quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Presidente da CPI do Crime Organizado pede convocação de irmãos de Dias Toffoli no âmbito do caso Master

Senador Fabiano Contarato apresentou requerimentos de convocação e de quebra de sigilos no Caso Master

Brasília-DF - 05/11/2025 - Senador Fabiano Contarato, durante entrevista à Agência Brasil (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

O senador Fabiano Contarato (PT-ES), presidente da CPI do Crime Organizado, protocolou nesta quinta-feira (12) requerimentos que incluem a convocação de José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, no âmbito das apurações sobre o caso Banco Master.

Segundo o jornal O Globo, os pedidos deverão ser analisados na próxima reunião da comissão, marcada para 24 de fevereiro. Segundo o senador, os requerimentos relacionados ao banco, inclusive aqueles que envolvem ministros do STF, estarão na pauta do colegiado.

Em nota, Contarato afirmou que a comissão exerce papel constitucional na fiscalização de possíveis irregularidades associadas ao sistema financeiro. “A CPI do Crime Organizado cumpre uma função constitucional de investigar e fiscalizar a atuação de organizações criminosas que se utilizam do sistema financeiro nacional. Não podemos nos omitir diante desse escândalo que continua nos surpreendendo e horrorizando pela gravidade dos fatos revelados”, declarou.

O parlamentar também assegurou que os trabalhos ocorrerão sem interferências. “O compromisso da CPI é unicamente com a Constituição e o interesse público. Não abro mão disso e garanto que a CPI continuará pautada pela independência. Ninguém será blindado, não importa o cargo, o poder que exerça ou a hierarquia que ocupe dentro ou fora das estruturas do Estado”, escreveu.

☉ Pressão política no caso Banco Master

A apresentação dos requerimentos ocorre em meio ao aumento da pressão da oposição sobre Dias Toffoli no contexto do caso Banco Master. Mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, dono da instituição, mencionam o ministro, o que levou parlamentares do PL e do Novo a apresentarem representações à Procuradoria-Geral da República (PGR), pedindo sua saída da relatoria do processo no STF. Além disso, um novo pedido de impeachment contra o ministro deverá ser protocolado no Senado, ampliando a ofensiva política em torno do caso.

☉ Pedidos de impeachment e representações na PGR

Parlamentares também defendem a instalação de uma CPI específica para investigar a atuação do Banco Master. A proposta, entretanto, enfrenta resistência da cúpula do Congresso, que tem adotado postura de cautela e prefere aguardar o andamento das investigações no Supremo.

Em nota divulgada nesta semana, o gabinete de Dias Toffoli afirmou que os questionamentos se baseiam em ilações. Posteriormente, o ministro admitiu ter sido sócio de uma empresa que detinha participação em um resort no Paraná e informou que vendeu sua parte a um fundo ligado ao pastor Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro. Toffoli também declarou que nunca recebeu valores do banqueiro ou de familiares dele.

☉ Quebra de sigilos e documentos do BC

Nos requerimentos apresentados, Contarato solicitou ainda a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da gestora de fundos Reag e de seu fundador, João Carlos Mansur. O senador também pediu que o Banco Central encaminhe à CPI o processo administrativo que resultou na liquidação extrajudicial da instituição.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Nenhum comentário:

Postar um comentário