terça-feira, 25 de agosto de 2026

Haddad diz que Lula não blindou o filho e aponta Flávio Bolsonaro no centro do escândalo Dark Horse

 Petista afirma que Lula não interferiu para proteger o filho e aponta diferença entre investigação sobre Lulinha e suspeitas ligadas ao filme Dark Horse

Fernando Haddad no debate da Band  -  Crédito: Reprodução

Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, afirmou nesta terça-feira (25) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não atuou para proteger o filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, alvo de investigação da Polícia Federal sobre uma suposta rede de lobby. Em sabatina promovida pela revista Veja, Haddad defendeu que a PF avance nas apurações envolvendo tanto Lulinha quanto Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo informações da Agência Estado, publicadas pelo UOL, Haddad disse que Lula não interfere no trabalho da Polícia Federal. “Nós estamos falando de um presidente da República que não mexe um dedo para proteger ninguém, nem para prejudicar ninguém. O presidente Lula dá toda a liberdade para a Polícia Federal agir”, declarou.

Na sabatina, o petista também comparou a investigação que alcança Lulinha com as suspeitas envolvendo Flávio Bolsonaro, o empresário Daniel Vorcaro e contratos relacionados ao filme Dark Horse. Para Haddad, há uma diferença central entre os casos: no primeiro, a apuração envolve o filho do presidente; no segundo, as suspeitas atingiriam diretamente Flávio, que é candidato à Presidência.

“No caso da família Bolsonaro, não se trata do filho do candidato, se trata do candidato”, afirmou Haddad.


O ex-ministro disse ainda que contratos da Prefeitura de São Paulo relacionados ao filme Dark Horse poderão ser acompanhados pela Polícia Federal. Ao tratar do caso, Haddad afirmou que Flávio Bolsonaro “conseguiu R$ 130 milhões do Vorcaro” quando o empresário já estava sob investigação. Também disse que Flávio esteve na casa de Vorcaro e que o empresário estava “com tornozeleira eletrônica”.

“Um caso é do filho do presidente da República, o outro caso é do próprio candidato à Presidência da República”, afirmou.

⦿ Haddad defende investigação sem proteção política

Ao comentar as suspeitas contra Lulinha, Haddad sustentou que, pelas informações disponíveis, não haveria até o momento indicação de contrato firmado com o governo federal, vantagem obtida ou dinheiro público desviado. Ainda assim, afirmou que a apuração deve seguir seu curso e alcançar eventuais responsáveis por irregularidades.

A fala foi usada pelo petista para reforçar a posição de que a Polícia Federal deve investigar sem interferência política. Ele buscou diferenciar a postura de Lula da conduta atribuída por ele ao campo bolsonarista, especialmente no caso envolvendo o filme Dark Horse.

Haddad também citou repasses eleitorais ligados a Daniel Vorcaro. “A campanha do Bolsonaro em 2022 recebeu dinheiro do Vorcaro, a campanha do Tarcísio recebeu dinheiro do Vorcaro”, disse.

A comparação feita pelo candidato reposiciona o debate político em torno das duas investigações. De um lado, o caso envolvendo Lulinha é tratado por Haddad como uma apuração que deve ser conduzida pela PF sem proteção presidencial. De outro, ele afirma que as suspeitas relacionadas ao Dark Horse têm peso político distinto por envolverem diretamente Flávio Bolsonaro.

⦿ Caso Dark Horse entra no centro da disputa

O filme Dark Horse já vinha sendo citado no debate político por causa das suspeitas de financiamento e da relação atribuída a Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro. Ao mencionar a possibilidade de acompanhamento de contratos da Prefeitura de São Paulo pela PF, Haddad ampliou o alcance político do tema e conectou a apuração ao cenário eleitoral.

A declaração ocorre em meio à tentativa de adversários de Lula de explorar politicamente a investigação sobre Lulinha. Haddad reagiu afirmando que o presidente não age para blindar familiares e sustentou que todos os casos devem ser investigados, inclusive aqueles que envolvem diretamente candidatos.

Para o petista, a diferença entre as situações precisa ser explicitada. No caso de Lulinha, afirmou, trata-se de uma investigação sobre o filho do presidente. No caso de Flávio Bolsonaro, segundo Haddad, a suspeita recai sobre o próprio presidenciável.

Fonte: Brasil 247com informações da Agência Estado, publicadas pelo UOL



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