terça-feira, 19 de agosto de 2025

Governo Trump promete “toda a força” contra Maduro ao enviar navios de guerra à Venezuela

 

Trump e Maduro. Foto: Divulgação
O governo de Donald Trump promete usar “toda a força” contra Nicolás Maduro. A declaração foi feita pela porta-voz Karoline Leavitt, que classificou o presidente venezuelano como “fugitivo” e “chefe de um cartel narcoterrorista”. O anúncio reacende a política de confronto de Washington, agora em um contexto de instabilidade regional, e deixa claro que os EUA mantêm sua linha de intervenção direta na América Latina.

“Maduro não é um presidente legítimo. Ele é um fugitivo e chefe de um cartel narcoterrorista acusado nos EUA de tráfico de drogas. Trump está preparado para usar toda a força americana para deter o tráfico de drogas”, disse Leavitt, a jornalistas, na Casa Branca.

Três destróieres equipados com sistemas de mísseis Aegis foram deslocados para o Caribe, acompanhados de mais de 4 mil militares, em uma clara demonstração de força dos EUA às vésperas de novas rodadas de tensão com Caracas.

Do lado venezuelano, Maduro respondeu que o país “defenderá nossos mares, nossos céus e nossas terras” contra “a ameaça bizarra e absurda de um império em declínio”, em referência direta ao governo norte-americano.

A ofensiva inclui ainda a elevação da recompensa pela captura de Maduro para US$ 50 milhões, valor superior ao que foi oferecido por Osama Bin Laden após os atentados de 11 de setembro. A escalada de pressões indica que Trump aposta em transformar a Venezuela em palco de demonstração de poder dos EUA, ao mesmo tempo em que amplia o risco de confrontos militares na região.

A retórica de Leavitt e a movimentação bélica confirmam que Washington insiste em tratar a América Latina como quintal estratégico, ignorando alternativas diplomáticas e aprofundando a crise política e social no país vizinho.

Fonte: DCM

Ataque de Michelle a Lula com termo “pinguço” recebe 80% de rejeição nas redes


A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o presidente Lula (PT). Foto: Reprodução

As declarações de Michelle Bolsonaro chamando o presidente Lula (PT) de “pinguço” geraram forte rejeição nas redes sociais — inclusive entre eleitores moderados. Segundo levantamento encomendado pelo Metrópoles à empresa AP Exata, 80,7% dos 100 mil posts analisados desaprovaram o ataque feito pela ex-primeira-dama.

Durante evento do PL no domingo, Michelle disse que Lula é “mentiroso, cachaceiro, pinguço e irresponsável”. Foi a primeira vez que ela adotou um discurso mais agressivo em público. A nova postura agradou apenas o núcleo mais radical do bolsonarismo.

A fala ocorreu no Nordeste, região onde Lula concentra seus maiores índices de aprovação. Michelle afirmou que é aceitável votar uma vez no PT, mas repetir o voto é “burrice política”.

A ex-primeira-dama também repetiu o discurso de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), réu por tentativa de golpe e em prisão domiciliar, é perseguido pelo sistema, e fez apelos para que apoiadores participem do ato de 7 de setembro em São Paulo.

A análise mostra ainda que, nos últimos três dias, 60,5% das menções a Michelle nas redes foram negativas, enquanto 39,5% foram positivas. Para especialistas, o tom utilizado afasta eleitores do centro.

“Ela tem presença forte, mas não é o Bolsonaro. Não agrega tanta defesa em torno dela, e as forças governistas se levantam muito contra ela. Foi uma fala infeliz, que mais atrapalhou do que ajudou”, avaliou Sergio Denicoli, cientista de dados e CEO da AP Exata.

Fonte: DCM

“Brasil não é quintal dos EUA”: a resposta de ministros do STF à embaixada americana

 

Plenário do Supremo Tribunal Federal. Foto: Divulgação
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) reagiram com ironia e indignação à nota divulgada pela Embaixada dos Estados Unidos, que classificava Alexandre de Moraes como um ministro “tóxico” e afirmava que tribunais estrangeiros não poderiam anular normas americanas. Segundo os magistrados, o Brasil não é província nem quintal do país, como a diplomacia americana parece sugerir.

