Investigação aponta cobrança de propina como “imposto” e movimentação de quase R$ 800 milhões em recursos públicos
A Polícia Federal identificou um esquema de comercialização de emendas parlamentares no Ceará, com cobrança de propina que era tratada internamente como “imposto”. Segundo relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o deputado federal Júnior Mano (PL-CE) é apontado como um dos líderes da organização criminosa, informa Carlos Madeiro, do UOL.
De acordo com a investigação, o grupo teria movimentado cerca de R$ 800 milhões em recursos públicos entre 2020 e 2025. Apenas entre 2023 e 2025, empresas ligadas ao esquema registraram receitas de R$ 455,5 milhões, com um suposto caixa dois estimado em R$ 54,6 milhões. O parlamentar foi indiciado por quatro crimes, mas nega qualquer irregularidade e afirma ser alvo de vazamentos com motivação política.

