quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Criminalidade e corrupção lideram principais preocupações dos brasileiros, mostra pesquisa

 Levantamento Latam Pulse revela que segurança e combate à corrupção superam saúde, educação e desemprego entre as prioridades do eleitorado

     Agentes da Polícia Federal - Crédito: Brasil 247 / Dall-E

A menos de duas semanas para o início oficial das campanhas eleitorais, a segurança pública, o combate à corrupção e a gestão da economia aparecem no topo da lista das maiores preocupações da população brasileira. Os temas superam demandas históricas, como os serviços de saúde, a educação e o desemprego, informa o levantamento Latam Pulse, realizado pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg.

De acordo com o estudo, a criminalidade e o tráfico de drogas, ao lado da corrupção e das oscilações de economia e inflação, mantêm-se como os fatores de maior peso na percepção dos eleitores aptos a votar nas próximas eleições.

No levantamento, no qual cada participante pôde selecionar até três opções de resposta, a criminalidade e o tráfico de drogas lideram o ranking de gargalos nacionais, citados por 61,3% dos entrevistados. A corrupção surge logo em seguida, apontada por 57,5% dos ouvidos. O terceiro lugar é ocupado pela preocupação com a economia e a inflação, mencionada por 22%. A percepção pública inclui ainda a situação da saúde e da educação entre os cinco problemas prioritários do país.


Na ponta oposta do indicador, com os menores índices de citação, figuram a violência policial (3%), a infraestrutura de estradas, portos e aeroportos (0,6%), a mudança dos valores tradicionais (0,5%) e o controle de migração e fronteiras, que registrou 0%.

A pesquisa ouviu 5.021 brasileiros com mais de 16 anos entre os dias 22 e 27 de julho, utilizando a metodologia Atlas Random Digital Recruitment (RDR). O levantamento possui margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.

Percepção de Risco Político

O estudo também mensurou a avaliação dos brasileiros sobre o Índice de Risco Político para os próximos seis meses. O indicador consolida três dimensões centrais — criminalidade e corrupção, instabilidade institucional e conflito social — com o objetivo de mapear a previsibilidade e a estabilidade da conjuntura nacional em uma escala de 0 a 100. Quanto maior a pontuação, mais elevada é a percepção de instabilidade.

O eixo focado em criminalidade e corrupção registrou a maior nota de risco, alcançando 61 pontos. O indicador de instabilidade institucional pontuou 36, enquanto o de conflito social ficou em 19 pontos.

Analisando a probabilidade de eventos específicos no semestre, 47% dos entrevistados consideram “muito provável” o surgimento de grandes fraudes ou esquemas de corrupção. A ocorrência de um aumento em ataques ou assassinatos associados a facções criminosas é vista como muito provável por 36% do eleitorado, enquanto 32% projetam o crescimento de furtos e assaltos. Além disso, 25% avaliam ser muito provável que o governo enfrente obstáculos para formar maioria no Congresso Nacional.

Em contrapartida, eventos de ruptura ou crise aguda — como destituição do presidente da República, greves gerais de ampla escala, paralisação de centros urbanos e vias de transporte, protestos violentos com depredação do patrimônio público ou tentativas de golpe de Estado — concentram as maiores parcelas nas opções “pouco provável” e “nada provável”.

Fonte: Brasil 247

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