Diplomatas americanos viraram piada nos bastidores do Supremo por desconhecerem o alcance das leis de um país no outro, de acordo com o Blog do Valdo Cruz no g1. Os ministros apontam que sanções previstas na legislação dos EUA podem ser aplicadas dentro do território americano, mas não têm validade no Brasil sem autorização do Poder Judiciário nacional.

Os magistrados apontam que autoridades americanas precisarão pedir autorização da Corte para aplicar medidas no Brasil, como o bloqueio de contas de Moraes, por exemplo.

Os membros da Corte reconhecem que existem riscos de o governo americano sancionar as operações de um banco brasileiro que atue em seu território, mas isso geraria uma disputa jurídica nos Estados Unidos, já que o governo local não tem poder sobre transações em Real no Brasil.

Flávio Dino, ministro do STF. Foto: Gustavo Moreno/STF
O novo ataque da embaixada foi classificado como “ridículo” e “absurdo”. Para ministros, o órgão está criando uma lei extraterritorial.

A nota do órgão que representa os Estados Unidos no Brasil foi publicada após o ministro Flávio Dino decidir que medidas judiciais do exterior não têm validade no país, a não ser que sejam homologadas pela própria Corte.

A determinação ocorreu num processo sobre a tragédia de Mariana (MG) contra ordens do Reino Unido, mas representa uma reação às ameaças americanas contra autoridades brasileiras. A Corte ainda prepara outras medidas para lidar com a ofensiva de Donald Trump.

Fonte: DCM com informações do G1

Presidente da CBF manda Nike suspender camisa vermelha: “Patriotismo”


O presidente da CBF, Samir Xaud, e a camisa vermelha da seleção brasileira, segundo o site Footy Headlines. Foto: Reprodução

O presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Samir Xaud, revelou que mandou a Nike interromper a produção da camisa vermelha que seria usada pela seleção na Copa do Mundo de 2026. Ele negou qualquer motivação política e alegou que o objetivo é preservar o simbolismo das cores da bandeira nacional.

“Fui totalmente contra o vermelho, não por ideologia política, mas pelo patriotismo que tenho pela bandeira”, afirmou em entrevista à Seleção Sportv. Ele relatou que fez uma reunião de urgência com a Nike e que a marca iniciou a produção da camisa azul imediatamente logo depois.

A polêmica começou em abril, quando imagens do modelo vermelho vazaram nas redes sociais pelo site Footy Headlines. A divulgação gerou debates sobre o uso da cor, ligada politicamente ao PT, e a CBF, então comandada por Ednaldo Rodrigues, precisou se posicionar, afirmando que os padrões seriam mantidos e que as fotos não eram oficiais.

Na ocasião, bolsonaristas se irritaram com a cor da camisa alternativa e protestaram nas redes. O presidente da CBF diz que o debate foi “delicado”, mas que pretende “resgatar o torcedor brasileiro pelo futebol, e não pela política”.

Fonte: DCM

PF faz operação contra antigo ministério de Damares por fraude de R$ 3,8 milhões


A senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram na manhã desta terça (19) a Operação Kibali, voltada a investigar fraudes em licitação, peculato e associação criminosa em contratos do antigo MInistério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). A pasta era comandada por Damares Alves (Republicanos-DF), atualmente senadora, no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Os contratos sob investigação foram firmados com o Instituto de Desenvolvimento Social e Humano do Brasil (INDSH) para a contratação de cursos de formação profissional destinados a mulheres e adolescentes, com valores que somam R$ 3,8 milhões.

Em nota, Damares alegou que a apuração teve início a partir de uma auditoria solicitada por ela à CGU em fevereiro de 2022, após identificar indícios de irregularidades durante análises e mapeamento de riscos realizados pelo ministério.

“A referida apuração foi provocada pela então ministra, que solicitou auditoria da Controladoria Geral da União, em 11 de fevereiro de 2022, por meio de ofício”, disse a senadora.

Damares Alves, então ministra dos Direitos Humanos, e Jair Bolsonaro, então presidente, em 2020. Foto: Alan Santos/PR

O relatório produzido pela CGU, divulgado pela senadora, foi elaborado com base em informações fornecidas pela Assessoria de Controle Interno do MMFDH. O documento detalha as suspeitas de irregularidades nos contratos e serve como base para as investigações da PF.

