quarta-feira, 19 de agosto de 2026

VÍDEO – Lula defende submarino nuclear e diz que Brasil não pode ficar de “cabeça baixa”


       O presidente Lula no Centro Industrial Nuclear de Aramar, em Iperó, São Paulo. Foto: Reprodução

O presidente Lula defendeu investimentos no submarino de propulsão nuclear e no enriquecimento de urânio para fins pacíficos durante visita ao Centro Industrial Nuclear de Aramar, em Iperó, no interior de São Paulo. O petista associou os projetos à soberania nacional e afirmou que o Brasil não pode se relacionar com outros países de “cabeça baixa”.

“Soberania não é só discurso. É estar preparado pra eles saberem que podemos dizer não, que podemos competir, o que não pode é ser cabeça baixa vida inteira”, disse o presidente. A declaração ocorreu em meio à defesa que Lula tem feito de autonomia brasileira em negociações e temas internacionais.

Na visita, Lula conheceu o Laboratório de Enriquecimento Isotópico da Marinha e disse que o governo precisa discutir uma previsão financeira para concluir o submarino nuclear. O presidente afirmou que o projeto está em andamento desde 2007 e não deve depender das oscilações anuais do Orçamento.

“Uma coisa dessa não pode ficar à mercê da volatilidade do nosso orçamento. Se a gente quer submarino de verdade, se é importante pra soberania nacional, para o Brasil ser respeitado no mundo, a gente tem que dar continuidade”, declarou. Ele citou emprego qualificado, saúde, energia e enriquecimento de urânio entre os resultados esperados do investimento.


Constituição limita uso nuclear a fins pacíficos

Lula também defendeu o domínio da tecnologia de enriquecimento de urânio para aplicações pacíficas e mencionou a possibilidade de exportação do produto para países interessados em energia nuclear. “O submarino é importante para que a gente tenha tecnologia pra dar e pra vender, para que a gente possa enriquecer urânio para fins pacíficos como está na nossa Constituição e pra vender para o mundo”, afirmou.

A Constituição determina que todas as atividades nucleares no país tenham finalidade pacífica. O texto também reserva à União o monopólio sobre atividades nucleares, incluindo o enriquecimento e o reprocessamento de materiais nucleares.

A comercialização de urânio enriquecido com outros países depende de autorizações e controles dos órgãos responsáveis pelo setor nuclear. As regras buscam assegurar que materiais e tecnologias brasileiros sigam os compromissos internacionais assumidos pelo país para o uso pacífico da energia atômica.

Lula esteve acompanhado pelos ministros da Defesa, José Múcio, e de Minas e Energia, Alexandre Silveira, além da presidente da Petrobras, Magda Chambriard. O Centro Industrial Nuclear de Aramar abriga instalações da Marinha voltadas ao programa nuclear brasileiro e ao desenvolvimento do projeto de propulsão nuclear.

Fonte: DCM

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