quarta-feira, 29 de julho de 2026

Campanha de Flávio Bolsonaro já se preocupa com avanço de Lula entre evangélicos

Queda de vantagem na pesquisa Quaest e pessimismo nas igrejas levam coordenação a criar núcleo para conter o presidente

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Diante de críticas sobre a excessiva centralização das articulações políticas da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, o coordenador da empreitada, senador Rogério Marinho (PL-RN), decidiu descentralizar algumas frentes de atuação e determinou a criação de um núcleo específico para realizar o trabalho de corpo a corpo com o eleitorado evangélico, buscando conter o avanço das investidas do presidente Lula (PT) sobre esse segmento, informa Bela Megale, do jornal O Globo.


A estratégia traçada pela coordenação envolve a montagem de uma força-tarefa composta por cerca de seis lideranças religiosas que não sejam políticas, mas que possuam ampla capilaridade pelo país. A proposta é que esses nomes estejam frequentemente no QG da campanha de Flávio e mantenham contato constante com pastores e fiéis da base evangélica.

Em outra frente de ação, o próprio Flávio Bolsonaro deve pedir ao pastor Silas Malafaia que organize um grande encontro com líderes evangélicos de diferentes igrejas para demonstrar apoio público à sua candidatura ao Palácio do Planalto. A iniciativa reproduz o movimento feito por Malafaia em apoio a Jair Bolsonaro (PL) durante o pleito de 2022. O plano prevê que esse evento aconteça já nas próximas semanas para tentar estancar o ritmo das investidas da campanha de Lula sobre o segmento.


Vantagem encolhe e clima é de dúvida nas igrejas

O movimento de reação da campanha ocorre em um momento de acentuada diminuição da vantagem da candidatura sobre a concorrência no segmento. A pesquisa Quaest deste mês revelou que Flávio Bolsonaro segue à frente de Lula na intenção de votos do eleitorado evangélico. No entanto, a margem de preferência, que era de 37 pontos em maio, encolheu para 22 pontos no levantamento mais recente.

Além disso, lideranças religiosas que apoiam a candidatura de Flávio estão pessimistas com o clima captado no interior das igrejas e templos. Em conversas com suas bases, esses líderes afirmam que hoje há muita dúvida sobre a efetividade da candidatura de Flávio à Presidência. A avaliação dessas lideranças é de que a postura demonstrada atualmente por esse eleitorado é totalmente distinta da mobilização vista em 2022, quando Jair Bolsonaro disputou a eleição contra Lula.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

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