sexta-feira, 31 de julho de 2026

Atlas/Bloomberg: maioria dos brasileiros atribui à família Bolsonaro responsabilidade por tarifaço de Trump

 Pesquisa mede a percepção sobre as responsabilidades pelo tarifaço e a expectativa para as negociações entre Brasil e Estados Unidos

Flávio Bolsonaro, Paulo Figueiredo, Eduardo Bolsonaro e Donald Trump
Crédito: Reprodução

A maioria dos brasileiros atribui à família Bolsonaro a principal responsabilidade pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, segundo pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta sexta-feira (31). As informações são do Metrópoles.

De acordo com o levantamento, 45,4% dos entrevistados afirmam que o grupo político ligado ao ex-mandatário Jair Bolsonaro (PL) é o principal responsável pelo impasse comercial. Outros 41,5% atribuem a responsabilidade ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A pesquisa também mostra que 8,5% consideram que ambos têm igual responsabilidade pelas medidas adotadas pelos Estados Unidos. Já 2,5% disseram que nenhum dos dois é responsável, enquanto 2,1% não souberam responder.

VÍDEO: Eduardo chora por medo de prisão em evento de Allan dos Santos

 

Eduardo Bolsonaro na inauguração da TLTV. Foto: reprodução
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) chorou ao falar sobre o temor de ser preso durante o lançamento da TLTV, na Flórida, nos Estados Unidos, na última quinta-feira (30). Ele vive no país desde fevereiro do ano passado e afirmou sofrer uma perseguição contra sua família.

Filho de Jair Bolsonaro (PL), preso por participação na trama golpista, Eduardo disse que o pai está “incomunicável” e questionou “aonde vai parar essa loucura”. Com a voz embargada, citou a situação do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, fundador do canal, antes de receber um abraço dele.

“Vi o Allan ficar três anos sem ver os filhos. Eu não consigo imaginar ficar tanto tempo assim”, disse Eduardo. Ele afirmou que toma precauções em viagens por receio de medidas de organismos internacionais, como a Interpol, e mencionou os custos com advogados.

O ex-deputado também criticou a apuração de irregularidades na divulgação de um vídeo de Jair Bolsonaro produzido com inteligência artificial durante a convenção do PL. No discurso, ele comparou a situação brasileira a regimes autocráticos de outros países.

Jovem inventa marido e amante para dar “invertida” em desconhecido no WhatsApp

 

Capturas de tela da conversa entre Vitória Cioli e um homem desconhecido no WhatsApp
Capturas de tela de mensagens trocadas por Vitória Cioli com um homem no WhatsApp. Foto: Reprodução

Uma conversa no WhatsApp publicada nas redes sociais fez a mineira Vitória Cioli, de 23 anos, viralizar. Ela trocou mensagens com um homem desconhecido enquanto estava em Corumbá, em Mato Grosso do Sul, e a repercussão chegou a personalidades como a atriz Maísa Silva e a apresentadora Ana Clara.

O homem iniciou a conversa com a mensagem “como está seu domingo amor”. Vitória decidiu entrar na brincadeira, retribuiu o apelido, inventou um marido fictício e sugeriu que o desconhecido poderia ser seu amante. Ao fim da troca, ele respondeu: “Você é muito perigosa”.

Franco Baresi, ídolo histórico do Milan, morre aos 66 anos

 

Franco Baresi e Roberto Baggio com medalhas de prata da Copa do Mundo de 1994
Franco Baresi e Roberto Baggio com medalhas de prata após a final da Copa do Mundo de 1994. Foto: Reprodução
O Milan anunciou nesta sexta-feira a morte de Franco Baresi, aos 66 anos. Um dos maiores ídolos da história do clube, o ex-zagueiro defendeu a equipe italiana durante toda a carreira profissional e teve a camisa 6 aposentada após se aposentar, em 1997.

“A história do Milan está em lágrimas pela morte de Franco Baresi. Seu exemplo e sua profundidade serão, para sempre como sua camisa número 6, parte integrante e fundamental do DNA e do caminho de todo o clube”, declarou o Milan. O clube também prestou solidariedade aos familiares do ex-jogador.

