domingo, 26 de julho de 2026

Deputada aciona PGR contra vídeo de Jair Bolsonaro feito por IA em convenção de Flávio


     Bonecos de Flávio Bolsonaro e Jair Bolsonaro na convenção do PL. Foto: Reprodução

A deputada federal Dandara (PT-MG) pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) que investigue a exibição de um vídeo feito com inteligência artificial do ex-presidente Jair Bolsonaro em um evento de Flávio Bolsonaro (PL), que formalizou a candidatura presidencial do senador. A parlamentar aponta possível propaganda eleitoral irregular e crime eleitoral.

No vídeo exibido na convenção, a imagem e a voz simuladas de Jair Bolsonaro dizem: “Isso é uma simulação da minha imagem e da minha voz feita com inteligência artificial. Como todos aqui sabem, estou preso e calado por uma decisão injusta e arbitrária baseada em algo que eu nunca fiz”.

Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar e não pode dar declarações políticas. A presença simulada do ex-presidente no ato do PL levou Dandara a pedir que a PGR apure se a campanha de Flávio Bolsonaro violou regras eleitorais.

O ofício enviado pela deputada enquadra a exibição do vídeo como propaganda eleitoral irregular e cita crime eleitoral. A representação sustenta que a peça usou tecnologia para simular a participação de uma pessoa impedida de atuar politicamente.

Deputada argentina explica a diferença entre o estadista Lula e o repugnante Javier Milei

Lorena Pokoik afirma que o presidente brasileiro construiu um legado histórico de inclusão e soberania, enquanto acusa Milei de desmontar direitos e atuar em favor de interesses externos

Luiz Inácio Lula da Silva
Crédito: Ricardo Stuckert

A deputada argentina Lorena Pokoik publicou uma dura manifestação nas redes sociais em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e em forte crítica ao presidente argentino Javier Milei. Em resposta aos ataques dirigidos por Milei a Lula, a parlamentar afirmou que o líder brasileiro construiu um legado histórico que jamais poderá ser igualado pelo atual mandatário argentino.

Segundo Pokoik, antes de atacar Lula, Milei precisaria realizar algo que, em sua avaliação, nunca conseguirá: “deixar um legado ao seu povo”. A deputada contrapôs a trajetória política do presidente brasileiro à do chefe de Estado argentino, destacando o papel de Lula na redução da pobreza, no fortalecimento do Brasil e na integração latino-americana.

⦾ Trajetória de Lula é destacada

Na publicação, Pokoik recorda que Lula “surgiu do povo e do movimento operário”, foi eleito presidente da República por três vezes e promoveu profundas transformações sociais no Brasil.

Ela ressalta que os governos de Lula retiraram milhões de brasileiros da pobreza, projetaram o Brasil como um ator de peso na política internacional e impulsionaram a integração regional, com o objetivo de construir uma “Pátria Grande mais unida, soberana e independente”.

A deputada também relembra o período em que Lula foi preso, enfatizando que suas condenações foram posteriormente anuladas pela Justiça brasileira, permitindo que recuperasse seus direitos políticos e retornasse à Presidência por meio do voto popular.

⦾ Críticas a Milei

Ao comparar os dois presidentes, Pokoik afirma que Milei está promovendo um processo de destruição das conquistas sociais na Argentina.

Segundo ela, o governo argentino estaria desmontando políticas que garantem trabalho, dignidade, direitos e esperança à população — justamente os pilares que, em sua visão, marcaram os governos de Lula no Brasil.

A parlamentar também acusa Milei de agir como “marionete de poderes externos que buscam se apropriar da nossa soberania”, reforçando a crítica de que sua administração favoreceria interesses estrangeiros em detrimento dos interesses nacionais.

Em artigo no Washington Post, Lula diz que Brasil não será derrotado pelas mentiras de Trump

Presidente reafirma soberania brasileira, aponta motivação ‘ideológica e eleitoral’ do tarifaço, defende o Pix e critica Trump: “ninguém nos derrotará com mentiras”

Lula reforça o plano Brasil Soberano
Crédito: Ricardo Stuckert

O presidente Lula (PT) publicou, neste domingo (26), um artigo de opinião nas páginas do jornal norte-americano The Washington Post, no qual rebate de forma contundente a imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros pelo governo dos Estados Unidos. No texto, o chefe do Executivo brasileiro condena o protecionismo unilateral de Donald Trump, aponta motivações político-eleitorais por trás da medida, defende a soberania nacional contra ingerências externas e faz um apelo por um “diálogo aberto e construtivo” entre os dois países.

