quarta-feira, 15 de abril de 2026

Quaest: 40% dos eleitores de Flávio Bolsonaro podem mudar o voto até a eleição

Pesquisa mostra índice de fidelidade maior entre os eleitores de Lula

        Flávio Bolsonaro (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

A corrida presidencial segue indefinida, com um número expressivo de eleitores ainda disposto a rever sua escolha até o dia da votação. Levantamento recente indica que 40% dos apoiadores de Flávio Bolsonaro admitem a possibilidade de mudar de candidato até outubro, evidenciando um cenário de incerteza eleitoral.

De acordo com dados da pesquisa Genial/Quaest, divulgados nesta quarta-feira (15), o nível de fidelidade do eleitorado varia significativamente entre os diferentes candidatos, influenciando diretamente o rumo da disputa.

No total da amostra, 57% dos entrevistados afirmam que já decidiram seu voto de forma definitiva. Por outro lado, 43% dizem que ainda podem alterar sua escolha, o que mantém o quadro eleitoral em aberto e com margem para mudanças ao longo da campanha.

Diferenças entre campos políticos
A segmentação dos dados revela contrastes entre os principais grupos políticos. Entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 65% dizem estar decididos, enquanto 35% ainda consideram a possibilidade de mudança. Já no caso de Flávio Bolsonaro, o índice de fidelidade é menor: 60% afirmam ter uma escolha consolidada, enquanto 40% permanecem indecisos.

Outros nomes do campo conservador apresentam ainda maior volatilidade. Entre eleitores de Ronaldo Caiado, 60% admitem que podem mudar de candidato. No caso de Romeu Zema, esse percentual chega a 81%, indicando um eleitorado ainda em formação.

Fragmentação amplia incerteza
O levantamento sugere que a fragmentação da direita contribui para esse cenário. A presença de múltiplos candidatos divide o eleitorado e dificulta a consolidação de apoio em torno de um único nome, aumentando a fluidez das intenções de voto.

Na prática, isso significa que parte relevante dos eleitores desse campo político ainda não definiu sua preferência de forma definitiva, o que pode levar a mudanças ao longo da campanha, influenciadas por fatores como desempenho dos candidatos, alianças e percepção de viabilidade eleitoral.

Esse comportamento contrasta com o eleitorado lulista, que aparece mais consolidado e com menor propensão a alterações de voto, segundo os dados da pesquisa.

Metodologia da pesquisa
A pesquisa Quaest, contratada pela Genial Investimentos, ouviu presencialmente 2.004 pessoas entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09285/2026.

Fonte: Brasil 247

Nenhum comentário:

Postar um comentário