segunda-feira, 28 de julho de 2025

CPI contra Moraes e boicote ao PL das Fake News: as mensagens do celular de Bolsonaro

 

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com celular. Foto: Reprodução

Mensagens extraídas do celular de Jair Bolsonaro (PL), apreendido pela Polícia Federal (PF) em maio de 2023, revelam articulações políticas do ex-presidente, tentativas de se manter influente após deixar o Planalto e sua rede de contatos com empresários, parlamentares e até diplomatas. Com informações do Estadão.

O conteúdo reúne 7.268 arquivos entre conversas de WhatsApp, áudios, vídeos e documentos. A maior parte das mensagens foi enviada na semana anterior à apreensão, e trechos mais antigos haviam sido apagados.

As conversas são de 2023, período em que o celular foi apreendido — ou seja, não têm relação com o aparelho recolhido pela PF na operação do último dia 18, que resultou na imposição de tornozeleira eletrônica e outras medidas judiciais ao ex-presidente.

☆ Bolsonaro orientou aliado a assinar CPI contra Moraes

Entre os registros, uma conversa de 26 de abril de 2023 mostra Bolsonaro orientando o deputado Hélio Lopes (PL-RJ) a assinar o pedido de abertura de uma CPI contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo Alexandre de Moraes. Hélio demonstrava receio de assinar e comprometer o ex-presidente.

“Boa noite, presidente. A galera tá me pressionando aí porque Eduardo, todo mundo assinou essa CPI de abuso de autoridade do TSE e do STF e eu não assinei até agora porque… eu não queria entrar nessa bola dividida, com medo de prejudicar até o senhor mesmo nas decisões lá. O que o senhor acha aí mais ou menos?”, questionou o parlamentar.




Mensagens do deputado Hélio Lopes (PL-RJ) enviadas a Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução


Bolsonaro respondeu: “Eu assinaria. Sempre existe a possibilidade de retaliações”. Em seguida, Hélio confirmou: “Já assinei”. A proposta de CPI havia sido apresentada em 2022 pelo deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS), mas até hoje não avançou no Congresso.

Troca de mensagens entre o deputado Hélio Lopes (PL-RJ) e Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução

É o mesmo Hélio Lopes que montou uma barraca na Praça dos Três Poderes, próximo ao prédio do STF, na semana passada. O deputado, que ficou conhecido nas redes sociais como “Negão do Bolsonaro”, colocou esparadrapo na boca e anunciou um protesto contra as medidas judiciais impostas pelo ministro Alexandre de Moraes ao ex-capitão.

Moraes, no entanto, determinou a retirada do acampamento. Em sua decisão, o magistrado argumentou que as medidas tinham o objetivo de evitar um novo 8 de Janeiro.

☆ Bolsonaro articulou contra PL das Fake News com Eduardo


Outra conversa mostra Bolsonaro instruindo seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), a atuar contra o PL das Fake News, que tratava da regulação de plataformas e combate à desinformação. Em 2 de maio de 2023, Jair alertou que a proposta iria a plenário naquele dia.

Às 19h39, Eduardo informou: “Orlando Silva acabou de pedir para retirar de pauta o PL 2630”. Bolsonaro respondeu: “Tem que votar hoje”. Eduardo concluiu: “Manifestei pela votação hoje, como líder da minoria”.

O projeto foi apelidado por bolsonaristas de “PL da Censura” e acabou sendo enterrado pelo então presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL).

☆ Ex-embaixador ofereceu viagem com tudo pago a Israel


O ex-embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley, também aparece nas mensagens. Em 26 de abril, Shelley enviou a Bolsonaro vídeos de uma tecnologia israelense de carne feita por impressora 3D.

Bolsonaro respondeu com elogios e mencionou Benjamin Netanyahu: “Fala Shelley. Realmente é uma revolução né, proteína, carne em 3D. Parabéns aí pra vocês e vamo ver né qual o futuro dessa máquina aí. Um abraço e um abraço aí no nosso amigo Netanyahu”.

Logo depois, Shelley convidou Bolsonaro para visitar Israel: “Vem nos visitar?”. E ofereceu pagar a viagem: “Vou cuidar de você 14 semanas em Israel, vou pagar o custo de sua presença, hotel e tal por 3 pessoas se vc quiser”. Corrigiu a mensagem minutos depois: “14 dias”.

Bolsonaro agradeceu e respondeu: “Ô Shelley, obrigado, vou falar com a esposa aí e ver o que ela acha. Obrigado, um abraço”. Ele encaminhou o convite a Michelle, mas ela não respondeu.

A conversa ocorreu no final de abril de 2023, dias antes de Bolsonaro ter sido alvo de operação da Polícia Federal por suspeita de fraudes em certificados de vacina.