A manifestação pública do presidente ocorre em um momento de acentuada tensão diplomática. Um dia antes da veiculação do artigo, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) anunciou ter negado visto a dois altos funcionários do Departamento de Estado dos EUA. A decisão foi tomada após o próprio Washington Post revelar que a missão oficial dos diplomatas visava lançar suspeitas infundadas sobre a integridade do processo eleitoral brasileiro.

Sem alianças e vice, Flávio Bolsonaro faz convenção “completamente fracassada”, afirma Lindbergh

Deputado do PT criticou o evento do PL, que lançou a pré-candidatura ao Planalto com discurso de Milei e uso de IA de Jair Bolsonaro

Lindbergh Farias (PT-RJ)
Crédito: Kayo Magalhães/Agência Câmara

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou duramente a convenção nacional do PL que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto. O parlamentar classificou a cerimônia como uma “vergonha alheia” e afirmou que o ato político foi “completamente fracassado”, destacando a ausência de um candidato a vice-presidente na chapa e a falta de alianças partidárias.

Em vídeo publicado em sua conta no Instagram no sábado (25), o deputado petista avaliou os resultados do evento e apontou o isolamento do pré-candidato do PL no cenário político.

“Acabou a convenção nacional do PL. Gente, completamente fracassada. Flávio Bolsonaro isolado, não levou nenhum partido, não mostrou nenhuma aliança, não tem ainda candidato a vice-presidente da República. Único projeto é tirar o Jair Bolsonaro da cadeia”, declarou Lindbergh Farias na gravação.

Campanha de Flávio descarta punição por vídeo com IA de Bolsonaro em convenção

Jurídico do PL avalia que declaração explícita no início da simulação atende às normas do TSE e não viola cautelar do STF

Modelo de inteligência artificial de Jair Bolsonaro
Crédito: Reprodução/YouTube/Flavio Bolsonaro

 A equipe jurídica da campanha do senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, discutiu os riscos de utilização de um vídeo gerado por inteligência artificial (IA) de Jair Bolsonaro (PL) durante a convenção nacional do partido, realizada no sábado (25) em São Paulo, e concluiu que o recurso não traz risco de penalização legal, segundo Jussara Soares, da CNN Brasil.

A avaliação feita pelos advogados da sigla é que a imagem de Jair Bolsonaro, criada via IA para pedir votos ao filho mais velho, respeita tanto as normas eleitorais vigentes quanto a medida cautelar imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu o ex-presidente de realizar manifestações de caráter político.

De acordo com o entendimento do departamento jurídico da campanha, a frase inicial do vídeo simulação oferece a segurança jurídica necessária para blindar contra eventuais punições tanto o ex-mandatário quanto o próprio comitê eleitoral. “Isso que vocês estão vendo aqui não sou eu. Isso é uma simulação da minha imagem e da minha voz feita com inteligência artificial”, inicia a gravação com o discurso simulado de Bolsonaro.

PT pode acionar o TSE após vídeo com inteligência artificial de Bolsonaro na convenção do PL

Campanha de Lula estuda acionar a Justiça Eleitoral após exibição de vídeo gerado por IA na convenção de Flávio Bolsonaro

Modelo de inteligência artificial de Jair Bolsonaro
Crédito: Reprodução/YouTube/Flavio Bolsonaro

O PT avalia acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) devido à exibição de um vídeo gerado por inteligência artificial durante a convenção oficial que lançou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. O evento ocorreu no sábado (25), em São Paulo, relata Milena Teixeira, do Metrópoles.

Integrantes da campanha do presidente Lula (PT) discutem se a peça publicitária e política exibida no encontro descumpre as normas rígidas estabelecidas pelo TSE quanto ao uso de tecnologias de IA em materiais eleitorais.

