Vice-presidente afirma que eleições permitirão comparar democracia e autoritarismo no Brasil
O vice-presidente Geraldo Alckmin criticou a defesa de regimes autoritários ao comentar o cenário das eleições de 2026 e afirmou que o processo eleitoral permitirá comparar democracia e autoritarismo no Brasil. A declaração foi feita durante encontro com jornalistas, em meio à sua saída do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
De acordo com o G1, Alckmin relacionou a crítica ao pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, e destacou que o debate eleitoral deve evidenciar diferenças entre modelos de governo. “O que vai valer mesmo é depois que começa a campanha eleitoral. Vai poder comparar governos. Democracia, nós salvamos a democracia, versus ditadura, autoritarismo. Quem defende ditadura não devia nem ser candidato. Se não acreditar no povo, por que disputar?”, afirmou.
◎ Pesquisas e cenário eleitoral
Ao comentar levantamentos que indicam vantagem de adversários sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Alckmin relativizou os dados e afirmou que “pesquisa é momento". Segundo ele, o cenário tende a mudar com o início da campanha, quando os eleitores poderão comparar gestões e propostas de forma mais ampla.
◎ Multipartidarismo e governabilidade
O vice-presidente também avaliou a pré-candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência pelo PSD, classificando como natural o grande número de candidatos no país. Ele destacou, porém, que o excesso de partidos dificulta a governabilidade.
“Diferente de outros países, que têm cinco ou seis partidos, temos mais de 30. É natural que tenha mais candidatos, não vejo problema nisso. É natural que, no futuro, venhamos reduzindo o número de partidos. Há um multipartidarismo exagerado, com a cláusula de barreira, ir limitando um pouco o número de partidos. Dificulta a governabilidade, tem de ter menos partidos”, disse.
◎ Pré-candidatura com Lula
Alckmin afirmou que ficou honrado com o anúncio feito por Lula sobre sua pré-candidatura à Vice-Presidência, durante reunião ministerial. Ele destacou que a decisão reflete o compromisso com a vida pública.
“A gente, na vida pública, muitas vezes não escolhe como servir. É a vida pública que escolhe a maneira de melhor servir. Lula disse pra eu escolher. Pra mim, estava encaminhado. Ele não falou que ia falar na reunião com ministros, mas me senti honrado”, declarou.
◎ Tom da campanha
Ao final, o vice-presidente ressaltou o espírito com que pretende conduzir a disputa eleitoral. “Vamos suar a camisa. Não vejo como mata-mata ou corrida de cavalo. Uma campanha é um ato de amor, amor ao país, amor ao povo”, concluiu.
Fonte: Brasil 247 com informações do G1
Nenhum comentário:
Postar um comentário