quinta-feira, 23 de julho de 2026

Dono do site de direita Antagonista aponta mentira de Flávio Bolsonaro e cobra renúncia

Publicação de Pedro Cerize rebate declarações anteriores do senador sobre ligações financeiras com Vorcaro

Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro
Crédito: Reprodução

O empresário Pedro Cerize, proprietário do portal de notícias O Antagonista, criticou abertamente o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesta quinta-feira (23), apontando contradições em declarações recentes do parlamentar e cobrando publicamente a sua renúncia da corrida eleitoral.

A reação do dono do veículo de direita ocorreu após o pré-candidato admitir publicamente o recebimento de recursos associados ao empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, por meio de suposta prestação de serviços advocatícios. De acordo com Cerize, a confirmação contrapõe diretamente manifestações anteriores do parlamentar sobre o assunto. “Flávio reconheceu ontem que recebeu dinheiro do Vorcaro por serviços jurídicos. No dia 1 de julho ele disse que só tinha falado com Vorcaro sobre o filme. Esse é o candidato que cita a Bíblia dizendo que a verdade nos libertará. Só a renúncia dele à candidatura nos libertará do Bolsopetismo! Ainda dá tempo”, publicou o proprietário do portal.

⦾ As movimentações financeiras e o caso Master

O episódio ganha desdobramentos em meio às apurações sobre a circulação de recursos ligados ao Banco Master e a empresas investigadas pela CPI do Crime Organizado. Documentos da Receita Federal obtidos pelos parlamentares da comissão revelam que a empresa Copenhagen Assessoria e Consultoria recebeu R$ 57,9 milhões do Banco Master entre os anos de 2024 e 2025.

Nesse contexto, o escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro chegou a emitir duas notas fiscais, no valor total de R$ 1 milhão (sendo R$ 500 mil cada), para a Copenhagen no dia 7 de abril de 2025. Ambas as notas foram canceladas. Em manifestação feita em suas redes sociais, o senador afirmou ter decidido não prestar os serviços jurídicos para a referida empresa.

No momento das emissões, a Copenhagen tinha como diretor o gestor Artur Figueiredo, integrante da administradora de fundos Trustee DTVM. Tanto Figueiredo quanto a Trustee figuram entre os citados nas investigações do caso Master, sob suspeita de envolvimento em fraudes financeiras atribuídas à instituição bancária. Procurada, a Trustee afirmou que a atuação de Figueiredo na Copenhagen limitava-se à representação de um fundo, sem gestão direta sobre os negócios da companhia.

⦾ Emissão de notas para a Contábil Corrêa

Apenas dois dias após o cancelamento das notas da Copenhagen, em 9 de abril de 2025, o escritório do senador emitiu uma nova nota fiscal, no valor de R$ 500 mil, desta vez para a empresa Contábil Corrêa. O documento registrou como justificativa a prestação de serviços de “assessoria jurídica”.

Registros da Junta Comercial de São Paulo apontam que a Contábil Corrêa está em nome de Rogério Novo. Cinco meses após a emissão do documento, em setembro de 2025, Novo assumiu o posto de diretor da própria Copenhagen Assessoria e Consultoria, ocupando a vaga anteriormente pertencente a Artur Figueiredo.

Fonte: Brasil 247

Nenhum comentário:

Postar um comentário