O conteúdo em questão foi reproduzido em um dos momentos de maior destaque da convenção do PL, utilizando recursos tecnológicos para recriar a imagem e simular a voz de Jair Bolsonaro (PL). Na gravação gerada por computador, a figura manipulada declara: “Garanto, nenhuma prisão vai calar o sentimento de esperança e milhões de brasileiros que acreditam no nosso país. Por isso, peço que vocês recebam, de braços abertos, a pessoa que escolhi para me substituir. Sangue do meu sangue. Meu filho, Flávio”.

PT-PR confirma Lula presidente, Gleisi e Rosinha ao senado e apoio a Requião FIlho para governo do Paraná

Partido definiu 66 nomes para a disputa legislativa

O Partido dos Trabalhadores do Paraná (PT-PR) realizou convenção para definir suas candidaturas legislativas e majoritárias. O encontro definiu apoio a Requião Filho (PDT), como candidato ao governo do estado. Já a ex-ministra Gleisi Hoffmann é a indicada para a primeira vaga ao senado da coligação. A segunda vaga indicada fica com o ex-deputado federal Doutor Rosinha (PT). As indicações do PT devem ser confirmadas no dia 5 de agosto, na convenção que confirma a coligação do campo de esquerda no Paraná.

Após a convenção do PT, ocorreu a convenção da Federação Brasil da Esperança, que reúne o próprio Partido dos Trabalhadores, o PV e o PC do B. Os partidos confirmaram tanto as indicações de Gleisi e Doutor Rosinha quanto o apoio a Requião Filho.

Para Arilson Chiorato, presidente estadual da Federação e do PT, o momento é de união das esquerdas paranaenses. Ele diz que o desafio é enfrentar o golpismo bolsonarismo e a candidatura aventureira de Sergio Moro.

“Isso mostra uma maturidade muito grande do campo progressista no Paraná. A gente tá unido por um projeto político para o estado e não por conveniência, como algumas candidaturas da direita. Nós estamos em uma aliança semelhante à nacional para ampliar os votos do presidente Lula e ganharmos as eleições no primeiro turno”, direcionou Arilson Chiorato.

Federação PSOL/Rede oficializa apoio a Requião Filho ao Governo do Paraná

Também foram homologadas, por unanimidade, as chapas de candidatos da federação à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep)

Federação PSOL/Rede oficializa apoio à pré-candidatura de Requião Filho ao Governo do Paraná na sede da Fetraconspar, em Curitiba. Foto: Banda B

A Federação PSOL/Rede oficializou, na manhã deste sábado (25), apoio à candidatura de Requião Filho (PDT) ao Governo do Paraná nas eleições de 2026. A convenção estadual foi realizada na sede da Fetraconspar, no Centro de Curitiba, e reuniu lideranças do campo progressista, entre elas a ex-ministra das Relações Institucionais e candidata ao Senado pelo Paraná, Gleisi Hoffmann (PT), e o ex-governador Roberto Requião, que representou o filho durante o evento.

Convenção do PSD oficializa Sandro Alex para a sucessão de Ratinho Junior


Foto: Divulgação

O PSD Paraná realizou neste sábado (25) a convenção para homologar a indicação do presidente da sigla no estado, Sandro Alex, para concorrer ao Governo do Paraná nas eleições de 2026. O evento reuniu cerca de 5 mil pessoas e também contou com a indicação formal dos nomes do partido para vagas à Assembleia Legislativa e Câmara Federal.

O ato formal do partido no Espaço Torres – Paraná Clube contou com a presença do governador Ratinho Junior e do vice-governador Darci Piana, nomes que levaram o PSD pela primeira vez ao Poder Executivo no estado, além de Gilberto Kassab, presidente nacional do partido, Ronaldo Caiado, pré-candidato da sigla para a disputa presidencial, todos os deputados estaduais e federais com mandatos, 200 prefeitos, centenas de vereadores, secretários estaduais e municipais, filiados e apoiadores.

Também participaram o deputado estadual Alexandre Curi (Republicanos), que recebe apoio formal da chapa para uma das vagas ao Senado, e representantes da federação União Progressista e da federação PSDB – Cidadania, que declararam apoio formal ao PSD nessa eleição.