Troca de mensagens entre o ex-embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley, e Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução

☆ Bolsonaro queria manter apoio do agronegócio

As mensagens mostram ainda o esforço de Bolsonaro para manter apoio do setor agro mesmo fora do governo. Em listas de transmissão, ele compartilhava críticas à política de demarcações de terras indígenas e ações do MST no governo Lula. “Cada vez mais problemas para o agro”, escreveu. “Com Bolsonaro: ZERO demarcações”.

Em conversas com o general Walter Braga Netto, seu ex-ministro e candidato a vice em 2022, Bolsonaro discutiu estratégias para reforçar sua imagem entre produtores.

Braga Netto disse que buscaria dados com a ex-ministra Tereza Cristina para o ex-presidente usar no Agrishow, feira do setor em Ribeirão Preto, em abril de 2023. A ida de Bolsonaro provocou atritos com integrantes do governo Lula.

Em um dos áudios, Bolsonaro reagiu a um editorial do Estadão que o chamava de “risco para o agronegócio”. Ele rebateu irritado: “Pô, acaso eu é que tô demarcando terra pra índio? Eu é que tô impulsionando o MST a invadir terras? Eu que tô fazendo lambança aí fora pra ter problemas com outros países no tocante ao fornecimento de fertilizantes. É foda né, é sinal que a gente tá bem, se tivesse mal o Estadão não estaria fazendo essa matéria aí”.

Mensagens de Jair Bolsonaro sobre o agronegócio. Foto: Reprodução

Fonte: DCM

O que acontece com o corpo quando você dorme menos de 6 horas por noite

Dormir menos de 6 horas por noite pode comprometer a saúde física e mental, afetando desde a memória até o sistema imunológico – Foto: Reprodução

Dormir menos de 6 horas por noite pode causar uma série de impactos negativos no corpo e na mente. A privação de sono afeta diretamente o funcionamento do cérebro, prejudicando a concentração, a memória e a capacidade de tomar decisões. Estudos mostram que mesmo uma única noite mal dormida pode reduzir o desempenho cognitivo de forma semelhante ao efeito do álcool.

Além dos efeitos mentais, o corpo também sofre fisicamente. A falta de sono enfraquece o sistema imunológico, aumenta os níveis de estresse e pode desregular hormônios ligados ao apetite, favorecendo o ganho de peso. Dormir pouco também está associado ao aumento da pressão arterial, ao risco de doenças cardiovasculares e ao desenvolvimento de diabetes tipo 2.

A longo prazo, a privação crônica de sono pode levar ao envelhecimento precoce, desequilíbrios hormonais e queda no desempenho físico. Especialistas recomendam dormir entre 7 e 9 horas por noite para manter o organismo funcionando de forma saudável e prevenir complicações mais graves.

Fonte: DCM

Batida entre ônibus da banda de Netto Brito e carro deixa 4 mortos na Bahia

 

Ônibus da banda do cantor Netto Brito após batida na BA-046, em Santo Antônio de Jesus, no recôncavo baiano – Foto: Reprodução
Na noite do último domingo (27), quatro pessoas morreram após uma batida entre o ônibus que transportava a banda do cantor Netto Brito e um carro de passeio na BA-046, em Santo Antônio de Jesus, no recôncavo da Bahia. O grupo seguia para a cidade de Salinas da Margarida, onde faria um show na festa de aniversário do município.

De acordo com a Polícia Civil, as vítimas foram identificadas como Robson Carvalho Galvão de Jesus, de 33 anos, e Leila Lima Santos, que estavam no carro; Carlos Antônio Souza Ramos, de 42 anos, operador de som da banda; e Gerson Santos Santana, de 41 anos. Ainda não foi informado em qual veículo Gerson estava no momento da colisão.


O acidente ocorreu na altura do povoado Pedra Preta. O cantor Netto Brito estava no ônibus e não se feriu. Conhecido por suas músicas de arrocha e sofrência, Netto tem mais de 880 mil seguidores nas redes sociais e é popular em diversas cidades do interior da Bahia.

Segundo a polícia, Robson foi arremessado para fora do veículo com o impacto da batida, enquanto Leila ficou presa às ferragens. As circunstâncias do acidente ainda estão sendo investigadas, e não há confirmação oficial sobre as causas da colisão.

Carlos Antônio e Gerson foram socorridos com vida e levados ao Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus, mas não resistiram aos ferimentos. A Polícia Civil informou que mais detalhes serão divulgados conforme a apuração avançar.

O show que aconteceria em Salinas da Margarida foi cancelado. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre os velórios e sepultamentos das vítimas.

