Ex-primeira-dama manifesta apoio à chapa formada por Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar após ausência no anúncio oficial e em meio ao processo de reconciliação com o senador
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro declarou nesta quarta-feira (5) apoio à escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL) para a disputa ao Palácio do Planalto. A manifestação foi feita por meio das redes sociais, horas após a apresentação oficial da chapa em Brasília, da qual Michelle esteve ausente.
Na publicação, Michelle desejou sucesso à candidatura e defendeu a união do grupo político em torno da campanha. A declaração ganhou destaque por ocorrer após meses de divergências públicas entre ela e Flávio Bolsonaro, especialmente em torno da definição da vice-presidência e da participação feminina na composição da chapa.
“Que essa escolha receba as bênçãos de Deus e que a chapa Flávio-Alfredo possa ser vitoriosa”, escreveu a ex-primeira-dama.
Michelle também agradeceu às mulheres que colocaram seus nomes à disposição para ocupar a vaga de vice-presidente, sem demonstrar insatisfação com a decisão final.
“Agradeço a todas as Mulheres de Bem que, corajosamente, colocaram os seus nomes à disposição para a vaga.”
Ao concluir a mensagem, reforçou o discurso de unidade entre os aliados: “A caminhada está apenas começando e nós estaremos todos unidos pelo bem da nossa Nação.”
A ausência de Michelle no evento de apresentação de Alfredo Gaspar chamou atenção. Segundo a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), uma das principais aliadas da ex-primeira-dama, ela permaneceu em casa para cuidar do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Michelle não veio porque está fazendo comida para o marido. Tentamos trazer ela”, afirmou Damares.
Crise teve origem em disputa sobre alianças no Ceará
O posicionamento de Michelle era aguardado porque a definição do candidato a vice envolvia dois temas centrais das divergências entre ela e Flávio Bolsonaro: a defesa da presença de uma mulher na chapa e sua influência nas decisões políticas da campanha.
A crise entre os dois veio a público no fim de junho, quando divergiram sobre a estratégia eleitoral do PL no Ceará. Michelle era contrária ao acordo firmado pela direção do partido com Ciro Gomes (PSDB) e defendia a candidatura da vereadora Priscila Costa (PL-CE) ao Senado. A aliança apoiada por Flávio retirou Priscila da composição.
Na ocasião, Michelle publicou vídeos criticando o enteado, acusando-o de desrespeitá-la e de minimizar sua relevância política. Posteriormente, Flávio Bolsonaro fez um pedido público de desculpas, e ambos passaram a demonstrar sinais de reaproximação.
Durante as negociações para a escolha da vice-presidência, Priscila Costa voltou a ser considerada. Também foram cogitados os nomes da senadora Tereza Cristina (PP-MS) e de Daniella Marques (Republicanos). No entanto, as conversas não avançaram após PP e Republicanos decidirem não integrar a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.
Fonte: Brasil 247
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