quarta-feira, 24 de junho de 2026

“O povo brasileiro não vai entregar a Presidência à família Bolsonaro”, diz Dirceu


           Presidente Lula e Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

O ex-ministro José Dirceu afirmou estar confiante de que o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, não vencerá as eleições deste ano. Em post no X, ele relacionou sua avaliação ao histórico do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, seu pai, e à proximidade da família com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Eu não acredito que o povo brasileiro vá entregar a Presidência da República à família Bolsonaro, principalmente pela relação que eles têm com Donald Trump e com os Estados Unidos, pelo que significou o governo do pai deles para o Brasil e pelo que significa o governo Trump para os EUA e para o mundo”, afirmou.

Flávio Bolsonaro, Paulo Figueiredo e Eduardo Bolsonaro em encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump. Foto: Reprodução
Dirceu também detonou as articulações golpistas do clã com Trump. “Como alguém da classe média pode votar em quem promete fazer a mesma política de Trump, marcada pelo racismo, pela xenofobia, pela homofobia, pelo negacionismo ambiental e pelo autoritarismo? É entregar o destino do nosso país nas mãos de Trump e dos interesses estrangeiros”, prosseguiu.

Ele ainda afirmou que existe uma resistência ao governo Trump dentro dos próprios Estados Unidos por uma “parcela expressiva da população”. “Sua política não tem produzido os resultados esperados nem no plano internacional nem dentro dos próprios Estados Unidos”, avaliou.



As declarações ocorreram em meio ao aumento das intenções de voto do petista em diversas pesquisas. A Indexa divulgada nesta semana, por exemplo, mostra Lula com 42% contra 31% de Flávio no primeiro turno. Na segunda etapa da disputa, o atual mandatário tem 47% contra 40% do parlamentar.

Um levantamento do Datafolha também apontou que 74% dos entrevistados rejeitam a possibilidade de ações dos Estados Unidos contra integrantes do PCC e do CV em território brasileiro sem autorização do governo. A pesquisa foi feita após Trump classificar as facções criminosas como organizações terroristas.

Fonte: DCM

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