Fonte: DCM

De novo? Michelle não participará de ato pró-Bolsonaro na Paulista

 

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro durante ato na Avenida Paulista, em São Paulo. Foto: Reprodução


Organizadores do ato pró-Jair Bolsonaro, marcado para o dia 3 de agosto na Avenida Paulista, em São Paulo, foram informados de que Michelle Bolsonaro não participará do evento, conforme informações da colunista Bela Megale, do Globo.

Segundo assessores, a ex-primeira-dama já tem compromissos firmados com o PL Mulher no Pará e não costuma alterar sua agenda. A previsão é que ela participe de algum ato no estado ou, caso retorne a tempo, em Brasília.

Jair Bolsonaro também não irá à manifestação, pois está proibido de sair de casa aos fins de semana por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O PL está organizando uma série de manifestações em apoio ao ex-presidente em diversas cidades brasileiras. A mobilização, segundo eles, ocorre em um momento de “adaptação estratégica”, considerando as medidas cautelares que restringem a movimentação de Bolsonaro.

Bolsonaro mostra a tornozeleira eletrônica na Câmara dos Deputados. Foto: Reprodução

Essa não será a primeira vez que Michelle Bolsonaro se ausenta de um ato na Avenida Paulista. Ela também não participou da manifestação de junho em apoio ao marido.

Com cerca de 12 mil pessoas, segundo dados da USP, a manifestação teve adesão menor do que a registrada em abril, também na Paulista. A expectativa era de que o evento servisse como demonstração de força política de Bolsonaro, que enfrenta crescente pressão judicial. Mas nem a mulher do ex-capitão esteve presente.

Fonte: DCM com informações do jornal O Globo

Mesmo foragido nos EUA, Eduardo Bolsonaro mantém 8 funcionários na Câmara


O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Foto: Reprodução

Mesmo estando foragido nos EUA, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) mantém oito funcionários ativos na Câmara dos Deputados. A folha salarial do grupo custa R$ 132,4 mil por mês aos cofres públicos, conforme informações da coluna de Guilherme Amado, do PlatôBR.

O número de servidores foi reduzido em março, quando o filho do inelegível exonerou sete pessoas de seu gabinete, um dia antes de anunciar que tiraria licença e ficaria nos Estados Unidos.

A licença chegou ao fim no último domingo (20). Com o encerramento do recesso parlamentar, o “03” de Jair Bolsonaro (PL) começa agora a acumular faltas em sessões legislativas, o que pode levar à perda do mandato.

Nos bastidores, o PL estuda alternativas para evitar a perda do mandato de Eduardo. Uma das possibilidades é sua nomeação para algum cargo em uma secretaria estadual.

Outras soluções cogitadas incluem a apresentação de um novo atestado médico para justificar as faltas, a tentativa de exercer o mandato de forma remota e até a mudança no Regimento Interno da Câmara para ampliar o tempo permitido de licença parlamentar.

Eduardo permanece nos Estados Unidos, onde atua para que o governo de Donald Trump aumente as sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), numa tentativa de pressionar pela suspensão dos processos que atingem seu pai, Jair Bolsonaro.

O parlamentar, porém, é alvo de investigação no STF por coação no curso do processo, obstrução de justiça e atentado à soberania nacional.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao lado de Eduardo e Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução

Fonte: DCM

Motociata em SC termina com mais de 200 multas e revolta bolsonaristas

Júlia Zanatta revoltada após motociata religiosa terminar com mais de 200 multas aplicadas pela PM em Santa Catarina – Foto: Reprodução

O que seria uma celebração religiosa pelo Dia do Motorista e de São Cristóvão, em Indaial (SC), acabou provocando polêmica no Vale do Itajaí. Realizada no domingo (27), a motociata terminou com mais de 200 multas aplicadas pela Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), gerando forte repercussão entre bolsonaristas nas redes sociais — incluindo críticas da deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC).

Segundo o 32º Batalhão da PM, as autuações incluíram escapamentos irregulares, ausência de capacete, uso indevido da buzina — e até o buzinaço feito por caminhoneiros que participavam da carreata. A corporação afirmou que todas as infrações foram registradas conforme a legislação de trânsito, independentemente do caráter simbólico ou religioso do evento.

Parte da população elogiou a atuação da PM, citando o barulho logo cedo, num domingo. Mas apoiadores de Bolsonaro reagiram com veemência, querendo atropelar a lei.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Zanatta berra, criticando o fato de a polícia ter “aberto” a motociata e depois aplicado as multas. “Parece até que a intenção era arrecadar. Um PM aparece num vídeo se gabando das multas, isso é um absurdo”, afirmou. Zanatta também acusou o batalhão de censura, dizendo que críticas estavam sendo apagadas da página oficial: “A página é pública, vocês têm que aguentar o povo. É o povo que paga vocês.”



