Auditoria aponta indícios de irregularidades em contratos com aposentados e pensionistas. Banco nega e aciona a Justiça
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) anunciou nesta terça-feira (17) a suspensão de novos contratos de crédito consignado do C6 Bank após identificar indícios de irregularidades em operações realizadas com beneficiários. A estimativa da autarquia aponta para cerca de R$ 300 milhões em valores considerados indevidos, o que motivou a medida cautelar, segundo a Folha de São Paulo.
A decisão do INSS foi baseada em auditoria conduzida pela Controladoria-Geral da União (CGU), que identificou ao menos 320 mil contratos com sinais de suposta inclusão de custos adicionais — como seguros e pacotes de serviços — embutidos nas operações de crédito. Segundo o órgão, essas cobranças reduziram o valor líquido efetivamente recebido por aposentados e pensionistas, prática classificada como de “elevada gravidade”.
De acordo com as regras do crédito consignado, é proibida a inclusão de encargos extras que não façam parte da operação principal, como taxas administrativas ou contratação de seguros vinculados. A norma tem como objetivo proteger a renda dos beneficiários e preservar a chamada margem consignável, que define o limite de comprometimento do benefício com empréstimos.
O INSS informou que a suspensão permanecerá em vigor até que os valores considerados irregulares sejam devolvidos aos segurados, com a devida correção monetária.
Em resposta, o C6 Bank afirmou, por meio de nota, que discorda da interpretação apresentada pelo INSS e que pretende adotar medidas judiciais para contestar a decisão. O banco também negou a prática de irregularidades. “O banco esclarece que a contratação do consignado nunca esteve condicionada à compra de nenhum outro produto e que não desconta parcelas mensais referentes à contratação de pacote de benefícios”, declarou a instituição.
Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo
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