Deputada do PSB expõe pauta do líder do MBL e candidato do Missão e alerta para investidas contra os direitos e conquistas femininas
A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) publicou um vídeo em suas redes sociais nesta quinta-feira (27) no qual fez duras críticas a Renan Santos (Missão), dirigente do Movimento Brasil Livre (MBL) e candidato à Presidência da República, e ao projeto político de seu grupo. A parlamentar apontou que a atuação do militante de extrema-direita e de seus aliados é movida pelo preconceito de gênero e pelo combate aos avanços conquistados pelas mulheres.
“Renan Santos quer ser presidente do Brasil. Sua bandeira? A defesa dos homens”, afirmou a congressista na abertura do vídeo. Em sua análise sobre a articulação do grupo, a deputada destacou a atuação do deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP), uma das principais lideranças ligadas a Renan Santos, citando sua postura legislativa como exemplo da orientação do movimento. “Kim Kataguiri é um dos principais opositores do projeto que criminaliza o ódio a mulheres para prevenir feminicídios. É isso que une o partido do Renan Santos, o desprezo pelas mulheres”, pontuou.
Segundo a parlamentar paulista, o objetivo central das lideranças do MBL é reverter a ocupação de espaços institucionais conquistada pela população feminina nos últimos anos. “É isso que ele quer na Presidência, tomar de volta o poder que as mulheres conquistaram nos últimos anos na política, nas universidades, no mercado de trabalho. E deixar o caminho livre para homens medíocres, como eles próprios”, declarou Tabata Amaral.
A deputada ressaltou ainda que a postura do grupo não se fundamenta em debate doutrinário ou ideológico convencional, mas em ressentimento. “Não tem nada a ver com ideologia, valores ou conservadorismo. Eles são frustrados por concorrer e perder para mulheres melhores que eles, uma verdadeira afronta”, afirmou.
Em seu pronunciamento, Tabata também descreveu os métodos e estratégias de comunicação empregados pelas redes do movimento na internet. “A solução que eles encontraram foi se esconder atrás de telas, e formar uma rede de ‘homenzinho’ rancorosos para disseminar ideias que diminuem, ameaçam e colocam mulheres em perigo, inclusive cooptando mulheres para isso”, acusou a parlamentar.
A deputada recorreu ao material doutrinário e às publicações teóricas do próprio partido em formação idealizado pelo grupo para evidenciar os riscos contidos em seu programa político. “O livro oficial do partido deles afirma que o ‘voto universal degradou a política’ e defende abertamente uma tal ‘democracia familiar’. Quem você acha que votaria pela família? Os homens, é claro. É o sistema que funcionava em Roma 2 mil anos atrás e que colocava a mulher como propriedade do homem, chefe da família, assim como a terra, o gado e os escravos”, alertou.
Ao encerrar a mensagem, a congressista fez um apelo direto ao eleitorado feminino sobre a gravidade das propostas e declarações veiculadas pelo grupo de Renan Santos. “Essa é a missão de Renan Santos. Talvez você pense que é exagero, que eles não estão falando sério. Ou talvez acredite que o Renan Santos nem odeia de verdade as mulheres, que ele só fala essas coisas para chamar atenção. Mas você, principalmente você que é mulher, está disposta a correr esse risco, pagar para ver?”, questionou a deputada.
Fonte: Brasil 247
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