terça-feira, 25 de agosto de 2026

STF: Mendonça afirma que magistrado “não pode ter a pretensão de ficar rico”

Ministro do STF afirmou que a magistratura tem boa remuneração, mas exige controle dos gastos e compromisso com a Justiça

André Mendonça  - Crédito: Victor Piemonte/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça afirmou que integrantes da magistratura não devem ter como objetivo o enriquecimento. Segundo ele, embora a carreira proporcione uma remuneração considerada “boa”, os magistrados precisam manter controle sobre as despesas pessoais. As informações são do SBT News.

A declaração foi dada na sexta-feira (21), durante o 5º Seminário Nacional da Anamel (Associação Nacional dos Magistrados Evangélicos), realizado no Instituto Presbiteriano Mackenzie, em São Paulo.

Durante o evento, Mendonça afirmou que um magistrado “não pode ter a pretensão de ficar rico”. Na avaliação do ministro, a remuneração da carreira não significa que seus integrantes estejam livres de preocupações financeiras, e exige atenção aos gastos do cotidiano.


O ministro também reconheceu a condição privilegiada da categoria em comparação com a maior parte da população brasileira. Segundo Mendonça, a magistratura proporciona uma “condição média de vida” superior à da maioria dos brasileiros.

Serviço à sociedade

Apesar da condição financeira proporcionada pela carreira, Mendonça afirmou que a atuação dos juízes deve estar direcionada ao serviço à sociedade e à Justiça. Para ele, a magistratura não deve ser encarada como um caminho para a formação de patrimônio.

A declaração ocorre em meio à avaliação feita pelo próprio ministro sobre sua experiência no STF. Ao comentar sua trajetória na Corte, Mendonça classificou os dois primeiros anos no tribunal como um período de “muita infelicidade”.

Segundo o ministro, ocupar uma cadeira no Supremo representa o ponto mais alto do poder humano sob a perspectiva jurídica. A posição, porém, viria acompanhada de responsabilidades e encargos superiores aos benefícios pessoais relacionados ao cargo.

Mendonça afirmou que a função no STF traz “mais ônus e responsabilidade” do que qualquer outra coisa. A avaliação foi apresentada durante o seminário realizado em São Paulo, ao comentar as características e as exigências da magistratura.

Para o ministro, portanto, a carreira judicial combina uma remuneração elevada em relação à realidade da maior parte da população com a necessidade de administrar os próprios gastos e manter como prioridade o compromisso com a sociedade e a Justiça.

Fonte: Brasil 247 com informações do SBT News

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