Lula abre 9 pontos para Flávio Bolsonaro e vence todos no 2° turno, diz Vox Brasil

 

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro
Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 40,5% das intenções de voto para a Presidência em 2026, contra 31,2% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em pesquisa do Instituto Vox Brasil divulgada nesta sexta-feira (31). A diferença entre os dois no cenário de primeiro turno é de 9,3 pontos percentuais.

No eventual segundo turno, Lula soma 47,5%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 41,1%. A vantagem do presidente chega a 6,4 pontos e supera a margem de erro de 2,15 pontos percentuais do levantamento.

A rodada anterior, divulgada em 27 de junho, apontava Lula com 38,3% e Flávio com 32,2% no primeiro turno. Desde então, o presidente avançou 2,2 pontos, e o senador recuou um ponto, ampliando a distância que era de 6,1 pontos.

A disputa concentra 71,7% das intenções de voto nos dois nomes. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), aparece em terceiro lugar, com 5,5%, seguido pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 3,2%, e Renan Santos (Missão), com 3%.

Pesquisa Vox Brasl divulgada em 31 de julho

Confronto direto mudou desde maio

A série do Vox Brasil mostra que Flávio Bolsonaro liderava numericamente o confronto direto em 14 de maio, com 43,8%, diante de 40,2% de Lula. Em menos de três meses, o cenário se inverteu: Lula ganhou 7,3 pontos percentuais, e Flávio perdeu 2,7 pontos.

Em 5 de junho, Lula passou à frente com 47,8%, contra 41,3% do senador. No levantamento de 27 de junho, o presidente tinha 45,3%, e Flávio Bolsonaro, 42,8%; agora, os percentuais são de 47,5% e 41,1%, respectivamente.

O instituto também testou Lula contra outros possíveis candidatos. Diante de Zema, o presidente marca 48,7%, ante 40,5% do governador mineiro, uma diferença de 8,2 pontos percentuais.

Contra Caiado, Lula aparece com 46,8%, enquanto o governador de Goiás tem 42,5%. Como a diferença é de 4,3 pontos e a margem de erro é de 2,15 pontos para mais ou para menos, o cenário fica no limite do empate técnico.

O Vox Brasil entrevistou presencialmente 2.100 eleitores com 16 anos ou mais, entre 26 e 28 de julho, em todo o país. O levantamento tem nível de confiança de 95%, foi financiado pelo próprio instituto e recebeu registro BR-01084/2026 no Tribunal Superior Eleitoral.

Fonte: DCM

PL faz investida final sobre União Progressista e aposta em Tereza Cristina para destravar vice de Flávio Bolsonaro

 Avanço nas conversas com a senadora busca convencer PP e União Brasil a abandonar a neutralidade e entrar na chapa até 5 de agosto

       Flávio Bolsonaro e Tereza Cristina  - Crédito: Agência Senado

O PL aposta na mudança de posição da senadora Tereza Cristina (PP-MS) para tentar destravar o apoio da União Progressista — federação partidária formada pelo PP e pelo União Brasil — à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto. A parlamentar, que antes resistia aos apelos para ocupar a vaga de candidata a vice-presidente, deu indicações a interlocutores e aliados de que aceita avançar na composição, embora o acerto formal ainda dependa da chancela das duas legendas que integram a federação, informa o Metrópoles.

PF identificou 74 ligações entre Jaques Wagner e ex-sócio do Banco Master

 Investigação aponta contatos frequentes entre o senador e Augusto Lima; André Mendonça retirou sigilo do caso e autorizou monitoramento para aprofundar apurações

     André Mendonça            -                  Crédito: Gustavo Moreno/STF

A Polícia Federal identificou 74 ligações telefônicas entre o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, no período entre novembro de 2023 e maio de 2025. As informações constam das investigações cujo sigilo foi retirado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e foram divulgadas pelo Valor Econômico.

Segundo a reportagem, as conversas somaram mais de cinco horas e trinta minutos ao longo de 555 dias, dado que, na avaliação da Polícia Federal, demonstra uma relação frequente entre os dois investigados.

Governo Lula tem 63% de aprovação em Pernambuco e Flávio Bolsonaro lidera rejeição no estado, aponta Real Time Big Data


Levantamento mostra que 43% consideram a gestão federal ótima ou boa, enquanto o filho de Bolsonaro acumula 54% de veto entre eleitores pernambucanos

                Luiz Inácio Lula da Silva  -  Crédito: Ricardo Stuckert/PR

O governo do presidente Lula (PT) é aprovado por 63% dos eleitores de Pernambuco, consolidando uma ampla margem de aprovação popular em sua base histórica no Nordeste. De acordo com os dados apresentados no levantamento do instituto RealTime Big Data divulgado nesta sexta-feira (31), a taxa de desaprovação da gestão federal no estado é de 35%, ao passo que 2% dos entrevistados preferiram não responder ou declararam não saber avaliar.

