A controvérsia ganhou força após a Fifa suspender a execução da punição automática imposta ao jogador Folarin Balogun
O árbitro brasileiro Raphael Claus passou a ser criticado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após aplicar cartão vermelho ao atacante Folarin Balogun na vitória por 2 a 0 da equipe estadunidense sobre a Bósnia e Herzegovina, segundo informações publicadas nesta segunda-feira (6) do Metrópoles.
A controvérsia ganhou força após a Fifa suspender a execução da punição automática imposta ao jogador, permitindo que Balogun ficasse à disposição da seleção dos EUA para enfrentar a Bélgica nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O chefe da Casa Branca levantou acusações de suspeição contra Raphael Claus depois da decisão tomada em campo.
Natural de Santa Bárbara d’Oeste, no interior de São Paulo, Raphael Claus tem 45 anos e integra o quadro de árbitros da Fifa desde 2015. No futebol brasileiro, consolidou-se como um dos nomes mais acionados em partidas de grande peso, com presença frequente em jogos do Campeonato Brasileiro, da Copa do Brasil, clássicos estaduais e confrontos decisivos organizados pela CBF.
A carreira internacional também tornou o paulista uma referência da arbitragem brasileira fora do país. Claus trabalhou na Copa do Mundo do Catar, em 2022, e voltou a ser escalado para o Mundial de 2026. Além das Copas, comandou partidas de competições organizadas pela Conmebol, como Libertadores, Copa Sul-Americana e Recopa Sul-Americana.
O lance que gerou a polêmica ocorreu aos 19 minutos do segundo tempo da partida entre EUA e Bósnia e Herzegovina, válida pelos 16 avos de final da Copa. Em um primeiro momento, Claus mandou o jogo seguir. Depois, foi chamado pelo VAR para revisar a jogada entre Balogun e o zagueiro Muharemovic.
Após observar as imagens no monitor à beira do campo, o árbitro brasileiro decidiu expulsar Balogun com cartão vermelho direto. A revisão indicou que o atacante norte-americano pisou com força no calcanhar do defensor bósnio durante a disputa de bola.
A expulsão tiraria Balogun automaticamente do confronto seguinte dos EUA, marcado contra a Bélgica, em Seattle. Mas o Comitê Disciplinar da Fifa suspendeu a aplicação imediata da punição, em decisão divulgada no domingo (5).
“Em aplicação do Artigo 27 do Código Disciplinar da FIFA, a execução da suspensão automática de uma partida do jogador dos EUA Folarin Balogun fica suspensa por um período probatório de um (1) ano”, informou a entidade.
Com a decisão, Balogun pôde reforçar os EUA nas oitavas de final, enquanto Raphael Claus passou a ocupar o centro de uma discussão que extrapolou o debate técnico sobre arbitragem e chegou ao cenário político norte-americano. O caso também reacendeu a atenção sobre o uso do VAR em lances de expulsão direta e sobre o peso das decisões disciplinares da Fifa durante o torneio.
Antes de se firmar no quadro internacional, Claus construiu sua trajetória em competições da Federação Paulista de Futebol. O desempenho em jogos estaduais abriu caminho para a ascensão no Campeonato Brasileiro e, posteriormente, para a entrada na lista da Fifa, onde passou a representar a arbitragem brasileira em competições de alto nível.
A repercussão do caso ocorre em meio à campanha dos Estados Unidos na Copa do Mundo de 2026, torneio disputado também em solo norte-americano. A classificação da seleção anfitriã às oitavas, que já tinha apelo esportivo e político no país, ganhou novo componente após a reversão prática da punição de Balogun e as críticas dirigidas a Raphael Claus.
Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles
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