sábado, 22 de agosto de 2026

Juliana Brizola avança e empata com Zucco na disputa pelo governo do Rio Grande do Sul, aponta pesquisa

 Disputa pelas duas vagas no Senado tem cinco concorrentes com chances reais, mostra levantamento do Paraná Pesquisas

Juliana Brizola e Zucco - Crédito: Reprodução/X/@JulianaBrizola | Marina Ramos/Câmara dos Deputados

A disputa pelo governo do Rio Grande do Sul está concentrada entre Zucco (PL-RS) e Juliana Brizola (PDT), enquanto a corrida pelas duas vagas do estado no Senado reúne cinco concorrentes em um bloco mais competitivo. É o que mostra levantamento do Paraná Pesquisas realizado entre 18 e 20 de agosto, com 1.504 eleitores de 67 municípios gaúchos. A margem de erro estimada é de 2,6 pontos percentuais, com grau de confiança de 95%.

Na pesquisa estimulada para governador, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Zucco aparece com 34,4% das intenções de voto, contra 31,4% de Juliana Brizola. A diferença entre os dois é de três pontos percentuais e os intervalos estimados a partir da margem de erro se sobrepõem.

Bem atrás dos dois primeiros colocados aparece Gabriel Souza (MDB), com 11,3%. Outros candidatos não chegaram a 5%. 7,7% afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos nomes apresentados, enquanto 6,3% não souberam ou não responderam.

O comparativo com a rodada de julho aponta estabilidade de Zucco e avanço de Juliana Brizola. Zucco passou de 34,2% para 34,4%, uma oscilação de 0,2 ponto percentual. Juliana cresceu de 30,1% para 31,4%, alta de 1,3 ponto.

Na pesquisa espontânea, em que o entrevistado não recebe uma lista de candidatos, Zucco também aparece na frente, com 14,6%, seguido por Juliana Brizola, com 9,2%.

O levantamento também revela diferenças importantes no perfil do eleitorado de Zucco e Juliana. Entre os homens, Zucco marca 40,6%, ante 27,4% de Juliana. Entre as mulheres, a relação se inverte: Juliana chega a 35,1%, enquanto Zucco tem 28,9%. A candidata também aparece à frente entre os eleitores de 16 a 24 anos, com 28,9% contra 20,1%, e entre aqueles com 60 anos ou mais, por 35,6% a 33,6%.

Zucco registra suas maiores vantagens entre eleitores de 25 a 34 anos, faixa em que chega a 35,5% contra 26,3% de Juliana, e entre os de 35 a 44 anos, com 39,3% a 26%. Entre os entrevistados de 45 a 59 anos, os dois aparecem próximos: 36,7% para Zucco e 35,4% para Juliana. O candidato também alcança 41,1% entre os eleitores com ensino superior, diante de 30,6% da adversária.

A rejeição é maior para Juliana Brizola. Questionados sobre os nomes em que não votariam de jeito nenhum, 28,7% mencionaram a candidata. Zucco aparece em seguida, com 24,2%. Gabriel Souza registra 10,6%, Cesar Pontes 8,3%, Marcelo Maranata 8,1%, Rejane de Oliveira 7,5% e Priscila Voigt 7,3%. Nessa pergunta, cada entrevistado podia indicar mais de um candidato.

⦿ Senado tem Manuela d’Ávila (PSOL) na liderança com 33,6%

A corrida pelas duas vagas gaúchas no Senado apresenta um quadro mais fragmentado. Na pesquisa estimulada, Manuela d’Ávila (PSOL) lidera com 33,6%, seguida por Marcel Van Hattem (Novo), com 26,9%. Germano Rigotto (MDB) aparece logo depois, com 24,3%, Paulo Pimenta (PT) tem 22,5% e Sanderson (PL) registra 16%. Como estarão em disputa duas cadeiras, cada entrevistado pôde indicar até dois candidatos. Os demais nomes aparecem em patamares mais baixos.

A segmentação por gênero mostra diferenças marcantes na disputa pelo Senado. Entre as mulheres, Manuela d’Ávila alcança 41,7%, contra 19,9% de Marcel Van Hattem. Entre os homens, o cenário se inverte: Van Hattem registra 34,6%, enquanto Manuela tem 24,7%. Rigotto aparece com 25,8% entre os homens e 22,9% entre as mulheres, e Pimenta marca 21,6% e 23,2%, respectivamente.

No levantamento espontâneo para senador, porém, a indefinição ainda é elevada. Marcel Van Hattem é o nome mais citado, com 7,2%, seguido por Manuela d’Ávila, com 5,2%, Pimenta, com 3,3%, Sanderson, com 2,6%, e Rigotto, com 1,9%. Ao todo, 74,2% dos entrevistados não souberam ou não opinaram, indicando que a disputa pelo Senado ainda está distante de uma consolidação espontânea entre o eleitorado.

⦿ Governo Eduardo Leite divide avaliação dos gaúchos

A pesquisa também mediu a avaliação da administração de Eduardo Leite. O governo é aprovado por 49,2% dos entrevistados e desaprovado por 47,8%, enquanto 3% não souberam ou não responderam. Na avaliação por conceitos, 6,1% classificam a gestão como ótima e 27,3% como boa, somando 33,4% de avaliações positivas. Outros 30,7% consideram o governo regular. As avaliações ruim e péssima somam 34%.

Na comparação com julho, a aprovação de Leite oscilou de 48,4% para 49,2%, enquanto a desaprovação passou de 47,9% para 47,8%. A parcela que considera a administração boa subiu de 23,7% para 27,3%, enquanto a avaliação péssima recuou de 22,2% para 20,6%.

O levantamento foi realizado por meio de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais. Segundo o Paraná Pesquisas, a amostra foi selecionada para representar o eleitorado do Rio Grande do Sul considerando critérios como gênero, idade, escolaridade e renda domiciliar. O Paraná Pesquisas registrou o levantamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RS-03898/2026.

Fonte: Brasil 247

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