Na operação desta terça, a Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão na zona oeste do Rio de Janeiro. Segundo a corporação, a investigação se iniciou a partir de documentos enviados pela CGU que indicavam possíveis fraudes em dois termos contratuais firmados entre o antigo ministério e o INDSH.

As suspeitas envolvem cursos de informática, design gráfico e informática básica. Até o momento, não há comprovação de que as aulas tenham sido efetivamente ministradas, reforçando a hipótese de desvio de recursos públicos.

Fonte: DCM

Maduro convoca 4,5 milhões de venezuelanos em resposta a ameaças dos EUA


           O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Foto: Leonardo Fernandez Viloria/Reuters

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou a mobilização de 4,5 milhões de milicianos em resposta ao que classificou como “ameaças” dos Estados Unidos. A decisão ocorre após Washington aumentar a recompensa por informações que levem à prisão ou condenação do líder venezuelano e lançar uma operação militar antidrogas no Caribe.

No início de agosto, a administração do presidente Donald Trump prometeu uma recompensa de US$ 50 milhões (cerca de R$ 270 milhões) por informações que ajudassem na prisão do venezuelano. Segundo o governo americano, Maduro representa uma ameaça à segurança nacional e é considerado “um dos maiores narcotraficantes do mundo”.

A recompensa inicial prometida por Joe Biden, ex-presidente do país, em janeiro deste ano. O valor, na ocasião, era de US$ 25 milhões (R$ 137 milhões).

Em pronunciamento transmitido pela TV, Maduro detalhou o plano de mobilização das milícias, afirmando que seriam “preparadas, ativadas e armadas” para cobrir todo o território nacional. O líder venezuelano destacou a importância de fortalecer milícias camponesas e operárias em fábricas e regiões estratégicas do país.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Carlos Barria/Reuters

A Milícia Bolivariana, criada pelo ex-presidente Hugo Chávez, é composta por cerca de 5 milhões de reservistas e integra os cinco componentes da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB). Ela atua como apoio ao Exército na defesa da soberania nacional e em situações de segurança interna.

Durante o discurso, Maduro destacou o armamento das milícias, declarando: “Fuzis e mísseis para a força camponesa! Para defender o território, a soberania e a paz da Venezuela. Mísseis e fuzis para a classe operária, para que defenda a nossa pátria”.

Vladimir Padrino Lopez, ministro da Defesa da Venezuela, rebateu as acusações de Trump e disse que elas são “tolas”. Para ele, o republicano está tentando criar um “filme de faroeste hollywoodiano”.

Fonte: DCM

Trump envia três navios de guerra à Venezuela

 

Os presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro, e dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Reprodução

O governo de Donald Trump enviou três navios militares à costa da Venezuela, aumentando a tensão entre os Estados Unidos e o governo de Nicolás Maduro. A informação foi divulgada pela agência Reuters, que teve acesso a fontes do governo.

Segundo essas fontes, os destróieres de mísseis guiados Aegis USS Gravely, USS Jason Dunham e USS Sampson chegarão à região nas próximas 36 horas. Cerca de 4 mil marinheiros e fuzileiros serão mobilizados, com apoio de submarinos de ataque e aviões espiões.

Oficialmente, o envio não tem relação direta com a recompensa oferecida pela prisão de Maduro, mas com “ameaças dos cartéis de drogas da América Latina”, que Trump classifica como organizações terroristas globais.

Nos últimos meses, navios de guerra já foram enviados à região para reforçar a segurança nas fronteiras e combater o tráfico de drogas, segundo a agência. O novo deslocamento reforça a presença militar americana no Caribe.

O destróier Aegis USS Gravely. Foto: Reprodução

Em resposta, o presidente Nicolás Maduro anunciou que pretende mobilizar 4,5 milhões homens armados para proteger o território venezuelano. “Vou ativar nesta semana um plano especial para garantir a cobertura, com mais de 4,5 milhões de milicianos, de todo o território nacional, milícias preparadas, ativadas e armadas. Fuzis e mísseis para a força camponesa!”, disse em transmissão na TV.

