A escolha do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) para a vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) ampliou a irritação de uma ala do partido com o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial. Os críticos cobram de Marinho a falta de novas legendas na coligação e, por consequência, de mais tempo de televisão para o candidato.
Segundo o Globo, Gaspar recebeu o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro e entrou na chapa após uma negociação restrita a Flávio, ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e ao próprio Marinho. As conversas avançaram nesta semana, depois de tentativas frustradas de atrair uma mulher de outro partido para a vice.
Marinho também figurou entre as opções para compor a chapa, mas encontrou resistência de uma ala ligada ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Aliados de Eduardo atuaram contra a indicação por avaliarem que o posto daria ainda mais protagonismo ao coordenador e poderia alimentar disputas internas na direita.
Ficar fora da vice não contraria os planos eleitorais do senador, que não demonstrava grande disposição para assumir a função. A prioridade de Marinho é renovar o mandato e, em uma composição favorável do Senado em 2027, disputar a presidência da Casa.

PL termina convenções sem ampliar tempo de televisão
A cobrança sobre Marinho se concentra na missão que ele assumiu de negociar com dirigentes de outras siglas e construir uma coalizão para Flávio Bolsonaro além do núcleo bolsonarista. O período de convenções terminou sem a entrada formal de um novo partido na aliança.
Um dirigente do PL resumiu reservadamente a insatisfação com a articulação: Marinho “não conseguiu um segundo a mais de tempo de TV” para Flávio. Sem aliados, a campanha deve ter cerca de 4 minutos e 20 segundos em cada bloco da propaganda eleitoral, conforme projeção baseada nas regras do Tribunal Superior Eleitoral.
Lula, apoiado por uma coligação mais ampla, deverá contar com aproximadamente 5 minutos e 32 segundos por bloco. A ausência de novos partidos também obrigou o PL a abandonar a estratégia de usar a vaga de vice para incorporar uma legenda e concentrar a escolha em nomes da própria sigla.
A federação União Progressista, o Republicanos e o Podemos recusaram integrar formalmente a coligação. No Republicanos, 17 dos 27 diretórios estaduais consultados defenderam a neutralidade, nove apoiaram Flávio e um se posicionou por Lula; a decisão também inviabilizou a indicação de Daniella Marques para a vice.
Gaspar ganhou espaço na reta final por sua atuação como relator da CPI do INSS. A campanha pretende explorar o trabalho do deputado na comissão, sua trajetória como promotor de Justiça e sua passagem pela Secretaria de Segurança Pública de Alagoas para sustentar a agenda de segurança pública.
Fonte: DCM com informações do jornal O Globo
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