Apontada como o “braço executor” do ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos-MG), a advogada e servidora da Câmara dos Deputados Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, atua na liderança do PP e é alvo de investigação da Polícia Federal por suspeita de envolvimento em desvios de emendas parlamentares.
Tuca trabalha na Câmara desde 2021, com remuneração bruta de R$ 25,9 mil, e ganhou destaque na política ao ser chefe da assessoria especial do gabinete da Presidência da Casa durante a gestão de Arthur Lira (PP-AL). A advogada também foi conselheira fiscal da Codevasf, estatal ligada à distribuição de emendas do centrão, e participou do Conselho Fiscal da Caixa Econômica Federal a partir de 2022.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), citou Fialek como responsável por atuar como “longa manus” de Cunha, centralizando o direcionamento de emendas parlamentares em benefício de interesses políticos específicos.
Na decisão que determinou o bloqueio de R$ 6,1 milhões de Cunha, Dino apontou que ela “dominava procedimentos, sistemas e fluxos administrativos essenciais ao fracionamento, remanejamento e justificativa formal das emendas”.
De acordo com a investigação, Mariângela Fialek gerenciava as chamadas “emendas de relator”, parte do orçamento secreto, e teria controlado cerca de R$ 10 bilhões em repasses, ao lado de assessores do Senado e outros servidores da Câmara. A PF cumpriu mandado de busca e apreensão em dezembro de 2025 na residência e no local de trabalho da servidora, incluindo a Câmara, além de examinar seu celular.