Podemos declara apoio ao projeto de Moro e amplia aliança com PL e Novo no Paraná



A pré-campanha de Sergio Moro (PL) ao Governo do Paraná ganhou um reforço neste sábado (25). O Podemos oficializou apoio ao projeto liderado por Moro e passa a integrar a aliança formada pelo PL e pelo Novo para as eleições de 2026.
Turismono Paraná

Além do apoio à pré-candidatura de Moro ao Governo do Estado, o Podemos também anunciou que estará ao lado do pré-candidato ao Senado Filipe Barros (PL), fortalecendo o grupo político que pretende disputar o Palácio Iguaçu e as duas vagas ao Senado pelo Paraná.

O anúncio foi feito ao lado do deputado federal e líder do Podemos estadual, Felipe Francischini, que passa a integrar a coordenação política da pré-campanha, com atuação junto a prefeitos, vereadores, ex-prefeitos e lideranças de todas as regiões do Estado.

Para Sergio Moro, a chegada do Podemos fortalece o projeto de desenvolvimento para o Paraná. “Estamos muito felizes com a vinda do Podemos para se somar a esse nosso projeto político de transformar o Paraná na nossa fortaleza. Nós queremos dar continuidade aos bons projetos do governador Ratinho Junior, mas também iniciar um novo ciclo de desenvolvimento. Tenho certeza de que sua liderança e o seu talento só vêm a somar na nossa coordenação política, especialmente junto aos prefeitos, vereadores e demais lideranças políticas. Nosso sonho é realizar as esperanças dos paranaenses”, afirmou Moro em um vídeo divulgado nas redes sociais para anunciar a vinda do Podemos.

sábado, 25 de julho de 2026

Fachin repudia ofensa de Milei a Moraes feita em solo brasileiro


O presidente atual do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, autor da nota em resposta ao relatório feito pelos Estados Unidos. Fonte: Antonio Augusto/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, repudiou neste sábado (25) o insulto feito pelo presidente da Argentina, Javier Milei, contra Alexandre de Moraes durante a convenção do PL que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. Fachin classificou a declaração como desrespeitosa e incompatível com a civilidade exigida nas relações entre países.

“Tomei conhecimento da declaração do presidente da Argentina sobre ministro do Supremo Tribunal Federal. Trata-se de referência desrespeitosa a magistrado da mais alta Corte do país, feita em solo brasileiro, por ato jurisdicional praticado conforme a Constituição e as leis da República Federativa do Brasil”, afirmou Fachin.

O presidente do STF também ressaltou a independência da Corte diante de pressões estrangeiras. “Ao reafirmar a plena autonomia do Judiciário brasileiro, a Presidência do STF deplora manifestações incompatíveis com a civilidade que deve caracterizar as relações entre os Estados”, completou.

Milei Fachin
O presidente argentino, Javier Milei, e o candidato a presidência, Flávio Bolsonaro. Foto: Jean Carniel/Reuters
A nota foi divulgada depois de Milei chamar Moraes de “lixo careca” no palco da convenção do PL, realizada em São Paulo. O argentino atacou o ministro por não ter autorizado uma visita a Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar e está temporariamente proibido de receber visitantes.

A restrição foi imposta por Moraes depois que o ministro concluiu que Jair Bolsonaro participou da elaboração de uma carta de apoio eleitoral a Flávio posteriormente divulgada nas redes sociais. Além da suspensão das visitas por 30 dias, a decisão proibiu encontros com finalidade político-eleitoral até o encerramento das eleições de 2026.

No discurso, Milei afirmou que Jair Bolsonaro está “injustamente encarcerado”, acusou os responsáveis por sua prisão de agir por vingança e comparou o caso às visitas recebidas por Lula durante o período em que o presidente esteve preso. O argentino também chamou Lula de “presidiário” e “ladrão”, pediu votos para Flávio Bolsonaro e afirmou que o candidato do PL poderá impedir o avanço do que chamou de “socialismo” no Brasil.