As críticas ganharam ainda mais força após o desabafo de um caminhoneiro bolsonarista que viralizou nas redes. Em vídeo, ele se identifica como motorista, armamentista e apoiador da Polícia Militar, mas diz estar revoltado com as multas, especialmente contra os caminhoneiros que buzinaram em homenagem a São Cristóvão.

“Vizinho reclamando de buzina em carreata religiosa? Vai se f…, né? Moro na beira da praia e aguento 90 dias de Carreta Furacão com música podre no verão. Aí uma carreata cristã de uma hora e meia incomoda?”, afirmou.

O caminhoneiro também atacou o que considera “dois pesos e duas medidas”: “Carro de som na eleição pode, festa de futebol pode, carreta com funk pode. Mas quando é o motorista, quando é a gente, é dedo no c… e multa.” E concluiu: “Depois vêm dizer que caminhoneiro tem que parar o país de novo. Eu quero mais é que se ferre quem reclama. A gente só toma no rabo.”

Diante da repercussão, o perfil oficial da PMSC respondeu diversas vezes nas redes. Questionada sobre a Carreta Furacão, a PM respondeu de forma lacônica: “Algumas”, referindo-se às multas.

Entre os comentários públicos, parte dos seguidores defendeu a ação: “Cumpriram a lei. Religião não é desculpa para escapamento estourado.” Já bolsonaristas acusaram a PM de arbitrariedade e apontaram suposto tratamento diferente em eventos como a Oktoberfest e festivais na Vila Germânica: “Com 18 dias de barulho na Oktober, ninguém aparece com bloco de multa. Mas quando é carreata cristã, a polícia aparece na hora”, criticou uma seguidora.

A PMSC afirmou que o objetivo da operação foi garantir a ordem pública, o respeito ao sossego e a integridade dos participantes. Reforçou que nenhum evento está isento de fiscalização, mesmo que religioso.

Fonte: DCM

Deputado bolsonarista pede intervenção americana no RJ; entenda


Carlos Jordy durante entrevista ao programa Arena Oeste, da Revista Oeste, exibido no YouTube na última quinta-feira (24) – Foto: Reprodução

O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) defendeu que os Estados Unidos intervenham diretamente no combate ao crime organizado no Rio de Janeiro. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Arena Oeste, da Revista Oeste, exibido no YouTube na última quinta-feira (24).

“Acredito que essa ajuda possa ser inclusive internacional. O governador Claudio Castro entrou em contato com os EUA pra que o Comando Vermelho, por exemplo, fosse declarado como um grupo terrorista”, disse o jornalista Anderson Scardoelli, em colocação que recebeu a concordância do parlamentar bolsonarista.

“É, na verdade o Claudio Castro quis fazer uma ‘ceninha’ pra ele ficar bem, para mostrar que estava fazendo alguma coisa contra as facções no nosso país. Mas, de fato, nós temos que criminalizar as facções como terroristas. É algo interessante, é uma saída que deveria ser levada em consideração”, declarou Jordy.

O jornalista Silvio Navarro mencionou o apoio que os Estados Unidos ofereceram ao governo colombiano contra cartéis no passado, e comparou a situação com a do Rio. “O Castro no Rio de Janeiro, enfim, não tá muito longe dos cartéis, apesar do crime organizado ser muito mais violento”, disse ele. Jordy não contestou e demonstrou concordância com a comparação.


O Carlos Jordy estava em um portal de notícias de extrema direita debatendo A INTERVENÇÃO DOS EUA NO RIO DE JANEIRO, com a desculpa de combater o crime organizado. Esses traidores da pátria querem, a qualquer custo, entregar o nosso país ao Donald Trump. pic.twitter.com/qqOIGgpKZ9

Fonte: DCM com informações da Revista Oeste

Hacker de Araraquara quer lançar empresa de ‘bet’ com Robinho


      O hacker Walter Delgatti Netto e o ex-jogador Robinho. Foto: Reprodução

O hacker Walter Delgatti Netto e o ex-jogador Robinho, presos na Penitenciária 2 de Tremembé, no interior de São Paulo, planejam lançar juntos uma plataforma de apostas esportivas, conforme informações da coluna True Crime, do Globo.

A ideia foi revelada por Delgatti, que cumpre pena de 8 anos e 3 meses por invadir sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o hacker, a proposta partiu de Robinho, condenado a 9 anos por estupro na Itália. A empresa de apostas seria aberta quando ambos deixassem o presídio, em eventual progressão de regime. A aposta seria unir a fama do ex-jogador à experiência de Delgatti com tecnologia.

A parceria tem sido mencionada pelo hacker em conversas com seu advogado, Ariovaldo Moreira, e com funcionários da prisão. Embora estejam em celas separadas, os dois se encontram com frequência durante o banho de sol.

