sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Flávio Bolsonaro diz “não entender tanto de economia” e pergunta a Daniella Marques sobre Selic

 Em podcast, candidato do PL perguntou à ex-presidente da Caixa qual seria o ritmo de queda dos juros em eventual governo

       Flávio Bolsonaro  -  Crédito: Lula Marques/Agência Brasil

O candidato à Presidência pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, afirmou que “não entende tanto de economia” ao questionar a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques sobre o comportamento da taxa Selic em caso de vitória eleitoral.

A declaração foi feita durante entrevista ao podcast Market Makers e divulgada na quinta-feira (6). No diálogo, Flávio buscou saber se as sinalizações de um eventual governo teriam efeito rápido sobre os juros.

“Não entendo tanto de economia. Vamos supor, ganhamos a eleição. Como funciona a próxima taxa de juro com as sinalizações que vamos fazer? Ela cai rápido ou demora a cair?”, perguntou o senador.

Daniella respondeu que a redução poderia ocorrer rapidamente, associando parte do movimento à reação da curva de juros. “Cai rápido. Um pedaço do ajuste vem na curva. Cada um ponto de Selic custa R$ 90 bilhões. Se você faz um corte de 1,5 ponto, 2,5 vem do próprio ajuste da curva. O Brasil não precisa de presidente que entenda de economia, precisa de presidente que tenha vontade política de aprovar o que tem que ser aprovado no Congresso.”


A fala ocorre em meio ao debate sobre o custo dos juros e a condução da política fiscal. Flávio tem defendido que um corte de gastos poderia provocar, em pouco tempo, uma redução da taxa básica de juros.

Na véspera, quarta-feira (5), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual pela quarta vez consecutiva, levando a taxa a 14% ao ano. Apesar do corte, o colegiado indicou que seguirá acompanhando o cenário para manter uma “restrição adequada” nos juros.

As projeções do relatório Focus apontam Selic de 13,75% ao fim de 2026 e de 12% ao fim de 2027. O tema deve permanecer no centro da campanha, especialmente diante da tentativa de Flávio Bolsonaro de vincular ajuste fiscal, expectativas do mercado e redução do custo da dívida pública.

Fonte: Brasil 247

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