Fonte: DCM

Milei chama Lula de “presidiário” e Moraes de “lixo careca” em convenção de Flávio Bolsonaro


Milei na convenção do PL em SP com Flávio Bolsonaro

O presidente da Argentina, Javier Milei, transformou a convenção do Partido Liberal (PL), realizada neste sábado (25), em São Paulo, em um palanque de ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao ministro Alexandre de Moraes, à esquerda latino-americana e às instituições brasileiras.

Principal convidado do evento que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, o argentino afirmou confiar no senador para “parar Lula” e derrotar o que chamou de “socialismo da pobreza”.

Em um discurso de cerca de 30 minutos, o presidente argentino classificou Lula como um “presidiário” e disse que o kirchnerismo representa, na Argentina, uma versão do modelo político liderado pelo petista.

“O kirchnerismo é a versão argentina do presidiário”, afirmou Milei, ao associar Lula ao legado de Fidel Castro e acusar governos de esquerda de espalharem pobreza e autoritarismo pela América Latina.

Segundo Milei, apenas Flávio Bolsonaro seria capaz de interromper esse processo no Brasil. “Eu creio que somente Flávio pode parar Lula e trazer uma verdadeira mudança para todos os brasileiros. Confio plenamente nele para enfrentar o socialismo, o crime organizado e o narcotráfico”, disse.


Alexandre de Moraes é chamado de “lixo careca”

O presidente argentino também atacou diretamente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, por não ter autorizado uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.

Chamando Bolsonaro de “grande amigo”, Milei afirmou que foi impedido de encontrá-lo e se referiu a Moraes como “lixo careca”, arrancando aplausos da plateia.

Durante o discurso, o argentino ainda alertou Flávio Bolsonaro para o que chamou de uma disputa eleitoral dura. “Os esquerdistas vão jogar duro. Prepare-se para uma grande batalha”, falou.



Em diversos momentos da fala, apoiadores presentes na Arena Pacaembu puxaram o coro de “Lula ladrão, seu lugar é na prisão”. Milei reagiu incentivando os manifestantes, fazendo gestos para que aumentassem o volume dos gritos e balançando a cabeça em sinal de aprovação.

Ao longo da apresentação, o presidente argentino voltou a defender sua agenda econômica liberal, repetiu críticas ao socialismo e afirmou que espera ver o Brasil seguir o mesmo caminho adotado por seu governo.

Tarcísio recebe Milei antes da convenção

Antes do evento partidário, Milei foi recebido pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, no Palácio dos Bandeirantes. Na ocasião, recebeu a Ordem do Ipiranga, a mais alta honraria concedida pelo Estado de São Paulo.

Também participaram do encontro o prefeito Ricardo Nunes e o próprio Flávio Bolsonaro.

A convenção do PL oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República nas eleições de outubro. O senador tenta consolidar sua candidatura em meio às dificuldades para ampliar alianças partidárias e herda a liderança do grupo político após a inelegibilidade e a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.

Mesmo ausente, Michelle Bolsonaro participou por meio de uma mensagem gravada em vídeo. Na gravação, desejou sucesso ao senador e pediu proteção divina para sua campanha, em uma rara demonstração pública de apoio após semanas de atritos internos na família Bolsonaro.

VÍDEO: Michelle cita uma vez Flávio e exalta Bolsonaro na convenção do PL


       Michelle Bolsonaro ao lado do enteado Flávio Bolsonaro. Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo

A reconciliação pública entre Michelle e Flávio Bolsonaro coube a uma única frase. Em um vídeo de 4 minutos e 25 segundos exibido na convenção que oficializou a candidatura presidencial do senador, a ex-primeira-dama pronunciou o nome do enteado somente uma vez. O restante da gravação foi dedicado a Jair Bolsonaro, às mulheres do partido e à própria trajetória política de Michelle.

Ela abriu a mensagem recordando a convenção presidencial de 2022 e tratou a ausência do marido como o centro do evento. Disse que Jair carrega a confiança de mais de 58 milhões de eleitores, chamou-o de “meu galego” e explicou que também não havia viajado a São Paulo porque estava em casa cuidando dele. Em seguida, definiu o ex-presidente como o “grande líder” do grupo.