Delgatti foi preso após forjar um mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, a mando da deputada bolsonarista Carla Zambelli (PL-SP), também condenada no caso e atualmente foragida na Itália.

Quem é Walter Delgatti, o hacker que liga Bolsonaro e Zambelli a tentativa de atacar processo eleitoral - Brasil de Fato
O hacker Walter Delgatti Netto e a deputada federal bolsonarista Carla Zambelli (PL-SP). Foto: Reprodução
Já Robinho aguarda a decisão sobre o regime semiaberto, mas enfrenta entraves judiciais. Seus recursos no Superior Tribunal de Justiça (STJ), com os quais tentava anular a pena da Justiça italiana, também já foram rejeitados.

O ex-jogador tem recebido visitas frequentes da esposa e dos três filhos. Funcionários da prisão relatam que Robinho apresenta sinais de instabilidade emocional. Ele abandonou as partidas de futebol no presídio e só demonstra entusiasmo nas visitas do filho mais velho, Robson Júnior, de 17 anos, que estreou recentemente no time profissional do Santos.

Fonte: DCM

Ciclone avança pelo Sul e Sudeste; São Paulo pode ter ventos de até 100 km/h


Céu carregado sobre a cidade de São Paulo – Foto: Reproduçã

A formação de um ciclone extratropical deve atingir as regiões Sul e Sudeste do Brasil nesta segunda-feira (28), com possibilidade de ventos fortes em diversos estados. A MetSul Meteorologia alerta que, na capital paulista e região metropolitana, as rajadas podem variar entre 70 km/h e 80 km/h, com picos isolados de até 100 km/h, especialmente no litoral.

O fenômeno começou a se formar no domingo (27), a partir de um centro de baixa pressão sobre o Rio Grande do Sul, que provocou chuvas na região. Com a baixa pressão avançando em direção ao oceano, o ciclone ganha força e influencia áreas como o litoral de São Paulo, leste de Santa Catarina e partes do Paraná.

A Defesa Civil de São Paulo emitiu alerta para diversas regiões, incluindo o Vale do Ribeira, Itapeva, Sorocaba, Campinas, capital e litoral. A recomendação é que a população evite áreas abertas, busque abrigo seguro e acompanhe os comunicados oficiais.

Alerta da Defesa Civil de São Paulo para ventos fortes em diversas regiões do estado nesta segunda-feira (28) – Foto: Reprodução

A Marinha do Brasil também já havia se antecipado no sábado (26), emitindo um aviso de ventania válido para esta segunda-feira. O alerta cobre o trecho entre Florianópolis (SC) e São João da Barra (RJ), com expectativa de ventos de até 75 km/h.

O ciclone deve impactar especialmente o Sul do país, com o Rio Grande do Sul sendo o estado mais afetado pelas rajadas mais intensas. Além dos ventos, há risco de queda de árvores, placas, destelhamentos e interrupção no fornecimento de energia elétrica.

Fonte: DCM

Registro aponta fraude no sistema da PM de SP para apagar vídeos de câmeras corporais

Uma major da alta cúpula da PM paulista teria fraudado o sistema

Exemplo de uma das câmeras corporais que podem ser implementadas ao uniforme de policiais na Bahia (Foto: Divulgação / Governo da Bahia)

Documentos internos da Polícia Militar de São Paulo, obtidos pelo Metrópoles, revelam indícios de um esquema de manipulação e exclusão de imagens captadas por câmeras corporais de policiais durante ações em campo. De acordo com registros da plataforma Evidence, utilizada pela corporação para armazenar os vídeos, uma major da alta cúpula da PM paulista teria fraudado o sistema para apagar a gravação de uma operação que terminou em morte, em março de 2024, em Santos, no litoral paulista.

A denúncia envolve a major Adriana Leandro de Araújo, que, segundo os registros, usou um usuário genérico chamado “Usuário de Operações”, vinculado a um e-mail com domínio externo (“gmail”), para alterar informações do vídeo, mudar sua autoria e data, e, por fim, deletá-lo. A gravação, feita pela câmera corporal do soldado Thiago da Costa Rodrigues, registrava a ação em que Joselito dos Santos Vieira, de 47 anos, foi morto com ao menos 12 disparos, conforme laudo do Instituto Médico Legal (IML). A versão oficial alegava confronto armado, mas familiares da vítima negam que ele estivesse com arma de fogo.

