O ato que lançou a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) em Copacabana reuniu cerca de 9 mil pessoas e provocou reclamações internas no partido sobre o formato das próximas mobilizações. Integrantes da legenda avaliaram que a área reservada na orla expôs espaços vazios e deu uma imagem de baixa concentração de apoiadores, segundo o jornal O Globo.
O Monitor do Debate Político da USP/Cebrap estimou o público do evento. Aliados de Flávio contrapõem o número da manifestação presencial aos cerca de 35 mil espectadores simultâneos que acompanharam a transmissão pela internet.
A comparação com atos anteriores de Jair Bolsonaro na Avenida Atlântica pesou na avaliação do PL. Em 7 de setembro de 2022, o então presidente reuniu aproximadamente 64 mil pessoas no local durante sua campanha à reeleição; dois anos depois, um ato pró-anistia comandado por ele levou cerca de 32 mil bolsonaristas à orla.
Dirigentes partidários afirmaram que já esperavam um público menor, mas defendem que a organização poderia ter escolhido uma área mais curta da praia ou outro endereço. A medida, na avaliação deles, aumentaria a concentração visual dos participantes.
Ausências e convocação tardia entram na avaliação do PL
Michelle Bolsonaro participa de primeiro de campanha da governadora Celina Leão (PP). Foto: Divulgação
Flávio Bolsonaro não contou com Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, nem com figuras de grande poder de mobilização entre bolsonaristas, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o pastor Silas Malafaia.
Michelle fez sua estreia eleitoral em Ceilândia, no Distrito Federal, onde disputa uma vaga no Senado. Nikolas não participou do lançamento, enquanto Flávio esteve acompanhado sobretudo por aliados do Rio de Janeiro e pela cúpula do PL, incluindo o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto.
Malafaia afirmou antes do evento que não participaria por considerar a agenda um ato eleitoral de Flávio. “Não vou, não. Isso é ato de campanha. Não tem por que ir”, disse o pastor, que depois enviou um áudio com “apoio irrestrito” ao candidato.
A campanha anunciou o encontro apenas na quinta-feira, três dias antes da realização. Aliados apontaram que atos de maior porte exigem mais tempo de divulgação, especialmente para atrair apoiadores de outras regiões, e discutem ajustar o tamanho dos próximos eventos à capacidade de mobilização de Flávio e à presença de aliados em cada cidade.
Fonte: DCM com informações do jornal O Globo
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