No detalhamento qualitativo da percepção dos pernambucanos sobre a administração federal, 43% dos entrevistados classificam o trabalho de Lula como “ótimo ou bom”. A parcela de eleitores que avalia a administração como “regular” soma 29%, compondo o grupo intermediário da amostragem no estado. Por outro lado, 26% dos ouvidos avaliam o desempenho do governo Lula como “ruim ou péssimo”. O contingente de eleitores que não soube ou optou por não responder a esse recorte também ficou em 2%.

Raquel Lyra e João Campos empatam tecnicamente no 1º turno em Pernambuco, aponta Real Time Big Data

 Pesquisa mostra a atual governadora com 44% e o ex-prefeito do Recife com 42% na corrida estadual. Marília Arraes lidera disputa ao Senado e gestão estadual atinge 61% de aprovação

     Raquel Lyra e João Campos

     Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil I Edson Holanda / PCR

A corrida eleitoral pelo governo de Pernambuco apresenta um cenário de afunilamento e empate técnico no primeiro turno entre a atual governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), informa o levantamento do instituto Real Time Big Data divulgado nesta sexta-feira (31). A pesquisa avaliou as intenções de voto para o comando do Executivo estadual, a aprovação do governo e a disputa pelas duas vagas ao Senado Federal.

Na simulação estimulada de primeiro turno, Raquel Lyra aparece ligeiramente à frente, com 44% das intenções de voto, enquanto João Campos contabiliza 42%. Considerada a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois principais nomes da disputa pernambucana encontram-se em situação de igualdade estatística

Distanciados do bloco principal, os demais concorrentes figuram na margem das intenções de voto. Ivan Moraes (PSOL) registra 3%, seguido por Renan Hallais (Missão), com 1%. O candidato Guilherme Fonseca (PSTU) não obteve pontuação na amostragem. O eleitorado que declara voto nulo ou em branco representa 6%, e a parcela dos indecisos ou que preferiram não responder soma 4%.

Com 48,6%, Eduardo Paes se aproxima da vitória no primeiro turno no Rio, diz Paraná Pesquisas

Levantamento mostra ampla vantagem do ex-prefeito sobre Douglas Ruas e Anthony Garotinho; Paes também venceria com folga em cenários de segundo turno

      Eduardo Paes   (Crédito: Tomaz Silva / Agência Brasil)


Eduardo Paes (PSD) aparece na liderança isolada da corrida pelo governo do Rio de Janeiro, com 48,6% das intenções de voto, segundo levantamento da Paraná Pesquisas divulgado nesta sexta-feira (31). Os dados indicam que o ex-prefeito da capital fluminense mantém uma vantagem de 37,5 pontos percentuais sobre os adversários mais próximos.

No cenário estimulado, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL), registra 11,1% das intenções de voto e aparece tecnicamente empatado com o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos), que soma 11%. O levantamento aponta ainda que 10,4% dos entrevistados disseram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 6,1% não souberam responder ou preferiram não opinar.

Embora permaneça com ampla dianteira, Paes oscilou negativamente em relação ao levantamento realizado no início do mês, quando tinha 50,7% das intenções de voto. A queda foi de 2,1 pontos percentuais. No mesmo período, Douglas Ruas passou de 13,8% para 11,1%, enquanto Garotinho avançou de 9,8% para 11%.

⦾ Paes amplia vantagem no segundo turno

A pesquisa também simulou cenários de segundo turno e mostra que Eduardo Paes manteria ampla vantagem sobre os principais adversários.

Em um eventual confronto contra Douglas Ruas, o ex-prefeito alcança 60,1% das intenções de voto, enquanto o parlamentar registra 24,3%. Brancos, nulos ou nenhum somam 10,8%, e 4,8% dos entrevistados não souberam responder.

Na comparação com a pesquisa anterior, Paes recuou dois pontos percentuais, enquanto Ruas avançou 0,4 ponto.

