quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

VÍDEO – Vereadora do PSDB tenta intimidar morador de rua e leva invertida


       A vereadora Talita Galhardo discutindo com um morador de rua. Foto: Divulgação

A vereadora Talita Galhardo (PSDB) está sendo detonada nas redes sociais após a circulação de um vídeo gravado por ela na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. As imagens, divulgadas na sexta-feira (6), mostram a parlamentar discutindo com um casal em situação de rua sob uma ponte do bairro.

Integrante da Comissão de Segurança e de Defesa Civil da Câmara, Talita inicia a gravação se aproximando do casal e tenta intimidá-lo. Ao perceber que estava sendo filmada, a mulher pede: “Ah, moça, não grava, não”. A vereadora insiste: “Não, não. Eu quero saber… Vocês moram aqui? O que vocês fazem aqui?”.

O homem afirma que dorme na rua, mas nega permanecer naquele ponto específico. Ela rebate: “Ah, mas tem cama aqui. Não é lugar pra ficar, né?”. Em seguida, ela mostra uma tomada instalada no local e questiona a origem da ligação.

“Isso é daí mesmo”, responde o morador. A vereadora discorda: “Daí mesmo, não. Isso aqui é gato, né [ligação de energia clandestina]. Já recebi uma foto de celular sendo carregado aqui, vocês têm celular?”.

A parlamentar então questiona se ele deseja ir para um abrigo e afirma: “Tá vendo como você é agressivo? Por isso que as pessoas ficam com medo”. O morador responde: “A senhora é vereadora de rico (…). A senhora pensa que todo mundo que tá na rua é burro (…). [Eu estou falando contra] a pessoa que só quer atacar o oprimido”.


Em dezembro de 2025, ela teve outra atitude absurda ao pedir que moradores do Rio não distribuíssem quentinhas a pessoas nas ruas. “Com todo respeito ao espírito natalino e à boa vontade das pessoas, de bom coração, pelo amor de Deus, não fiquem distribuindo quentinhas na rua”, declarou, ao argumentar que a prática poderia estimular a permanência nas vias públicas e dificultar o acolhimento institucional.

Entre 2021 e 2023, quando foi subprefeita de Jacarepaguá (RJ), Talita afirmou que acompanhou a realidade das casas de acolhimento. “Existem vagas sim, mas eles não querem ir para esses abrigos porque nos abrigos não se pode consumir drogas, têm horários estipulados para tudo e não pode dormir homem junto com mulher, então eles não querem seguir essas regras”, disse em vídeo publicado nas redes sociais.

Fonte: DCM

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