Em encontro no Alvorada, presidente defendeu ações do governo e ouviu cobranças sobre segurança pública e responsabilidade fiscal
Em um jantar com empresários e banqueiros no Palácio da Alvorada, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva buscou reforçar a comparação entre sua chapa e a do senador Flávio Bolsonaro (PL), seu principal adversário na disputa presidencial de 2026.
Segundo a coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, Lula pediu aos convidados que começassem a comparação pelos candidatos a vice. De um lado, citou Geraldo Alckmin (PSB), atual vice-presidente; do outro, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), escolhido para compor a chapa de Flávio e ex-relator da CPMI do INSS no Congresso.
O encontro ocorreu na noite de segunda-feira (31), na residência oficial da Presidência da República, e durou cerca de três horas. Os convidados começaram a chegar por volta das 19h30, e o jantar terminou por volta das 22h40.
De acordo com relatos colhidos pela coluna, os empresários falaram primeiro. Na sequência, discursaram o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o ministro Dario Durigan, da Fazenda, e o ministro Bruno Moretti, do Planejamento. Alckmin e Lula fizeram as falas finais.
Durante sua intervenção, Lula fez um balanço das ações do governo e negou que esteja decepcionado com Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central. O petista afirmou respeitar Galípolo e disse manter uma relação de amizade com ele.
O presidente também respondeu a cobranças do empresariado sobre o nível dos juros no Brasil. Segundo os relatos, Lula argumentou que sua influência sobre a política monetária é limitada, em razão da independência do Banco Central aprovada pelo Congresso.
As manifestações dos empresários se concentraram principalmente em dois pontos: segurança pública e responsabilidade fiscal. Os convidados defenderam que o governo exponha de forma mais clara sua preocupação com a situação fiscal do país.
No tema da segurança pública, Lula afirmou que a responsabilidade hoje recai sobretudo sobre os governos estaduais. O presidente, porém, disse que a área passará a ser também uma questão da União após a aprovação da PEC da Segurança.
O jantar reuniu integrantes do governo, empresários e banqueiros em uma mesa na qual os discursos ocorreram durante a refeição. Além das discussões políticas e econômicas, o cardápio incluiu carnes, frutos do mar e sobremesas.
De entrada, foi servido ravioli de lagosta com bisque de camarão. Como pratos principais, os convidados tiveram lombo de robalo com crosta de ervas e carré de cordeiro com crosta de ervas e mostarda. A sobremesa teve suflê de chocolate com sorvete de baunilha e panna cotta de baunilha com compota de frutas amarelas. O jantar foi harmonizado com vinhos e encerrado com café.
Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles
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