Já em uma disputa contra Anthony Garotinho, o candidato do PSD aparece com 61,1% das intenções de voto, diante de 20,5% do ex-governador. Nesse cenário, 14,2% afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, e 4,3% não responderam.

⦾ Garotinho lidera rejeição

O levantamento também mediu a rejeição aos possíveis candidatos ao governo fluminense. Anthony Garotinho é o nome com maior índice de rejeição entre os entrevistados, com 37,1%.

Na sequência aparecem o ex-governador Wilson Witzel (Democrata), com 24,2%, e Eduardo Paes, que registra 20,6% de rejeição.

⦾ Metodologia da pesquisa

A Paraná Pesquisas entrevistou 1.600 eleitores entre terça-feira (28) e quinta-feira (30). O levantamento possui grau de confiança de 95% e margem de erro estimada em 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RJ-09303/2026.

Fonte: Brasil 247

Benedita e Crivella lideram corrida para o Senado no Rio de Janeiro, aponta Paraná Pesquisas

 Levantamento mostra petista com 29,8% e republicano com 25,4% na disputa senatorial, além de liderança folgada de Eduardo Paes na corrida ao governo estadual

      Benedita da Silva  (Crédito: Reprodução/PT)


A deputada federal e ex-governadora do Rio de Janeiro Benedita da Silva (PT) aparece na liderança da disputa por uma vaga no Senado Federal pelo estado do Rio de Janeiro, registrando 29,8% das intenções de voto no cenário estimulado, informa o levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta sexta-feira (31).

Logo atrás da parlamentar petista está o deputado federal e ex-prefeito da capital fluminense Marcelo Crivella (Republicanos), que contabiliza 25,4% na preferência do eleitorado fluminense. Os dois políticos abrem margem na liderança do cenário testado pela pesquisa.

Na sequência das intenções de voto para o Senado, o deputado federal Pedro Paulo (PSD) marca 17,2%, seguido pelo ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil), que soma 14,2%. O senador Carlos Portinho (PL) e o ex-deputado Waguinho (Republicanos) aparecem empatados com 9,2% das menções cada um.

Ala do TSE critica decisão do Itamaraty que protegeu as urnas de ataques dos EUA

 Integrantes da Corte Eleitoral veem falha diplomática em veto a emissários de Trump, enquanto diplomacia agiu para barrar ofensiva contra a democracia brasileira

Samuel Samson e Riley Barnes (Crédito: Divulgação/Departamento de Estado dos Estados Unidos)

Uma ala do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) avalia que o governo do presidente Lula (PT) cometeu um equívoco diplomático ao negar vistos de entrada a dois funcionários do governo dos Estados Unidos, em uma decisão do Itamaraty que visou proteger a integridade do sistema eleitoral brasileiro contra tentativas externas de desestabilização, relata Malu Gaspar no jornal O Globo.

Ministros da Corte Eleitoral passaram a criticar reservadamente a medida da diplomacia brasileira. Três magistrados sustentam que a administração federal adotou uma solução “muito ruim diplomaticamente”, alegando que a decisão teria elevado a tensão nas relações entre Brasília e Washington a menos de três meses das eleições.

No entanto, a ação preventiva do governo federal ocorreu após a revelação feita pelo jornal The Washington Post de que os enviados vetados pelo Itamaraty — Riley M. Barnes e Samuel D. Samson, integrantes do Departamento de Estado dos EUA — foram destacados pelo governo de Donald Trump com a missão de questionar publicamente a integridade das urnas eletrônicas brasileiras. Oficialmente, a comitiva norte-americana tentava se credenciar sob o pretexto de discutir “liberdade de expressão”.

“Eu não vou para debate para ouvir bobagem”: Lula faz balanço histórico, projeta futuro e rechaça qualquer privilégio ao filho

Em conversa de mais de duas horas com o apresentador Rogério Vilela, Lula criticou a perseguição da Lava Jato, rechaçou o extremismo e antecipou suas diretrizes para o próximo governo

Lula e Rogério Vilela   (Crédito: Ricardo Stuckert)


Em uma das entrevistas mais amplas e reveladoras dos últimos tempos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do podcast Inteligência Ltda. (#1894), comandado por Rogério Vilela. Durante mais de duas horas de bate-papo sem vetos ou pautas pré-combinadas, o chefe do Executivo percorreu toda a sua trajetória: da infância miserável no agreste pernambucano à liderança do maior partido de esquerda da América Latina, passando pela prisão em Curitiba, os triunfos econômicos e os desafios do governo.