O caso foi arquivado em junho de 2025. A plataforma Evidence mostra que o vídeo foi inserido no sistema às 5h17 de 10 de março de 2024, um dia após a operação. No entanto, em 18 de março, às 16h28, a major Adriana acessou o arquivo, alterou o nome do policial associado à gravação e o substituiu pelo perfil genérico. Pouco depois, às 17h01, ela alterou a data da ocorrência para 5 de janeiro e reclassificou o tipo de caso para “Z-13”, sigla normalmente usada para registros de brigas menores. No dia seguinte, às 12h43, ela excluiu o vídeo.Essas alterações constam de uma auditoria da empresa Axon, fornecedora do sistema, datada de 26 de abril de 2024. Segundo especialistas, as fragilidades da plataforma permitem que policiais com acesso modifiquem dados e apaguem arquivos livremente.“O sistema tem inúmeras vulnerabilidades. É totalmente passível de fraude”, afirmou ao Metrópoles o ex-policial e perito digital Bruno Dias, que participou da implementação das câmeras no estado. “Existe uma permissão chamada ‘alterar a permissão’.

Um policial pode alterar a própria permissão, se colocar como administrador e fazer o que quiser no sistema”, explicou.Além de permitir a exclusão de vídeos, o sistema também permite que se modifique datas, horários e autores das gravações, o que compromete a confiabilidade das imagens como provas judiciais. “Você pode apagar vídeos avulsos, apagar em massa. Você pode também alterar data e hora do fato. Isso é gravíssimo. Compromete a legitimidade dos vídeos enquanto provas”, alertou Dias.A SSP informou que a denúncia está sendo apurada em sindicância interna e que “condutas incompatíveis com os princípios da instituição não serão toleradas”. Em nota, destacou: “Caso seja confirmada qualquer irregularidade, as medidas cabíveis serão adotadas para garantir a responsabilização dos envolvidos”.A operação que resultou na morte de Joselito ocorreu durante a “Operação Verão” no Morro do José Menino.

Segundo a PM, as equipes foram mobilizadas após um policial ter sido baleado na região. A viatura onde Joselito foi morto transportava quatro policiais, entre eles a subtenente Regiane Ribeiro de Souza, o soldado Bruno Pereira dos Santos e o cabo Felipe Alvaram Pinto — todos mencionados no inquérito militar por terem efetuado disparos.Para o perito forense Sergio Hernandez, o sistema da Axon falha no principal aspecto técnico: a cadeia de custódia da evidência digital. “O sistema Axon apresenta custódia, mas não apresenta cadeia de custódia”, afirmou. Segundo ele, o código hash — espécie de “impressão digital” que garante a integridade do vídeo — só é aplicado após o upload no sistema, permitindo alterações prévias sem deixar rastros. “A partir do momento que um sistema é aberto para que algum operador tenha permissão para editar ou excluir essas evidências, é um sistema que não apresentaria confiabilidade.”

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Gleisi: ‘estamos dispostos a negociar com os EUA, mas não recuaremos na defesa da soberania’

Ministra reafirma disposição do governo Lula para dialogar, mas avisa: soberania, democracia e independência são inegociáveis

Gleisi Hoffmann (Foto: Gil Ferreira/Ascom-SRI)

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), afirmou nesta segunda-feira (28) que o governo Lula (PT) está disposto a negociar as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos, que entram em vigor na próxima sexta (1º). Em entrevista à CNN Brasil, Gleisi confirmou que o país está aberto ao diálogo, mas não vai recuar na defesa da soberania nacional após os ataques feitos por Donald Trump à instituições brasileiras.

“Estamos dispostos a negociar comercialmente, mas não recuaremos na defesa da nossa soberania, da nossa democracia e na independência dos poderes”, afirmou. A ministra disse ainda que o posicionamento do presidente Lula é de manter uma atuação “com firmeza e sobriedade” e que o governo aguarda com cautela os desdobramentos nos próximos dias.

O chanceler Mauro Vieira viajou aos Estados Unidos para tratar do assunto e se colocou à disposição do governo de Donald Trump para buscar alternativas à taxação de produtos brasileiros. O presidente americano condicionou as tarifas a um recuo nas investigações contra Jair Bolsonaro (PL), prestes a ser condenado por liderar uma tentativa de golpe no Brasil.

No fim de semana, o presidente Donald Trump anunciou um acerto comercial com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. O acordo reduziu a tarifa geral aplicada a produtos europeus de 30% para 15%. Em troca, o bloco europeu se comprometeu a comprar US$ 750 bilhões em energia dos EUA e a investir US$ 600 bilhões adicionais em equipamentos militares americanos. Apesar de beneficiar os produtos europeus, o pacto pode afetar a competitividade da União Europeia e atingir setores que hoje têm tarifa zero de importação.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil

Mauro Vieira chega aos EUA em semana decisiva para o 'tarifaço' de Trump contra o Brasil

Chanceler brasileiro viaja para agendas da ONU e pode ir a Washington se Casa Branca sinalizar disposição para negociar

     Mauro Vieira (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Em uma semana crucial para a diplomacia brasileira, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, desembarcou neste domingo (27) nos Estados Unidos. De acordo com apuração da TV Globo/GloboNews, embora a agenda oficial se concentre em reuniões na sede da ONU, em Nova York, o chanceler deixou em aberto a possibilidade de seguir para Washington caso o governo norte-americano demonstre interesse em dialogar sobre as tarifas anunciadas pelo presidente Donald Trump, informa o g1.

