terça-feira, 4 de agosto de 2026

Lula quer participação de Alckmin e Haddad na elaboração do plano econômico do 4º mandato

Aliados são vistos pelo presidente como nomes capazes de reduzir resistências no mercado e no setor produtivo

Vice-presidente Geraldo Alckmin; ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e presidente Luiz Inácio Lula da Silva em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília 25/08/2025 REUTERS/Adriano Machado
Crédito: REUTERS/Adriano Machado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer envolver o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e Fernando Haddad (PT), ex-ministro da Fazenda, na formulação das propostas econômicas de um eventual quarto mandato. A avaliação no entorno do presidente é que os dois aliados têm credibilidade junto ao mercado financeiro e poderiam ajudar a diminuir resistências no setor produtivo. As informações foram publicadas pelo blog do jornalista Gustavo Uribe, da CNN Brasil

Lula pretende incluir no programa uma sinalização de ajuste das contas públicas, a redução de gastos de empresas estatais e a defesa de um arcabouço fiscal mais restritivo.


A proposta em discussão prevê mudanças nas regras fiscais atuais. Hoje, o arcabouço limita o aumento das despesas primárias do governo federal a uma parcela do crescimento das receitas. A ideia, de acordo com a CNN Brasil, seria reduzir o número de exceções permitidas pela regra, entre elas despesas voltadas à modernização das Forças Armadas e a ajuda emergencial a estatais.

Outro ponto em análise é tornar mais apertado o limite de crescimento dos gastos públicos. Atualmente, o intervalo de expansão das despesas vai de 0,6% a 2,5% acima da inflação prevista para o ano.

Na equipe do governo, há a defesa de que as novas regras sejam apresentadas com a promessa de aprovação já no primeiro ano de um eventual novo mandato. A gestão petista deve encerrar este ano com gastos equivalentes a 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) fora das restrições do arcabouço fiscal em vigor.

O movimento também tem objetivo político-eleitoral. A nova proposta econômica buscaria responder a críticas de adversários de Lula, que devem explorar o tema das contas públicas na campanha, e tentar aproximar uma parcela do empresariado que aponta risco de descontrole fiscal.

Além da economia, Lula foi aconselhado a retomar a defesa da criação do Ministério da Segurança Pública. A proposta viria acompanhada da implementação de uma guarda nacional, com atuação em decretos de Garantia da Lei e da Ordem (GLOs).

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil

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