Sem desviar de temas espinhosos, Lula entregou declarações de forte impacto político e eleitoral, impondo limites sobre sua participação em debates, tratando de investigações sobre familiares e analisando a disputa narrativa contra a extrema-direita e as interferências externas.

“Não vou para debate para ouvir bobagem”: A estratégia eleitoral e a crítica à baixaria

Um dos pontos mais expressivos da entrevista ocorreu quando o apresentador questionou a presença de Lula nos debates das próximas campanhas presidenciais. O presidente foi enfático ao declarar que não aceitará se submeter a espetáculos de agressão ou baixaria política destinados apenas a gerar engajamento em redes sociais.

Eu, como presidente da República, não vou para debate para ouvir bobagem. Não vou. Depois que já estiver tudo organizado, eu quero saber qual é o nível do debate. Se for para um debate que não sirva para informar a população e politizá-la, por que eu vou? Para responder sacanagem? Fazer debate com cara que não tem compromisso com ninguém?”, declarou Lula.

Lula tem 43% contra 29% de Flávio Bolsonaro e vence todos no segundo turno, aponta pesquisa Alfa Inteligência

Lula supera todos os adversários no segundo turno, aponta pesquisa da Alfa Inteligência encomendada pela TMC

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva  - Crédito: Ricardo Stuckert

A Alfa Inteligência realizou, por encomenda da TMC (Transamérica Media Company), entre os dias 23 e 28 de julho de 2026, pesquisa nacional sobre a disputa presidencial de 2026. O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04488/2026 e encomendado pela TMC, ouviu 2.700 eleitores em todo o país e apresenta cenários eleitorais, avaliação do governo, percepção da população e os impactos do caso Banco Master.


⦿ Cenário estimulado – primeiro turno

No principal cenário de primeiro turno, o presidente Lula (PT) lidera com 43% das intenções de voto. Em seguida, aparecem Flávio Bolsonaro (PL), com 29%, Ronaldo Caiado (PSD), com 7%, Romeu Zema (Novo), com 6%, e Renan Santos, com 3%.

Na comparação com a pesquisa nacional realizada pela Alfa Inteligência em junho, Lula avançou três pontos percentuais, passando de 40% para 43%, enquanto Flávio Bolsonaro oscilou de 31% para 29%.


⦿ Cenário estimulado – segundo turno

Nos cenários de segundo turno, Lula aparece à frente de todos os adversários testados. Contra Flávio Bolsonaro, registra 48%, contra 41% do senador. Em eventual disputa contra Ronaldo Caiado, vence por 45% a 40%. Diante de Romeu Zema, marca 46% contra 37%. Já contra Renan Santos, registra 46%, enquanto o adversário alcança 32%.


⦿ Avaliação do governo

A pesquisa mostra melhora na avaliação do presidente Lula em relação ao levantamento realizado pela Alfa Inteligência em junho. A aprovação da forma de governar passou de 42% para 47%, enquanto a desaprovação recuou de 56% para 51%. Outros 2% não souberam ou preferiram não responder.


⦿ Percepção sobre a qualidade de vida

Segundo a pesquisa, 48% dos brasileiros acreditam que a vida das pessoas melhorou nos últimos anos, enquanto 44% avaliam que piorou. Outros 4% entendem que a situação permaneceu igual.


⦿ Caso Banco Master e a influência na eleição

O levantamento mostra que o caso do Banco Master alcançou ampla repercussão nacional. Entre os entrevistados que acompanharam o episódio, 99% o classificam como sério ou muito sério. Para 45%, tanto o governo quanto a oposição possuem responsabilidade pelo caso. Outros 31% atribuem maior responsabilidade à oposição ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto 21% responsabilizam principalmente o governo Lula.

Apesar da elevada repercussão, a pesquisa indica que o episódio ainda não alterou de forma significativa a organização do voto, reforçando mais as convicções políticas já existentes do que provocando mudanças nas preferências eleitorais.


⦿ Metodologia

O levantamento ouviu 2.700 eleitores, com 16 anos ou mais, entre os dias 23 e 28 de julho de 2026. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-04488/2026.