Flávio apareceu apenas no meio do discurso, em uma breve bênção. “Flávio, que Deus abençoe e proteja a sua candidatura. Que ele te dê sabedoria, coragem e força”, afirmou Michelle. Encerrado o recado, ela voltou imediatamente a falar sobre seu trabalho com o eleitorado feminino, as dirigentes estaduais do PL Mulher e o projeto Alicça Brasil.

A ex-primeira-dama ressaltou que as mulheres representam 53% do eleitorado e convocou suas apoiadoras a ocuparem espaços de “decisão, liderança e poder”. Também agradeceu a Valdemar Costa Neto pelo apoio recebido durante sua passagem pelo comando do PL Mulher e afirmou ter transformado o grupo no maior movimento feminino partidário do país.

VÍDEO: Livre na Itália, Zambelli volta ao X e divulga candidatura da mãe a deputada


      Carla Zambelli falando para a câmera em vídeo nas redes sociais. Foto: Reprodução

A ex-deputada federal Carla Zambelli voltou ao X após deixar a prisão na Itália e usou um vídeo para avisar que retomará a comunicação direta com seus seguidores durante a campanha eleitoral.

No mesmo vídeo, Zambelli divulgou a candidatura da mãe, Rita Zambelli (PL-SP), que deve disputar uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo. Durante o período em que a ex-parlamentar ficou presa, Rita administrava as redes sociais da filha.

“Volto para minhas redes e vamos conversar durante toda essa campanha. Muita coisa tem para acontecer. Nós temos que falar do que está acontecendo de errado no Brasil e temos que apontar qual é o caminho, qual é a solução. E a solução passa, obviamente, pela eleição”, disse Zambelli.

VÍDEO: Bolsonaro de IA critica Judiciário em evento de Flávio e levanta questionamentos jurídicos


O candidato a presidência Flávio Bolsonaro, em evento de seu lançamento ao planalto. Foto: Jean Carniel/Reuters

Jair Bolsonaro não estava na convenção que oficializou a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, mas o PL colocou uma versão artificial do ex-presidente no telão. Um vídeo produzido com inteligência artificial recriou sua imagem e sua voz para transmitir um pronunciamento de apoio ao filho neste sábado (25), em São Paulo.

“Estou preso e calado por uma decisão arbitrária”, declarou o Bolsonaro sintético. Na sequência, a gravação afirmou que “nenhuma prisão” poderia interromper o movimento político comandado pelo ex-presidente e pediu aos apoiadores que recebessem Flávio “de braços abertos” como candidato à Presidência.

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e está proibido de usar telefone ou redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros. Em julho, Alexandre de Moraes também vetou a divulgação de manifestações político-eleitorais do ex-presidente por outras pessoas até o fim da eleição. É o caso de se perguntar: é legal atribuir ao condenado uma falação ainda que seja artificial?

VÍDEO – Lula reage à tentativa de interferência dos EUA: “Não venham meter o dedo nas nossas eleições”


           O presidente e candidato a reeleição, Lula (PT). Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (25) que qualquer tentativa estrangeira de interferir nas eleições brasileiras enfrentará uma reação dura do país. “Quem quiser de fora se meter nas eleições brasileiras vai apanhar muito aqui nas eleições”, declarou durante a convenção estadual do PT em Campinas.

“Que não venha ninguém de fora querer meter o dedo nas nossas eleições”, acrescentou Lula. O presidente afirmou que o destino do país será decidido pelos 157 milhões de eleitores brasileiros e reforçou que nenhuma autoridade estrangeira terá o direito de questionar ou dirigir o processo eleitoral.

A declaração ocorreu um dia depois de o Itamaraty negar vistos a Riley M. Barnes e Samuel Samson, dois integrantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos que pretendiam viajar a Brasília para tratar do sistema eleitoral brasileiro. A missão foi descrita por autoridades brasileiras como inusitada e politicamente sensível.

Segundo apuração do jornal The Washington Post, Barnes e Samson pretendiam levantar dúvidas sobre a integridade das urnas poucas semanas antes da votação. Autoridades ouvidas pela agência avaliaram que a iniciativa buscava influenciar o ambiente político e enfraquecer a confiança nas eleições.

