Agostina Páez foi denunciada pelo Ministério Público após episódio em bar de Ipanema, na zona sul
Agostina Páez acumula 80 mil seguidores nas redes sociais. Ela é acusada de injúria racial contra gerente de bar no Rio de Janeiro (Foto: Reprodução)
A Justiça do Rio de Janeiro revogou nesta sexta-feira (6) a prisão preventiva da advogada argentina Agostina Páez, de 29 anos, acusada de injúria racial contra funcionários de um bar em Ipanema, na zona sul da capital fluminense. A decisão, segundo o UOL, ocorreu poucas horas depois de a mulher ter sido detida pela Polícia Civil.
● Decisão foi tomada horas após detenção
A prisão preventiva, que havia sido decretada por tempo indeterminado, foi derrubada no mesmo dia em que Agostina Páez foi presa. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre os fundamentos da decisão judicial.
● MP-RJ denunciou advogada argentina por injúria racial
A denúncia contra Agostina Páez foi apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, que a acusa formalmente de injúria racial. O episódio teria ocorrido em um bar localizado em Ipanema, bairro turístico e movimentado da zona sul carioca.
De acordo com a ação penal, Agostina estava com duas amigas em um bar na Rua Vinícius de Moraes, em Ipanema, quando discordou do valor da conta e chamou um funcionário do estabelecimento de “negro”, de forma ofensiva, com o propósito de discriminá-lo e inferiorizá-lo em razão de sua raça e cor.
Ainda segundo a denúncia, mesmo após ser advertida pela vítima de que a conduta configurava crime no Brasil, a influencer se dirigiu à caixa do bar e a chamou de “mono” (“macaco”, em espanhol), além de fazer gestos simulando o animal. A conduta, de acordo com o Ministério Público, demonstraria a intenção de ofender e humilhar os trabalhadores do local.
O MPRJ afirma também que, depois de sair do bar, Agostina voltou a praticar novas ofensas racistas. Na calçada em frente ao estabelecimento, ela teria proferido outras expressões, emitido ruídos e feito novamente gestos imitando macaco contra três funcionários do bar.
Na denúncia, o Ministério Público rejeitou a versão apresentada pela argentina de que os gestos teriam sido apenas brincadeiras dirigidas às amigas, “especialmente diante do fato de que uma das turistas tentou impedir Agostina de continuar com as ofensas, o que evidencia a consciência da acompanhante quanto à reprovabilidade da conduta”, diz o MPRJ.
Agostina Páez é advogada e influencer, filha de um empresário do ramo de transportes na Argentina. Ela é natural de Santiago del Estero, no norte do país, e mantém presença nas redes sociais, onde soma mais de 80 mil seguidores no TikTok, embora o perfil esteja atualmente desativado. No Instagram, a conta também se encontra suspensa.
Fonte: Brasil 247 com informações do UOL
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