
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) chorou ao falar sobre o temor de ser preso durante o lançamento da TLTV, na Flórida, nos Estados Unidos, na última quinta-feira (30). Ele vive no país desde fevereiro do ano passado e afirmou sofrer uma perseguição contra sua família.
Filho de Jair Bolsonaro (PL), preso por participação na trama golpista, Eduardo disse que o pai está “incomunicável” e questionou “aonde vai parar essa loucura”. Com a voz embargada, citou a situação do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, fundador do canal, antes de receber um abraço dele.
“Vi o Allan ficar três anos sem ver os filhos. Eu não consigo imaginar ficar tanto tempo assim”, disse Eduardo. Ele afirmou que toma precauções em viagens por receio de medidas de organismos internacionais, como a Interpol, e mencionou os custos com advogados.
O ex-deputado também criticou a apuração de irregularidades na divulgação de um vídeo de Jair Bolsonaro produzido com inteligência artificial durante a convenção do PL. No discurso, ele comparou a situação brasileira a regimes autocráticos de outros países.
Ataques a Kim Kataguiri e apoio a Flávio Bolsonaro
O evento teve a presença do ex-deputado Alexandre Ramagem, que fugiu para os Estados Unidos após condenação pelos atos golpistas e evita a prisão no Brasil. Eduardo falou sobre “um monte de gente ferrada pelo 8 de janeiro” e sobre a situação de seu pai.
Ele atacou críticos da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência e contestou a ideia de que o senador seria escolhido apenas por pertencer à família. “Vai lá então, irmão. Se candidata aí para você ver”, afirmou.
Eduardo citou especulações sobre supostas imagens de Flávio Bolsonaro com mulheres estrangeiras e acusou o deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) de rir das histórias. Kim havia dito em um podcast que imagens de Flávio poderiam vir a público. “Quando voltar para o Brasil, dá vontade de pegar de porrada esses moleques”, declarou Eduardo.
Após o lançamento, Eduardo compartilhou uma postagem de Allan dos Santos que atacava o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O texto divulgado chamava o magistrado de “psicopata de merda” e fazia referência a um documentário exibido pela TV criada na Flórida.
Fonte: DCM
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