VÍDEO: Rubinho ataca mãe falecida de Glauber e é chamado de “bandido”


O vereador e candidato a Deputado Federal, Rubinho Nunes (União Brasil) e o Deputado Federal, Glauber Braga (PSOL-RJ). Foto: Douglas Ferreira/Câmara dos Vereadores de São Paulo/Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O debate entre Glauber Braga (PSOL-RJ) e Rubinho Nunes (União Brasil-SP) no Podcast Três Irmãos terminou em gritaria depois que o vereador paulistano atacou a memória da mãe falecida do deputado. Glauber apontou o dedo para o adversário, chamou-o de “canalha”, “bandido” e “criminoso”, enquanto o apresentador Rodrigo Tchioro tentava encerrar uma discussão que já havia ultrapassado qualquer limite de civilidade.

Na reta final do programa, Rubinho afirmou que Saudade Braga, ex-prefeita de Nova Friburgo, havia sido processada por crimes e improbidade. Disse ainda que ela teria dado o primeiro emprego ao filho e questionou se Glauber alguma vez havia criado uma vaga de trabalho ou se sempre teria “mamado nas tetas públicas”. Em vez de enfrentar o deputado, Rubinho escolheu usar uma pessoa morta, que não estava ali para responder, como porrete político.

“Fale de mim, seu bandido criminoso”, reagiu Glauber. O deputado repetiu que sua mãe era falecida, exigiu que Rubinho deixasse sua família fora do confronto e disse que seria capaz de “muito mais do que um chute na bunda” para defender a honra dela.

Lula: “São Paulo na mão do Haddad vai ser muito maior”

Presidente oficializa chapa com Fernando Haddad, Márcio França, Simone Tebet e Marina Silva e destaca conquistas econômicas e de biografia dos aliados
Lula e Fernando Haddad
Crédito: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou oficialmente, neste sábado (25), a candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo do Estado de São Paulo. Durante o evento de oficialização, Lula defendeu a trajetória de seus aliados, exaltou as conquistas econômicas de sua gestão e alertou para o uso de tecnologias digitais e desinformação na disputa eleitoral pelos adversários.

Além da cabeça de chapa liderada por Haddad, a coligação paulista conta com o ex-governador Márcio França (PSB) como candidato a vice-governador. A composição para o Senado Federal é formada pelas candidatas Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).

Durante o seu discurso, o presidente destacou a densidade política e histórica dos nomes reunidos na aliança. “Poucas vezes na história de São Paulo a gente conseguir ter uma chapa da qualidade da que foi montada. São quatro pessoas que têm história e não se envergonham do passado. É conhecendo o passado deles é que a gente vai ter certeza de que o que eles assumirem de compromisso eles vão cumprir”, afirmou Lula.

Haddad detona “desleixo” de Tarcísio na economia, educação e segurança

Candidato ao governo paulista ainda criticou privatizações malsucedidas e denúncias de corrupção na gestão estadual

Fernando Haddad
Crédito: Reprodução/YouTube/PT

Durante discurso realizado neste sábado (25) no evento de lançamento oficial de sua candidatura ao governo de São Paulo, o ex-prefeito e ex-ministro Fernando Haddad (PT) fez duras críticas à gestão do atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Haddad apontou o que classificou como “desleixo” do governo paulista em áreas prioritárias como economia, educação pública, segurança e saneamento, além de denunciar casos de corrupção na administração e pedir mobilização para derrotar a atual gestão estadual.

A chapa encabeçada por Haddad conta com o candidato a vice-governador Márcio França (PSB) e com as candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede). Ao abrir o seu discurso, Haddad relembrou o cenário político e econômico enfrentado no âmbito federal nas eleições de 2022, quando o presidente Lula (PT) derrotou Jair Bolsonaro (PL).

“Em 2022 enfrentamos um grande desafio, que foi derrotar o governo Bolsonaro. E quando a população derrota um governo ela coloca na balança uma série de problemas que ela enfrentou ao longo da gestão e toma a decisão de mudar”, afirmou. Haddad enfatizou a gravidade da crise sanitária no período, destacando que o Brasil registrou 10% de todas as mortes mundiais por Covid-19, totalizando mais de 700 mil vítimas, mesmo representando apenas 2% da população do planeta, devido a uma atuação que classificou como “irresponsável”.