Trump anunciou a aplicação de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A medida, prevista para entrar em vigor em 1º de agosto, foi justificada como retaliação ao julgamento de Jair Bolsonaro (PL) pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro é réu em uma ação penal que investiga sua tentativa de golpe de Estado em 2022. Trump, seu aliado político, classificou o processo como uma “caça às bruxas”, declaração que provocou reação de senadores democratas, que o acusaram de "abuso de poder" por tentar interferir nos assuntos internos da Justiça brasileira.

Diálogo condicionado a gesto da Casa Branca - Mauro Vieira indicou que sua ida aos Estados Unidos representa um gesto de disposição para o diálogo, mas condicionou qualquer deslocamento à capital americana à existência de um sinal claro da administração Trump. Caso não haja resposta até terça-feira (29), o chanceler deve retornar ao Brasil já na quarta (30), encerrando sua participação nas discussões sobre a Palestina, tema da pauta oficial na ONU.

As reuniões em Nova York acontecem entre segunda e terça-feira e envolvem lideranças internacionais engajadas na busca por uma solução diplomática para o conflito no Oriente Médio.

Senado mobilizado em Washington - Enquanto Vieira atua em Nova York, uma comitiva formada por oito senadores brasileiros já está em Washington para pressionar contra o “tarifaço”. O grupo deve permanecer na cidade até pelo menos quarta-feira (30) e tem uma agenda que inclui encontros com parlamentares norte-americanos, representantes do setor privado e organizações da sociedade civil.

Participam da missão:

Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado;
● Tereza Cristina (PP-MS), vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores;
● Jacques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado;
Marcos Pontes (PL-SP), vice-presidente do grupo parlamentar Brasil-EUA;
● Rogério Carvalho (PT-SE);
● Carlos Viana (Podemos-MG);
● Fernando Farias (MDB-AL);
● Esperidião Amin (PP-SC).

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Brasil busca diálogo com EUA sobre tarifas, sem ‘contaminação política ou ideológica’, diz ministério comandado por Alckmin

Vice-presidente Alckmin busca negociações para reverter aumento de 50% em taxas sobre produtos brasileiros, anunciado por Donald Trump

    Vice-presidente Geraldo Alckmin 14/07/2025 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O governo brasileiro afirmou, por meio de nota divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) neste domingo (27), que mantém o diálogo com os Estados Unidos sobre as novas tarifas impostas aos produtos nacionais, mas ressalta que as negociações não têm "qualquer contaminação política ou ideológica", informa reportagem do Metrópoles.

O vice-presidente Geraldo Alckmin, que também comanda o MDIC, tem conduzido as tratativas com os norte-americanos desde abril, quando a proposta inicial era uma tarifa de 10%. No entanto, a situação se agravou no início de julho, com a elevação abrupta do percentual. "Desde o anúncio das medidas unilaterais feito pelo governo norte-americano, o governo brasileiro, por orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vem buscando negociação com base em diálogo, sem qualquer contaminação política ou ideológica", destacou a pasta em comunicado.

Soberania e reciprocidade

Lula tem defendido publicamente a soberania do Brasil e criticado a interferência de outros países em assuntos internos. O presidente adiantou que, se as tarifas não forem revistas, o Planalto recorrerá à Lei da Reciprocidade Econômica, que permite ao país adotar medidas comerciais em resposta a ações unilaterais de nações estrangeiras. "Reiteramos que a soberania do Brasil e o estado democrático de direito são inegociáveis. No entanto, o governo brasileiro continua e seguirá aberto ao debate das questões comerciais", reforçou o MDIC.

Apesar dos esforços, Alckmin enfrenta obstáculos nas negociações. Até o momento, não houve avanços concretos para adiar ou reduzir as tarifas. O governo brasileiro, contudo, enfatiza a importância da relação bilateral, que completa 200 anos. "Esse histórico deve ser preservado", pontuou a nota.

