sexta-feira, 15 de maio de 2026

O pedido de ajuda de Lula a Trump para prender Ricardo Magro, dono da Refit


      Lula e Donald Trump na Casa Branca. Foto: reprodução

Alvo de prisão na Operação Sem Refino, da Polícia Federal, nesta sexta-feira (15), o empresário Ricardo Magro, dono da Refit foi pauta da conversa entre os presidentes Lula e Donald Trump na Casa Branca. A ação da PF mira o escândalo envolvendo a Refinaria de Manguinhos, a Refit, de Magro. O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) também foi alvo de buscas.

Magro é considerado o maior devedor de ICMS do estado de São Paulo, o segundo maior do Rio de Janeiro e um dos maiores devedores da União. Empresas ligadas ao grupo são investigadas por suspeita de movimentar recursos em esquemas de fraude tributária monitorados há anos por autoridades federais.

Magro vive em Miami e já era alvo de mandados no Rio de Janeiro. Após o encontro, Lula afirmou em coletiva que havia pedido ajuda para prisão e deportação de brasileiros investigados que vivem nos Estados Unidos.

Em entrevista anterior à TV Record Bahia, Lula citou diretamente o dono da Refit e o classificou como um dos chefes do crime organizado no país. O presidente disse que o governo quer mirar o “andar de cima” da corrupção.

“Mas o que nós queremos, na verdade, é chegar no andar de cima da corrupção. O que nós queremos é chegar aos magnatas da corrupção que não moram na favela. Eu disse para o Trump: se você quiser combater o crime organizado de verdade, o Brasil está disposto a jogar todo o peso que a gente puder jogar para combater”, disse o presidente.

“E você poderia começar me entregando os brasileiros que estão aí. Tenho o endereço da casa e tenho o nome das pessoas brasileiras que têm praticado crime e que estão foragidas nos Estados Unidos. E eu estou aguardando sobretudo o dono da Refit, que é o principal deles”.

Ricardo Magro, dono da Refit. Foto: reprodução
Segundo o Globo, o Supremo Tribunal Federal pediu a inclusão de Magro na lista da Interpol. A Justiça também determinou a inclusão de um dos investigados na Difusão Vermelha, mecanismo usado para localizar e prender pessoas procuradas internacionalmente.

Na operação desta sexta, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão contra Cláudio Castro em sua casa, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Ao todo, são 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal.

A Refit é investigada por suspeitas de fraude fiscal e importação irregular de combustíveis. As autoridades apuram se a unidade operava como uma “refinaria fantasma”, simulando atividades de refino e importando derivados praticamente prontos para reduzir a carga tributária.

De acordo com a PF, a Operação Sem Refino apura a atuação de um conglomerado econômico do setor de combustíveis suspeito de usar estruturas societárias e financeiras para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.

A Justiça determinou ainda o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas. A investigação integra apurações conduzidas pela PF no âmbito da ADPF 635/RJ, relacionada à atuação de organizações criminosas e suas conexões com agentes públicos no Rio. A ação contou com apoio técnico da Receita Federal.

Fonte: DCM

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