Os detalhes da pesquisa Alfa InteligênciaOs detalhes da pesquisa Alfa Inteligência

Fonte: Brasil 247

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Lula diz que Lulinha terá que pagar se tiver errado

 “Não haverá nenhum privilégio. Jamais pedirei para um delegado ou juiz não fazer as coisas corretas”, disse o presidente em entrevista ao podcast Inteligência Ltda

Presidente Lula   - Crédito: Reprodução (YT)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (30) que o seu filho Fabio Luis Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, “será tratado como o filho de qualquer pessoa” caso haja provas de suposto tráfico de influência.

“Não haverá nenhum privilégio. Jamais pedirei para um delegado ou juiz não fazer as coisas corretas. Ele vai ter que provar que é inocente. E se for culpado vai pagar”, disse Lula durante entrevista ao podcast Inteligência Ltda.

Apesar das declarações, Lula sugeriu que seus opositores usam o filho dele para atacar o próprio presidente. “Quem quer me atacar começa atacando ele”.

PP rejeita Tereza Cristina como vice de Flávio Bolsonaro

 Direção do partido mantém neutralidade na eleição presidencial e descarta liberar Tereza Cristina para integrar a chapa de Flávio Bolsonaro

Tereza Cristina  (Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil)

 A direção do PP decidiu manter a neutralidade na eleição presidencial e descarta liberar a senadora Tereza Cristina (PP-MS) para ocupar a vice na chapa de Flávio Bolsonaro. A posição reduz as possibilidades de um acordo entre o Progressistas e o PL antes do prazo para a formalização das candidaturas.

Segundo informações publicadas nesta quinta-feira (30) pelo colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, integrantes da cúpula do PP afirmam, nos bastidores, que a decisão sobre o posicionamento nacional do partido já foi tomada e não deve ser revista para viabilizar a entrada da senadora na chapa bolsonarista.

A definição ocorreu em reunião realizada na quarta-feira (29), quando oito dirigentes do Progressistas discutiram os rumos da legenda nas eleições deste ano. Seis participantes votaram pela neutralidade na disputa pela Presidência da República.

Além de afastar uma aliança formal com o PL, a decisão preserva a aproximação de setores do PP com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na avaliação interna da legenda, Lula não deverá interferir na tentativa de reeleição do presidente nacional do partido, senador Ciro Nogueira, no Piauí, nem dificultar os projetos eleitorais do Progressistas em estados considerados estratégicos.

PT pede que PF investigue atuação de Flávio Bolsonaro no Congresso favorável ao Master

 

Flávio Bolsonaro
O presidenciável Flávio Bolsonaro. Foto: Jean Carniel/Reuters
Os deputados federais Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG) acionaram a Polícia Federal para que a atuação legislativa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um tema de interesse do Banco Master seja incorporada às investigações sobre a relação do senador com Daniel Vorcaro. A notícia de fato foi protocolada na quarta-feira (29) e se baseia em uma apuração do ICL Notícias.

O pedido concentra-se no artigo 58 da Lei Geral do Licenciamento Ambiental. O dispositivo reduziu a responsabilidade de instituições financeiras por danos ambientais provocados por empreendimentos financiados e limitou a obrigação dos bancos, em linhas gerais, à verificação da licença no momento da concessão do crédito.

Segundo a representação, Flávio Bolsonaro participou das etapas decisivas para a entrada da regra em vigor. Ele votou a favor do projeto em maio de 2025, apresentou as emendas 157, 158 e 159 à Medida Provisória 1.308/2025 depois que Luiz Inácio Lula da Silva vetou o trecho e, em novembro, apoiou a derrubada do veto presidencial.

Os deputados sustentam que o Banco Master tinha interesses em setores afetados pela mudança, como mineração, minerais críticos e créditos de carbono. A coincidência entre a atuação parlamentar e as relações financeiras e pessoais de Flávio com Vorcaro, por si só, não comprova crime, mas é apontada pelos petistas como elemento que exige investigação.

Advogado de Lulinha chama novo inquérito da PF de “pesca probatória”

 

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha
Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Foto: Reprodução
O advogado Marco Aurélio de Carvalho criticou a abertura de um novo inquérito da Polícia Federal contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e afirmou que a decisão passa a impressão de uma “pesca probatória”.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a instauração da investigação, que saiu do inquérito sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A nova apuração deve investigar suspeitas de corrupção e tráfico de influência no Ministério da Saúde em negócios ligados à cannabis medicinal.