Os Estados Unidos oferecem atualmente uma recompensa de US$ 50 milhões (cerca de R$ 273 milhões) por informações que levem à prisão ou condenação do presidente venezuelano. A recompensa inicial foi de US$ 25 milhões (R$ 137 milhões), divulgada ainda no governo de Joe Biden, em janeiro deste ano.

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, rebateu as acusações americanas após o anúncio de Trump e comparou os ataques de Trump aos venezuelanos a um “filme de faroeste hollywoodiano”.

Fonte: DCM

Dino reforça que decisões de tribunais internacionais têm efeito imediato no Brasil

Ministro do STF esclarece distinção entre cortes estrangeiras e órgãos supranacionais após sanções dos EUA contra Alexandre de Moraes

       Flávio Dino - 26/03/2025 (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), emitiu nesta terça-feira (19) novo despacho para esclarecer a decisão em que vedou a eficácia automática de leis e ordens judiciais no Brasil, afirmando que a determinação não alcança tribunais internacionais reconhecidos pelo país.

No novo despacho, Dino escreveu que a vedação não alcança “a jurisdição obrigatória de tribunais internacionais - uma vez reconhecida pelo Brasil - e os efeitos imediatos de suas decisões”.

Salvo esse ponto específico, Dino afirmou que “em relação aos aspectos atinentes a leis estrangeiras e demais atos jurídicos estrangeiros, nada há a adicionar a título de esclarecimento, permanecendo íntegra a decisão” do dia anterior.

Na segunda (19), Dino proferiu uma decisão segundo a qual as leis, decisões judiciais e ordens executivas provenientes de países estrangeiros somente podem produzir efeitos em território nacional se forem homologadas pela autoridade competente brasileira, de acordo com os respectivos ritos de cooperação internacional.
“Trata-se de decisão que reitera conceitos básicos e seculares, destinada a proteger o Brasil - abrangendo suas empresas e cidadãos - de indevidas ingerências estrangeiras no nosso território”, escreveu Dino, nesta terça-feira.

O ministro esclareceu ainda que a decisão do dia anterior não vem inovar, mas apenas reitera o que diz a legislação e a Constituição.

“Trata-se de decisão que reitera conceitos básicos e seculares, destinada a proteger o Brasil - abrangendo suas empresas e cidadãos - de indevidas ingerências estrangeiras no nosso território”, escreveu.

A decisão de Dino protege ainda contratos firmados ou bens que estejam no Brasil. A ordem foi proferida em ação aberta pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que acionou o Supremo contra municípios brasileiros que abriram ações diretamente na Justiça do Reino Unido contra mineradoras britânicas.

O ministro escreveu que qualquer violação dessa determinação “constitui ofensa à soberania nacional, à ordem pública e aos bons costumes, portanto presume-se a ineficácia de tais leis, atos e sentenças emanadas de país estrangeiro”.

Lei Magnitsky

A liminar de Dino foi concedida no momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impõe um tarifaço contra o Brasil e sanções a ministros do Supremo, em especial ao ministro Alexandre de Moraes, com base em leis norte-americanas.

Moraes foi enquadrado pela Casa Branca na Lei Magnitsky, que prevê sanções econômicas contra violadores dos Direitos Humanos. Trump acusa o ministro de impedir a liberdade de expressão e promover uma “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu grupo político, com quem mantém afinidades ideológicas.

Sem citar a lei norte-americana, Dino escreveu que a realidade tem mostrado “o fortalecimento de ondas de imposição de força de algumas Nações sobre outras”, e que por isso “na prática, têm sido agredidos postulados essenciais do Direito Internacional”.

“Diferentes tipos de protecionismos e de neocolonialismos são utilizados contra os povos mais frágeis, sem diálogos bilaterais adequados ou submissão a instâncias supranacionais”, disse o ministro.

Dino continuou afirmando que “nesse contexto, o Brasil tem sido alvo de diversas sanções e ameaças, que visam impor pensamentos a serem apenas ‘ratificados’ pelos órgãos que exercem a soberania nacional”.

Apesar de não citar as sanções econômicas contra Moraes, que têm o potencial de bloquear a utilização de cartão de créditos com bandeiras dos EUA como Visa e Mastercard, por exemplo, Dino ordenou a notificação do Banco Central Banco Central; da Federação Brasileira de Bancos (Febraban); da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF) e da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg).

