentos e outros elementos que possam contribuir para o avanço das investigações.

A PF informou que as investigações prosseguem para identificar todos os participantes do esquema e dimensionar a extensão dos prejuízos causados aos cofres públicos.

Fonte: Brasil 247 com informações da coluna de Mirelle Pinheiro, do Metrópoles.

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