Carvalho sustentou que a investigação sobre o esquema no INSS não encontrou elementos que vinculassem Lulinha ao caso. “A notícia deveria ser que não achou absolutamente nada, absolutamente nada que tenha relação direta ou indireta com o Fábio no bojo das investigações do INSS”, afirmou.

Mendonça manda investigar Lulinha por suspeita de tráfico de influência

 

Mendonça
O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça. Foto: Rosinei Coutinho/STF
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a Polícia Federal a abrir um inquérito para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por suspeitas de corrupção e tráfico de influência em negócios de cannabis medicinal ligados ao Ministério da Saúde.

A PF enviou o pedido ao STF na sexta-feira (24). O caso foi distribuído a Mendonça na quarta-feira (29), após a Procuradoria-Geral da República avaliar que dados obtidos em quebras de sigilo indicavam possíveis crimes distintos das fraudes contra aposentados investigadas pela Operação Sem Desconto.

Os investigadores querem apurar se Lulinha atuou com a empresária Roberta Luchsinger e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, para favorecer a World Cannabis. O pedido menciona contatos com servidores do Ministério da Saúde e integrantes do gabinete da Presidência.

A empresa ligada ao Careca tentou negociar com o governo o fornecimento de medicamentos à base de canabidiol. Antunes e Roberta foram recebidos no Ministério da Saúde pelo então secretário-executivo Swedenberger Barbosa, atual chefe do Gabinete Adjunto de Gestão Interna da Presidência. O contrato, porém, não foi fechado, e nenhum produto da empresa foi comprado ou incorporado ao SUS.

Leia a mensagem histórica em que Cristina Kirchner anuncia sua decisão de tentar voltar ao poder na Argentina

 Em carta aberta, Cristina acusa Justiça argentina de machismo e busca revogar sua proscrição

Cristina Kirchner  (Crédito: REUTERS/Luis Cortes)

Atualmente em prisão domiciliar, a ex-presidente argentina Cristina Fernández de Kirchner anunciou a apresentação de uma reclamação formal ao Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas para contestar a condenação de seis anos de prisão e a inabilitação perpétua para exercer cargos públicos imposta contra ela por supostas irregularidades na concessão de contratos de obras públicas.

Em uma carta aberta publicada em suas redes sociais e em veículos internacionais, a ex-presidente afirmou recorrer à instância internacional por considerar que, durante o processo judicial na Argentina, foram violadas as garantias do devido processo legal asseguradas pelo Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos.

No texto, Fernández de Kirchner classificou a condenação como uma forma de “proscrição” política e acusou a existência de uma perseguição política coordenada, além de um “machismo estrutural” no Poder Judiciário argentino. O procedimento perante o órgão sediado em Genebra terá início com uma análise de admissibilidade para verificar se a petição atende aos requisitos formais exigidos.

Republicanos mantém veto a candidatura Cleitinho em Minas

 Partido confirma apoio a Marcelo Aro e negocia espaços na chapa para evitar rompimento com o senador

    Cleitinho Azevedo - (Crédito: Carlos Moura/Agência Senado)


O Republicanos manteve o veto à candidatura do senador Cleitinho Azevedo ao governo de Minas Gerais e deverá confirmar a decisão nesta quinta-feira (30). O partido já articula apoio a Marcelo Aro (PP) e negocia espaços na chapa para evitar o rompimento com o parlamentar mineiro.

Segundo o jornal O Globo, o presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, comunicará a decisão a Cleitinho durante uma reunião marcada para a noite desta quinta-feira, em São Paulo. O encontro terá como objetivo construir uma saída negociada, sem reabrir a discussão sobre a disputa pelo Palácio Tiradentes.

A conversa foi solicitada pelo senador após o Republicanos abandonar a candidatura própria e avançar em uma aliança com o PL e a federação União Brasil-PP em torno de Marcelo Aro, ex-secretário-chefe da Casa Civil de Minas Gerais.

Cleitinho tentou encontrar Marcos Pereira na quarta-feira (29), mas o encontro não ocorreu por incompatibilidade de agendas. No mesmo dia, durante entrevista coletiva em Divinópolis, o senador reafirmou a intenção de concorrer e apelou ao dirigente partidário.