“Transações, operações, cancelamentos de contratos, bloqueios de ativos, transferências para o exterior (ou oriundas do exterior) por determinação de Estado estrangeiro, em desacordo aos postulados dessa decisão, dependem de expressa autorização desta Corte, no âmbito da presente ADPF”, escreveu Dino.

O ministro da escreveu ainda que qualquer cidadão brasileiro que se sinta prejudicado por imposição internacional pode acionar o Supremo diretamente, em busca de proteção.

Dino convocou ainda uma audiência pública sobre o tema, cujo cronograma ainda deve ser divulgado.

Fonte: Brasil 247

Brasil abre mercado da Indonésia para carne bovina com osso, miúdos e outros

Indonésia é o quarto país mais populoso do mundo, com cerca de 283 milhões de habitantes, e seu mercado é considerado estratégico para a proteína animal

       Pedaços de carne em açougue (Foto: Ricardo Moraes / Reuters)

Reuters - Os governos do Brasil e da Indonésia acordaram os requisitos sanitários para permitir a exportação de carne bovina com osso, miúdos bovinos, produtos cárneos e preparados de carne brasileiros para o país asiático, informou em nota o Ministério da Agricultura nesta terça-feira.

A Indonésia é o quarto país mais populoso do mundo, com cerca de 283 milhões de habitantes, e seu mercado é considerado estratégico para a proteína animal, ressaltou o ministério.

"O consumo de carne bovina no país vem crescendo nos últimos anos, impulsionado pelo aumento da renda da população e pela expansão da classe média urbana", afirmou.

Em 2024 a Indonésia importou US$ 4,2 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, especialmente dos complexos sucroalcooleiro e da soja, fibras e produtos têxteis.

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 402 aberturas de mercado desde o início de 2023, segundo o ministério.

Fonte: Brasil 247 com Reuters

Lei Magnitsky: BB está preparado para lidar com 'temas sensíveis' de regulamentações globais, em meio à tensão no mercado

O Banco do Brasil ressaltou atuar "em plena conformidade" à legislação brasileira

Banco do Brasil em Uberaba (MG) - 4/7/2022 (Foto: REUTERS/Leonardo Benassato/Arquivo)

O Banco do Brasil afirmou nesta terça-feira (19) que está preparado para lidar com temas complexos e sensíveis que envolvem regulamentações globais, após questionamento da agência Reuters sobre a aplicação da Lei Magnitsky, usada pelos Estados Unidos contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na véspera, o ministro Flávio Dino, também do STF, determinou em decisão judicial que cidadãos brasileiros não podem ser afetados em território nacional por leis e decisões estrangeiras relacionadas a atos que tenham sido realizados no Brasil.

"Com mais de 80 anos de atuação no exterior, a instituição acumula sólida experiência em relações internacionais e está preparada para lidar com temas complexos e sensíveis que envolvem regulamentações globais", afirmou o BB em nota nesta terça-feira.

O BB ressaltou atuar "em plena conformidade" à legislação brasileira, e às normas dos mais de 20 países onde está presente e aos padrões internacionais que regem o sistema financeiro.

"O Banco sempre acompanha esses assuntos com atenção e conta com assessoramento jurídico especializado para garantir atuação alinhada às melhores práticas de governança, integridade e segurança financeira", acrescentou.

Fonte: Brasil 247


Justiça italiana mantém prisão de Zambelli após atuação da AGU; entenda

Deputada licenciada do PL-SP seguirá presa em Roma enquanto aguarda processo de extradição; perícia médica avaliará alegações de saúde

Carla Zambelli (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

A Justiça italiana decidiu manter a prisão cautelar da deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP), rejeitando o pedido da defesa para que a pena fosse convertida em prisão domiciliar. A decisão, publicada na última sexta-feira (15) e revelada em nota da AGU nesta terça-feira (19), foi tomada após audiência no Tribunal de Apelações de Roma no dia 13 e levou em consideração documentos e argumentos apresentados pela Advocacia-Geral da União (AGU).

