Boletim do Banco Central mantém previsão de crescimento do PIB em 1,99%, enquanto expectativa para o IPCA em 2026 cai para 5,15%
Sede do Banco Central em Brasília-DF – 29/10/2019Crédito: REUTERS/Adriano Machado
Os analistas do mercado financeiro reduziram pela terceira semana consecutiva a projeção para a inflação oficial do Brasil em 2026, mas a estimativa segue acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Os dados constam na edição do Relatório Focus divulgada nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central.
A expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou a ser de 5,15% neste ano. Na semana anterior, a projeção era superior, indicando uma nova revisão para baixo das expectativas do mercado.
Apesar da redução, o percentual continua acima do limite máximo da meta de inflação. Para 2026, o CMN estabeleceu uma meta de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Dessa forma, o objetivo será considerado cumprido caso o IPCA fique entre 1,5% e 4,5%.
PIB permanece estável
O Relatório Focus também mostrou estabilidade nas expectativas para o crescimento da economia brasileira. A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) foi mantida em 1,99%, sem alterações em relação ao levantamento anterior.
O boletim reúne semanalmente as estimativas de instituições financeiras e consultorias econômicas consultadas pelo Banco Central. As projeções são coletadas até a sexta-feira anterior à divulgação e publicadas, em geral, às segundas-feiras.
Inflação acumulada segue acima do centro da meta
Os dados mais recentes do Índice de Preços ao Consumidor Amplo indicam que a inflação oficial subiu 0,16% em junho. Com esse resultado, o IPCA acumula alta de 4,64% nos últimos 12 meses.
No acumulado de 2025, a inflação chegou a 4,26%, percentual superior ao centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, embora ainda abaixo do teto permitido pelo sistema de metas.
Fonte: Brasil 247

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