Enquanto as tratativas seguem, setores empresariais e econômicos monitoram com preocupação os desdobramentos, temendo impactos no comércio exterior. A Câmara de Comércio dos EUA já havia alertado que a medida pode criar um precedente negativo para as relações entre os dois países.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Pressão de Trump não conseguirá salvar Bolsonaro, aponta pesquisa Quaest

Maioria dos brasileiros acredita que tentativa do presidente dos EUA de intervir na política brasileira para reverter inelegibilidade será inócua

Jair Messias Bolsonaro em julgamento da denúncia do núcleo 1 da trama golpista. (Foto: Antonio Augusto/STF)

A maioria dos brasileiros não acredita que a pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, será suficiente para reverter a inelegibilidade de Jair Bolsonaro (PL). É o que revela a nova pesquisa Genial/Quaest divulgada pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

Segundo o levantamento, realizado entre os dias 10 e 13 de julho com 2.004 entrevistados, 59% dos brasileiros consideram improvável que Trump consiga interferir no processo que retirou Bolsonaro da disputa eleitoral. Apenas 31% acreditam que essa reversão poderia ocorrer.

Mesmo entre os apoiadores do ex-presidente brasileiro, a desconfiança é expressiva: 45% dos eleitores de Bolsonaro afirmam não acreditar que Trump será capaz de tirá-lo da inelegibilidade. Entre os eleitores do presidente Lula (PT), o índice é ainda mais alto — 69% avaliam que a interferência do norte-americano não surtirá efeito.

A descrença generalizada ocorre apesar dos recentes movimentos de Donald Trump em defesa de Bolsonaro. No dia 9 de julho, o presidente dos EUA enviou uma carta oficial ao presidente Lula ameaçando aplicar uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros vendidos aos Estados Unidos. Na mesma correspondência, Trump alegava que Bolsonaro estava sendo vítima de perseguição política, justificando a adoção de retaliações comerciais.

Em declarações subsequentes à imprensa, Trump intensificou o tom, classificando o processo contra Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal como uma "caça às bruxas". Ele chegou a enviar uma nova carta ao ex-presidente brasileiro pedindo que os procedimentos judiciais fossem interrompidos "imediatamente".

Apesar das tentativas do republicano de usar sua posição internacional para pressionar as instituições brasileiras, a percepção majoritária no país é de que Bolsonaro permanecerá inelegível — e que nem mesmo a interferência do presidente dos Estados Unidos conseguirá alterar essa realidade.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Grupo que planejou matar Lula e Alckmin depõe no STF nesta segunda (28)

Rafael Martins de Oliveira, Hélio Ferreira Lima, Rodrigo Bezerra de Azevedo e Mario Fernandes, os “kids pretos”. Foto: Reprodução


O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta segunda-feira (28) os interrogatórios de dez réus acusados de integrar um dos núcleos centrais da trama golpista contra o Estado Democrático de Direito. O grupo é composto por nove militares das forças especiais do Exército, conhecidas como “kids pretos”, e um agente da Polícia Federal.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma que o grupo planejou ações coercitivas e violentas, incluindo um plano chamado “Punhal Verde e Amarelo” para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice, Geraldo Alckmin, antes da posse, marcada para dezembro de 2022.

Os nomes dos réus incluem o general Estevam Gaspar de Oliveira, além de outros oficiais de alta patente. Eles fazem parte do chamado núcleo 3 da investigação e são acusados de tentar abolir violentamente o Estado Democrático de Direito, articular um golpe de Estado, integrar organização criminosa, além de praticar dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. As penas somadas podem ultrapassar 20 anos de prisão.

A fase de instrução processual avançou com os depoimentos de testemunhas na semana passada, e agora se concentra na oitiva dos réus.

Kids pretos. Foto: Divulgação/Exército Brasileiro

Com o término dos interrogatórios, o ministro Alexandre de Moraes abrirá prazo de cinco dias para novas diligências. Em seguida, terá início a fase das alegações finais, momento em que Ministério Público e defesas apresentarão os últimos argumentos antes da decisão da Primeira Turma do STF. Essa etapa será determinante para estabelecer as condenações e penas de cada réu, que ainda poderão recorrer dentro do próprio Supremo.

Os dez réus que integram o núcleo militar da trama golpista são investigados por planejar ataques diretos ao Estado Democrático de Direito.

O grupo é formado por militares da ativa e da reserva do Exército — conhecidos como “kids pretos”, pertencentes às forças especiais — e por um agente da Polícia Federal. São eles: general Estevam Gaspar de Oliveira; coronéis Bernardo Romão Corrêa Netto, Fabrício Moreira de Bastos e Marcio Nunes de Resende Júnior; tenentes-coronéis Hélio Ferreira Lima, Rafael Martins de Oliveira, Rodrigo Bezerra de Azevedo, Sérgio Cavaliere de Medeiros e Ronald Ferreira de Araújo Júnior; além do agente federal Wladimir Matos Soares.

De acordo com a Polícia Federal, o grupo elaborou o plano “Punhal Verde e Amarelo”, que previa o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin em 15 de dezembro de 2022, dias antes da posse dos eleitos.

Fonte: DCM