Segundo a AGU, a defesa da parlamentar havia questionado a prisão sob três pontos principais: a suposta falta de condições de saúde adequadas para permanecer no cárcere italiano, a inexistência de pedido internacional de prisão válido e a ausência de solicitação formal de extradição. O tribunal, no entanto, acatou integralmente as manifestações do governo brasileiro e afastou as contestações da defesa.

◉ Difusão Vermelha da Interpol reconhecida como válida

Um dos principais argumentos da defesa era a alegação de que a Difusão Vermelha da Interpol não teria valor vinculante como mandado internacional. A Corte rejeitou essa interpretação, afirmando que a prisão de Zambelli ocorreu em conformidade com o mandado expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), posteriormente incorporado à Difusão Vermelha, considerada suficiente para sustentar a prisão provisória no âmbito de diversos tratados, incluindo o acordo de extradição entre Brasil e Itália.

O tribunal também reconheceu como legítimos os documentos enviados pelas autoridades brasileiras, que solicitaram formalmente às autoridades italianas, por meio da Interpol, a localização e prisão da deputada.

◉ Saúde será analisada em nova audiência

O único ponto ainda em aberto diz respeito às condições de saúde de Carla Zambelli. A Justiça italiana determinou a realização de uma perícia médica oficial, já realizada nesta segunda-feira (18). O laudo será debatido em nova audiência marcada para 27 de agosto, quando o tribunal avaliará se a deputada seguirá em prisão cautelar ou se poderá cumprir a medida em regime domiciliar por motivos médicos.

◉ Condenação no Brasil

Zambelli foi condenada pelo STF a dez anos de prisão pelos crimes de invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e falsidade ideológica, em parceria com o hacker Walter Delgatti Neto. Após a decisão da Corte, deixou o Brasil e foi localizada em Roma, onde acabou presa em julho, após cooperação entre autoridades brasileiras e italianas.

Segundo a AGU, a decisão italiana desta semana confirma a "solidez da atuação da AGU, em coordenação com o Ministério da Justiça e Segurança e Pública e o Ministério das Relações Exteriores, além do cumprimento rigoroso do Tratado de Extradição Brasil-Itália".

Fonte: Brasil 247

STJ nega pedido de liberdade e mantém prisão do influenciador Hytalo Santos

Ministro Rogério Schietti aponta gravidade das acusações e risco de destruição de provas no processo

      Hytalo Santos (Foto: Reprodução)

O ministro Rogério Schietti, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), decidiu nesta terça-feira (19) manter a prisão preventiva do influenciador digital paraibano Hytalo Santos e de seu marido, Israel Nata Vicente. O casal é investigado por suspeita de exploração sexual e econômica de menores, além de trabalho infantil irregular. As informações são do g1.

Segundo Schietti, a ordem de prisão expedida pelo Tribunal de Justiça da Paraíba está devidamente fundamentada e baseada em indícios de crimes graves. Entre as acusações, estão a produção e divulgação de conteúdo sexualizado envolvendo adolescentes, o que, de acordo com o ministro, configura um quadro de extrema gravidade.

A defesa havia solicitado a soltura do casal, alegando irregularidades na prisão e sustentando que os depoimentos que serviram de base para a decisão judicial não foram submetidos ao contraditório. Além disso, negou qualquer intenção de fuga por parte dos investigados.

O ministro, no entanto, rejeitou o pedido, afirmando que o STJ só poderia rever prisões ilegais — o que não se aplicaria ao caso. Ele destacou ainda o risco à investigação. “Nesse contexto, que aponta para a exposição reiterada e inadequada de crianças e adolescentes, bem como para a tentativa de destruição de provas relevantes à apuração dos fatos, não é possível constatar a plausibilidade jurídica do pedido de soltura”, escreveu o0 magistrado na decisão, de acordo com a reportagem.

Hytalo Santos e Israel Nata Vicente foram detidos na última sexta-feira (15), em uma residência localizada em Carapicuíba, na Grande São Paulo. Após a prisão, o casal foi levado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, na capital paulista, e deverá ser transferido para a Paraíba, onde o processo segue em sigilo.

Reportagens anteriores revelaram relatos de ex-funcionários que descrevem uma rotina controlada, com festas, jornadas de trabalho intenso e restrições impostas a adolescentes. As acusações contra o casal incluem tráfico de pessoas e exploração sexual infantil, o que amplia a gravidade do processo em andamento.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

São Paulo recebe o Atlético Nacional nas oitavas da Libertadores; confira onde assistir

Após empate sem gols na Colômbia, Tricolor joga no Morumbi às 21h30

São Paulo x Vitória (Foto: Créditos: Rubens Chiri / São Paulo FC)

O São Paulo recebe o Atlético Nacional nesta terça-feira, (19), no Morumbi, pelo jogo de volta das oitavas de final da Copa Libertadores. A bola rola às 21h30 (de Brasília) e a decisão será transmitida apenas pelo serviço de streaming Paramount+.

☉ Confronto aberto
O primeiro jogo, disputado em Medellín, terminou 0 a 0. Dessa forma, quem vencer avança diretamente às quartas de final. Em caso de novo empate, a vaga será definida nos pênaltis.

☉ Arbitragem
A arbitragem será argentina, com Maximiliano Ramírez no apito, auxiliado por Cristian Navarro e Pablo González. No comando do VAR estará Silvio Trucco.

☉ Prováveis escalações
• São Paulo: Rafael; Cédric, Ferraresi, Alan Franco, Sabino e Enzo Díaz; Bobadilla, Marcos Antônio e Alisson; Luciano e André Silva. Técnico: Hernán Crespo.

• Atlético Nacional: David Ospina; Andrés Román, Arias, Tesillo e Camilo Cándido; Campuzano, Juan Zapata e Edwin Cardona; Hinestroza, Marlos Moreno e Alfredo Morelos. 
Técnico: Javier Gandolfi.

☉ O que está em jogo
Invicto há 16 partidas na competição, o São Paulo conta com a força de jogar em casa para tentar confirmar a vaga. O Morumbi será palco da decisão, onde o clube não perde um confronto eliminatório de Libertadores desde 2016, justamente contra o Atlético Nacional.

Se passar, o Tricolor enfrentará nas quartas de final o vencedor do duelo entre LDU e Botafogo.

☉ Serviço do jogo

  • São Paulo x Atlético Nacional – oitavas da Libertadores
  • Data e horário: 19/8, terça-feira, às 21h30 (de Brasília)
  • Local: Morumbi, São Paulo
  • Transmissão: Paramount+ (exclusivo)
Fonte: Brasil 247

Motta recebe Edinho Silva, presidente do PT, em reunião fora da agenda oficial em Brasília

Encontro entre o presidente da Câmara e o líder petista reforça articulação do PT com o Centrão para 2026

       Hugo Motta (Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados)

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), recebeu na manhã de segunda-feira (18) o novo presidente nacional do PT, Edinho Silva, na residência oficial em Brasília, informa Igor Gadelha, do Metrópoles.

O encontro não constou na agenda oficial de Motta e ocorreu de forma reservada, apenas entre os dois líderes. Segundo aliados, o presidente da Câmara classificou a visita como um gesto de cortesia, destacando que mantém uma relação de amizade com Edinho desde os tempos do governo Dilma Rousseff (PT), quando o petista comandava a Secretaria de Comunicação Social (Secom).

◉ Estratégia de articulação para 2026

De acordo com a publicação, a iniciativa da reunião partiu de Edinho Silva, que vem adotando como prioridade aproximar-se de dirigentes do Centrão para consolidar apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição em 2026. Na conversa, Edinho relatou que está estruturando a direção nacional do partido e organizando as executivas estaduais.

Além de Motta, o novo presidente do PT já planeja encontros com líderes de outras siglas, como MDB, União Brasil e PSD, de Gilberto Kassab. Alguns desses dirigentes participaram do jantar que comemorou sua posse, realizado em uma mansão no Lago Sul, área nobre da capital federal.

◉ Lula também busca aproximação

A movimentação de Edinho ocorre em paralelo às articulações do próprio presidente Lula. Nas últimas semanas, o chefe do Executivo tem intensificado reuniões com representantes de partidos do Centrão, entre eles PSB, MDB, União Brasil e PSD. O objetivo do Planalto é medir o grau de adesão dessas legendas ao projeto de reeleição em 2026, reforçando a governabilidade no Congresso e ampliando a base de sustentação política.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles