sábado, 16 de agosto de 2025

Servidor do gabinete de Izalci Lucas é preso por tráfico de drogas no DF

Rondinelle Silva de Oliveira, de 34 anos, foi detido em flagrante no Setor Hoteleiro Norte

    Izalci Lucas (Foto: Agência Senado)

O servidor comissionado Rondinelle Silva de Oliveira, 34 anos, que trabalhava no gabinete do senador Izalci Lucas (PL-DF), foi preso em flagrante por tráfico de drogas na última quinta-feira (14), no Setor Hoteleiro Norte, região central de Brasília. A informação foi divulgada pelo portal G1.

Segundo a investigação, Oliveira vendia cocaína e realizava entregas de forma semelhante a um serviço de delivery. Ele já vinha sendo monitorado pela polícia e foi abordado no momento em que entregava cinco porções da droga. No carro do suspeito, os agentes encontraram mais quatro porções, e, em sua residência, em Ceilândia, houve nova apreensão de entorpecentes.

Exoneração e posicionamento do senador

De acordo com o Portal da Transparência, Rondinelle ocupava o cargo de ajudante parlamentar júnior, com salário de R$ 3 mil mensais. Em nota, o gabinete de Izalci Lucas afirmou que determinou a exoneração do servidor assim que tomou conhecimento do caso e destacou que, no momento da nomeação, em maio deste ano, todas as certidões criminais apresentadas indicavam “nada consta”.

O senador declarou:

“O gabinete do Senador Izalci Lucas informa que, ao tomar conhecimento da prisão de um servidor vinculado à sua equipe, determinou sua exoneração, que foi efetivada hoje, dia 15/08. O senador esclarece que, à época da nomeação, em maio deste ano, o servidor se submeteu a um rigoroso processo de habilitação, que incluiu a entrega de diversas certidões judiciais de nada consta, entre elas as certidões criminais. Toda a documentação foi conferida por setores administrativos do Senado Federal, que aprovaram a indicação. O senador também ressalta que obteve a informação de que o referido servidor foi preso em flagrante na data de ontem, 14/08, e que, portanto, o fato surpreendeu a todos da equipe. Izalci Lucas reafirma que não compactua com qualquer conduta ilegal ou contrária aos princípios éticos que orientam o exercício de seu mandato e que todas as ações e decisões de sua gestão são pautadas pelo respeito à lei, à moralidade e ao interesse público.”

Modus operandi

A TV Globo apurou que o servidor usava as redes sociais para oferecer drogas e realizava as entregas pessoalmente. No flagrante, a abordagem ocorreu após negociações monitoradas pela polícia, reforçando a suspeita de que o crime era praticado de forma contínua.

Fonte: Brasil 247

Mais aprovados que Bolsonaro e Nikolas, Lula e Moraes são "resistência democrática", diz Lindbergh

Pesquisa Atlas/Bloomberg revelou alto índice de aceitação do presidente e do ministro do STF, mesmo diante de ataques

      Lindbergh Farias | Lula (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados | Ricardo Stuckert/PR)

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) usou as redes sociais neste sábado (16) para repercutir os números da mais recente pesquisa Atlas/Bloomberg sobre a imagem de líderes políticos e autoridades no Brasil. Segundo ele, os resultados confirmam a força do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, no cenário político atual.

De acordo com os dados, Lula aparece com 51% de imagem positiva, o maior índice entre todos os nomes avaliados. Moraes, por sua vez, registra 49% de aprovação, ficando à frente de figuras da direita como o ex-presidente Jair Bolsonaro (44%), o deputado Nikolas Ferreira (46%) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (47%).

“O presidente Lula segue como o líder político mais popular do país, com 51% de imagem positiva, muito acima de qualquer adversário. Isso demonstra a força de sua liderança e o reconhecimento do povo ao seu governo, mesmo sob uma campanha feroz de ataques golpistas com o auxílio dos EUA”, escreveu Lindbergh.


O parlamentar também ressaltou o desempenho de Moraes, que, segundo ele, mantém altos índices mesmo sob constante pressão e campanhas de difamação. “Moraes mantém índices que só perdem para os de Lula, o que revela a confiança da sociedade na sua atuação firme contra o golpismo e na defesa da democracia”, afirmou.

Para Lindbergh, os resultados da pesquisa enviam um recado direto: "o Brasil não se curva a extremistas nem a pressões estrangeiras. Lula e Moraes simbolizam a resistência democrática e a defesa da soberania nacional contra aqueles que querem recolocar o país na submissão e no caos”.

Fonte: Brasil 247

Boletim médico aponta infecções pulmonares e esofagite em Jair Bolsonaro

Ex-presidente realizou exames neste sábado em hospital de Brasília após autorização do STF; segue em tratamento para refluxo e hipertensão

            Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar, em Brasília (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O Hospital DF Star, em Brasília, divulgou neste sábado (16) boletim médico informando que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou quadro de infecções pulmonares recentes, esofagite e gastrite, noticiou o portal g1. Segundo o documento, os exames detectaram “imagem residual de duas infecções pulmonares possivelmente relacionadas a episódios de broncoaspiração”.

A endoscopia mostrou “persistência da esofagite e da gastrite, agora menos intensa, porém com a necessidade de tratamento medicamentoso contínuo”. O boletim ainda recomenda a continuidade do tratamento da hipertensão arterial e do refluxo, além de medidas preventivas para evitar novos episódios de broncoaspiração.

Bolsonaro deixou a prisão domiciliar pela primeira vez desde o dia 4 de agosto para a realização dos exames, após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-presidente foi submetido a coleta de sangue e urina, endoscopia e tomografia abdominal, e já retornou ao condomínio onde cumpre a medida cautelar. Ele não falou com a imprensa ao deixar o hospital.

Prisão domiciliar e contexto judicial

A saída de Bolsonaro do Lago Sul foi acompanhada pela Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal, responsável pelo monitoramento da tornozeleira eletrônica usada pelo ex-presidente. Moraes determinou que Bolsonaro poderia permanecer fora de casa por até oito horas e apresentasse, em até 48 horas, atestado com os procedimentos realizados.

A prisão domiciliar foi decretada pelo STF sob acusação de que Bolsonaro teria usado perfis de seus filhos em redes sociais para burlar proibição judicial de comunicação digital, inclusive por intermédio de terceiros. Ele é investigado no inquérito que apura a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) junto ao ex-presidente norte-americano Donald Trump para pressionar o governo brasileiro e ministros do Supremo.

Além disso, o ex-presidente é réu na ação penal da chamada trama golpista, cujo julgamento está marcado para setembro.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Por saúde, Zambelli aceitaria cumprir pena no Brasil, diz advogado

Carla Zambelli, bolsonarista atualmente presa na Itália. Foto: reprodução

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), presa na Itália desde 29 de julho, não se opõe a cumprir pena no Brasil, mas questiona a imparcialidade do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo seu advogado, Fabio Pagnozzi. Em entrevista ao “Estúdio i”, da GloboNews, na última sexta-feira (15), o defensor afirmou que a parlamentar busca um julgamento justo, longe do que classifica como “penas exorbitantes e ideológicas” da Corte.

“Ela não se opõe a cumprir pena no Brasil, o que a Carla sempre disse é que ela quer estar em um país que ela pode ser julgada por pessoas imparciais. Então, o momento atual do governo aqui é onde a Carla não quer ser julgada ou cumprir pena. Ela foge, hoje, realmente das penas exorbitantes e penas ideológicas do Supremo Tribunal Federal”, declarou Pagnozzi.

O advogado destacou que a saúde frágil de Zambelli é um dos principais argumentos para que ela não permaneça em carceragem. A deputada passou mal durante uma audiência na Itália no dia 13 e teve autorização para realizar uma perícia médica independente, paralela à avaliação oficial. O objetivo é conseguir a prisão domiciliar.

“A questão de saúde é a número 1. A deputada, como todos sabem, ela tem inúmeros problemas de saúde, dentre eles problema de coração, ela retirou um tumor do cérebro anos atrás. São, realmente, vários problemas que não são compatíveis com a carceragem”, afirmou Pagnozzi.



Julgamento por perseguição armada pode somar mais de 5 anos de prisão

Também na sexta, o STF retomou o julgamento de Zambelli por perseguição armada ao jornalista Luan Araújo na véspera do segundo turno das eleições de 2022, quando Jair Bolsonaro (PL) perdeu o pleito para Lula (PT). O caso, relatado pelo ministro Gilmar Mendes, envolve os crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.

A Corte tem maioria para condenar a deputada a 5 anos e 3 meses de prisão, além da cassação de seu mandato. Ministros como Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Dias Toffoli acompanharam o relator.

Zambelli já foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão em regime fechado no caso da invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A decisão, que também inclui perda de mandato e inelegibilidade, é definitiva e sem possibilidade de recursos.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), a deputada orientou o hacker Walter Delgatti Neto a invadir o sistema do CNJ para inserir documentos falsos, incluindo um suposto mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.

A ação teria como objetivo desacreditar a Justiça e incitar atos antidemocráticos. Delgatti foi condenado a 8 anos e 3 meses de prisão, e ambos foram multados em R$ 2 milhões por danos morais e coletivos.

Fonte: DCM

Bolsonaro deixa prisão domiciliar pela primeira vez para realizar exames médicos

 

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Foto: Lucio Tavora
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a deixar a prisão domiciliar neste sábado (16) para realizar exames médicos em um hospital particular de Brasília. A decisão atende a um pedido apresentado pela defesa, conforme informações da CNN Brasil.

Segundo os advogados, os exames são necessários para o “seguimento de tratamento de medicamentos em curso, reavaliação dos sintomas de refluxo e soluços refratários, bem como verificação das condições atuais de saúde”.

Após a ida ao hospital, a defesa do ex-mandatário terá até 48 horas para apresentar o atestado médico ao STF.

Moraes já havia permitido que médicos indicados por Bolsonaro o acompanhassem em casa sem necessidade de comunicação prévia ao Supremo, desde que as medidas cautelares fossem respeitadas. O ministro também autorizou que, em caso de internação urgente, haja respaldo judicial, contanto que o fato seja comunicado em até 24 horas com comprovação médica.

Moraes vota para que Bolsonaro seja réu por tentativa de golpe Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Reprodução

Bolsonaro ainda enfrenta consequências da facada sofrida durante a campanha de 2018 e, desde então, já passou por nove cirurgias e foi internado ao menos 13 vezes.

Em julho, o ex-presidente já havia sido alvo de restrições de direitos, mas o descumprimento dessas obrigações levou Moraes a adotar medidas mais rigorosas. Além da prisão domiciliar, ele teve visitas restritas — permitidas apenas com autorização do STF seus celulares foram apreendidos para garantir o cumprimento das determinações judiciais.

Fonte: DCM

Cafeterias de Nova York alertam para alta nos preços após tarifas de Trump sobre o Brasil


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Reprodução

A nova rodada de tarifas do governo Trump colocou o Brasil no alvo: 50% de sobretaxa sobre o café. Para cafeterias em Nova York, onde a margem de lucro já é apertada, o impacto pode ser devastador.

“Se essas tarifas se mantiverem, nosso negócio está em risco”, disse Antony Garrigues, sócio do Stone Street Cafe, em Manhattan, ao jornal britânico The Guardian. “Aqui os custos já são altíssimos, e isso pode inviabilizar nossa operação.”

O café da casa vem de mais de 35 países, incluindo o Brasil. Mas não é só o produtor brasileiro que enfrenta barreiras: Colômbia, Vietnã, Etiópia e Indonésia também estão na lista. “No fim, quem paga é o consumidor americano”, afirmou Garrigues.

Com a inflação dos preços do café já pressionada pelas mudanças climáticas, muitos estabelecimentos elevaram valores. O Ciao Gloria, no Brooklyn, que também importa cacau do Brasil, subiu 25 centavos no preço do café, mas tenta segurar novos repasses. “Quero manter o cardápio acessível”, disse o dono, Renato Poliafito.

Segundo dados oficiais, o café nos EUA subiu 14,5% no último ano. Consumidores já mudam hábitos: Helina Seyoum, de 29 anos, passou a preparar a bebida em casa. Aley Longo, de 28, reduziu as idas ao café a apenas fins de semana. “Isso afeta nossa qualidade de vida”, disse.

Xícara de café. Foto: Reprodução

No Brasil, maior exportador mundial de café e principal fornecedor dos EUA, produtores falam em “desvantagem competitiva”. A Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel lembra que outros países enfrentam tarifas menores, de 10% a 27%. O setor pressiona Washington por isenção, alegando que os EUA quase não produzem café internamente.

Enquanto novos embarques para os EUA ficam parados em armazéns, a China liberou 183 empresas brasileiras para exportar. Mesmo assim, a expectativa é de demora para que as vendas se consolidem.

Já Colômbia e Vietnã enxergam espaço para ganhar mercado. “O café não pode ser produzido em escala nos EUA. Todo custo extra cai no colo do consumidor americano”, disse Timen Swijtink, fundador da Lacàph Coffees, no Vietnã.

Colombianos veem até vantagem: com tarifa de apenas 10%, podem ocupar parte do espaço deixado pelo Brasil. “Isso nos beneficia, mas só no curto prazo. O cenário pode mudar antes que novos pés de café deem fruto”, alertou Alejandro Lloreda, produtor de Medellín.

Em Nova York, a incerteza domina. “Grandes corporações encontram saída. Para pequenas cafeterias, é sobreviver ou fechar as portas”, disse Poliafito. Nick Kim, gerente da Koré Coffee, resumiu: “É triste saber que coisas ruins virão e não termos como mudar.”

Fonte: DCM


Putin e Trump reescrevem as regras da geopolítica em encontro histórico no Alasca

Cúpula abre caminho para negociações de paz na Ucrânia e pode redefinir a ordem mundial com novo eixo entre Rússia e Estados Unidos
Vladimir Putin e Donald Trump - 15/08/2025 (Foto: Reuters)

O encontro entre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizado em Anchorage, no Alasca, foi descrito como um sucesso absoluto e um marco histórico nas relações internacionais. A avaliação é de Dmitry Suslov, vice-diretor de pesquisa do Conselho Russo de Política Externa e de Defesa, em entrevista à agência Sputnik International (leia aqui).

Segundo Suslov, a cúpula não apenas reaqueceu os canais de diálogo entre Washington e Moscou, mas também lançou bases concretas para uma possível solução negociada do conflito na Ucrânia, além de abrir perspectivas para cooperação em diversas áreas estratégicas.

◈ Três razões que tornam a cúpula decisiva

O analista destacou três pontos principais que tornam o encontro no Alasca um divisor de águas:

  1.  Normalização ampla das relações – o encontro “deu impulso” à reaproximação entre Rússia e Estados Unidos em todos os fronts, indo da questão ucraniana ao controle de armas e à cooperação econômica.
  2.  Sinalização de negociações de paz reais – de acordo com Suslov, os contatos imediatos de Trump com Volodymyr Zelensky e líderes europeus indicam que “foram conduzidas negociações sobre condições específicas para um acordo de paz final”, rompendo com a exigência de um cessar-fogo prévio, defendida até agora por Bruxelas e Kiev.
  3.  Contribuição para a ordem mundial do pós-guerra – a reunião foi “histórica”, porque “fez uma grande contribuição para lançar as bases da ordem mundial futura, uma ordem pós-guerra. O conflito ucraniano é, acima de tudo, o maior e mais severo conflito militar das últimas décadas, e a expressão concentrada da guerra híbrida travada pelo Ocidente contra a Rússia”.


◈ Europa e Zelensky diante da encruzilhada

Para Suslov, agora cabe à Europa e ao presidente ucraniano decidir se aceitam os termos delineados por Putin e Trump. “Se eles categoricamente recusarem, os Estados Unidos provavelmente suspenderão totalmente a transferência de inteligência e a entrega de armas e equipamentos militares para a Ucrânia”, afirmou. Essa decisão enfraqueceria de forma “radical” a posição ucraniana no campo de batalha e aceleraria a vitória russa.

O especialista alertou ainda que o “partido da guerra” em Washington e Bruxelas tentará pressionar Trump a abandonar o que foi acordado, mas avaliou que o presidente norte-americano “não sucumbirá a tais provocações”, já que está mais forte politicamente do que em seu primeiro mandato.

◈ O fator Trump e a ofensiva contra os democratas

Suslov ressaltou que a atual administração Trump não está mais na defensiva em relação ao chamado “Russiagate”. Pelo contrário, agora é capaz de acusar os democratas de conluio e falsificação nas eleições de 2016, o que fortalece a posição do republicano para resistir às pressões do establishment político e midiático.

“Trump pode resistir à pressão que será agora exercida sobre ele pela Europa, pelo Estado profundo americano e pelo partido da guerra americano, incluindo figuras como o senador Graham”, acrescentou.

◈ Detalhes simbólicos e contraste com Biden

Além das questões de fundo, Suslov destacou também a simbologia do encontro. Desde a recepção calorosa de Trump a Putin na pista do aeroporto, passando pelo sobrevoo da aviação norte-americana, até a cena de ambos dividindo o mesmo carro a caminho da cúpula, todos os gestos demonstraram respeito e proximidade pessoal.

Essa atmosfera, marcada por cordialidade e simpatia mútua, “contrasta fortemente com o tom da administração Biden”, observou o analista. Para ele, essa mudança de postura é um sinal claro de que os Estados Unidos, sob Trump, buscam um diálogo mais direto e equilibrado com Moscou.

◈ Um novo capítulo da geopolítica mundial

A reunião no Alasca pode representar mais do que um avanço nas negociações de paz na Ucrânia: ela sinaliza uma mudança estrutural nas relações de poder globais. O fortalecimento do canal direto entre Rússia e Estados Unidos, segundo Suslov, mostra que as grandes potências estão dispostas a reescrever as regras da política internacional, substituindo a lógica de confrontação pela busca de um novo equilíbrio.

Fonte: Brasil 247

Moro e Requião Filho lideram corrida para o governo do Paraná, aponta pesquisa

Levantamento da Paraná Pesquisas mostra senador liderando cenários, com o pedetista consolidado em segundo lugar

Requião Filho e Sergio Moro (Foto: Orlando Kissner/Alep | Geraldo Magela / Agência Senado)

Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (13) pelo instituto Paraná Pesquisas indica que o senador e ex-juiz suspeito Sergio Moro (União-PR) desponta como favorito na corrida pelo governo do Paraná em 2026, apontando também o deputado estadual Requião Filho (PDT) como seu principal adversário.

No primeiro cenário testado, Moro aparece com 41,3% das intenções de voto, seguido por Requião Filho com 25,3%. Na sequência, surgem o vice-prefeito de Curitiba, Paulo Martins (Novo), com 14,6%, o secretário de Planejamento, Guto Silva (PSD), com 3,1%, e o diretor-geral da Itaipu Binacional, Ênio Verri (PT), com 2,0%. Brancos, nulos e nenhum somam 7,8%, enquanto 5,8% não souberam ou não opinaram.

Outros dois cenários testados confirmam a polarização entre Moro e Requião Filho. No segundo quadro, o senador tem 39,0%, contra 23,1% do pedetista. No terceiro, 40,6% contra 25,1%. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais.

Requião Filho: “Paraná precisa olhar para o futuro”

Pré-candidato ao governo, Requião Filho destacou que pretende representar uma alternativa à polarização nacional entre lulismo e bolsonarismo. “A ideia é discutir um Paraná para o futuro. Não um Paraná de propaganda, de imagem, mas um Paraná real para daqui a 30, 40 anos. Quero um estado que siga sendo exemplo para o Brasil, sempre forte e trabalhador”, disse.

O deputado também criticou Sergio Moro, que, segundo ele, mantém um discurso baseado em “ódio e perseguição”. “Sérgio Moro é a continuidade de um Paraná dividido, de uma política de ódio e perseguição”, afirmou.

Fonte: Brasil 247

Entenda os próximos passos da cassação de Eduardo Bolsonaro


O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Foto: Reprodução

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhou ao Conselho de Ética quatro pedidos de cassação do mandato do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), mas o parlamentar não perde o cargo de forma automática. O processo precisa seguir todo o rito previsto no conselho, o que pode levar meses.

Três das representações foram apresentadas pelo PT e uma pelo PSOL, todas por quebra de decoro parlamentar. Os partidos acusam o deputado foragido de atuar contra o Brasil ao promover articulações golpistas nos Estados Unidos.

O deputado, que vive no país desde fevereiro de 2025, é apontado como articulador da sobretaxa imposta por Donald Trump a exportações brasileiras e é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentar influenciar processos contra o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Como funciona o processo de cassação

1. Protocolo e envio ao Conselho de Ética
A representação é apresentada à Mesa Diretora da Câmara; o presidente decide se a envia ao Conselho. Se o pedido for “engavetado”, não avança.

2. Abertura do processo
Recebido o pedido, o presidente do Conselho de Ética convoca reunião e instaura oficialmente a representação.

3. Escolha do relator
Uma lista tríplice é elaborada com nomes aptos a relatar o caso. A Mesa escolhe um deles. O relator não pode ser do mesmo partido nem do mesmo estado do representado.

4. Notificação e defesa de Eduardo Bolsonaro
O deputado é notificado e tem cinco sessões para apresentar defesa por escrito, indicar documentos e até cinco testemunhas. Se ele não o fizer, o Conselho nomeia um defensor, também com prazo de cinco sessões.

5. Instrução processual
O relator investiga o caso, colhe provas e depoimentos. Essa fase deve durar até 30 dias quando houver possibilidade de suspensão do mandato. Diligências fora de Brasília precisam de autorização.

6. Parecer final
O relator elabora o parecer, dividido em relatório (divulgado) e voto (mantido em sigilo até a sessão de julgamento). O Conselho deve analisá-lo em até cinco sessões ordinárias.

Votação e eventual cassação

Na sessão de julgamento, o relator lê o parecer e o deputado, ou sua defesa, tem até 20 minutos para se manifestar. Em seguida, o voto é lido e os membros debatem e votam nominalmente. Se aprovado, o parecer segue para o plenário da Câmara.

No plenário, a cassação de Eduardo Bolsonaro só ocorrerá se 257 deputados — maioria absoluta — votarem a favor.

Trump elogia indicação de Eduardo Bolsonaro para embaixada nos EUA e diz que 'não é nepotismo' - Jornal O Globo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao lado de Eduardo e Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução
Fonte: DCM

Com cartazes em inglês e bandeira de Israel, apoiadores oram por Bolsonaro em hospital


Apoiadoras de Jair Bolsonaro com bandeiras do Brasil e de Israel enroladas ao corpo em frente ao Hospital DF Star, em Brasília. Foto: Reprodução

Apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) se concentram na manhã deste sábado (16) em frente ao hospital DF Star, em Brasília, onde o ex-presidente realiza exames laboratoriais autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Eles estão no local desde as 8h.

Com bandeiras do Brasil e de Israel, os bolsonaristas fizeram orações ajoelhados no gramado e ergueram cartazes em português e inglês. Também agradeceram a autoridades americanas, afirmando considerar os Estados Unidos “aliados”.


Bolsonaro deixou sua casa no condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico, usando tornozeleira eletrônica e acompanhado pela Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF), responsável por monitorar o cumprimento das medidas cautelares.


Segundo a defesa, os exames foram solicitados para avaliar o “seguimento de tratamento medicamentoso em curso, necessidade de reavaliação dos sintomas de refluxo e soluços refratários, bem como verificação das condições atuais de saúde”.

Após a realização dos exames, Bolsonaro deverá apresentar ao STF, no prazo de até 48 horas, um atestado de comparecimento.

O ex-presidente está em prisão domiciliar desde o dia 4 de agosto — esta é a primeira vez que deixa a residência para procedimentos médicos externos. A depender dos resultados deste sábado, os médicos poderão solicitar exames complementares ou medidas terapêuticas adicionais.

Apoiadores de Jair Bolsonaro com cartaz em inglês na frente do hospital, em Brasília. Reprodução Poder 360
Fonte: DCM

CazéTV oferece supercontrato e barra volta de apresentadora à Globo; saiba quem


Fernanda Gentil durante transmissão da CazéTV. Foto: reprodução

A apresentadora Fernanda Gentil assinou um contrato de longo prazo com a CazéTV até 2028, encerrando negociações que quase a levaram de volta à Globo para integrar a GE TV, novo projeto esportivo que estreia em setembro no YouTube. A decisão foi tomada na última quinta-feira (14), após a equipe de Casimiro Miguel e a Livemode conseguirem manter a jornalista em seu time.

Segundo Gabriel Vaquer, da Folha, Fernanda já tinha acertado termos financeiros e condições de trabalho com a Globo, onde seria uma das principais caras da GE TV. No entanto, a possibilidade de manter seus compromissos atuais na CazéTV, incluindo um contrato com a FIFA para produção de conteúdo, pesou na decisão final. A Globo preferiria que ela rescindisse esses projetos paralelos.

A jornalista, que trabalhou na Globo entre 2009 e 2023, vem recuperando seu espaço no jornalismo esportivo após passagem pouco exitosa pelo entretenimento na emissora.

Na CazéTV, Fernanda ganhou destaque com sua cobertura dos Jogos Olímpicos de Paris, onde foi elogiada pelas crônicas diárias. Paralelamente, mantém um canal no YouTube com 187 mil inscritos e parcerias com o Google, como o talk-show “Em Pé com Fernanda Gentil”.

Fonte: DCM

A estratégia de Moraes para que nenhum ministro atrase o julgamento de Bolsonaro

 

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante julgamento no STF sobre a trama golpista. Foto: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), adotou uma estratégia para evitar eventuais pedidos de vista durante o julgamento da ação penal que pode condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado, conforme informações do Globo.

O relator enviou aos integrantes da Primeira Turma do STF um link com acesso a todos os documentos, depoimentos, vídeos e áudios reunidos no processo, como forma de afastar argumentos sobre a necessidade de mais tempo para análise.

O julgamento será iniciado no dia 2 de setembro, quase três anos após o início das investigações. Pela primeira vez na história, um ex-chefe do Executivo federal irá ao banco dos réus por tentar subverter o Estado Democrático de Direito.

A data foi confirmada pelo presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin, que reservou oito sessões (2, 3, 9, 10 e 12 de setembro), em um esforço concentrado para concluir o caso ainda em 2025, antes do ano eleitoral.
Seguro contra adiamentos

Mesmo que algum integrante peça vista, o cronograma ainda pode ser preservado, pois o prazo máximo para devolução do processo é de 90 dias. O principal foco de expectativa gira em torno de Luiz Fux, único integrante do colegiado que tem destoado do grupo, mas que avisou a colegas que não pretende paralisar a ação.

De acordo com ministros envolvidos, o caso está “maduro” desde março, quando a denúncia foi recebida. Mais de 50 testemunhas foram ouvidas, além dos interrogatórios dos oito réus.

Moraes vota por responsabilizar redes sociais por conteúdo postado | Radioagência Nacional
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Reprodução

Como será o julgamento

A previsão é que o voto do relator, Alexandre de Moraes, seja apresentado apenas na sessão do dia 9 de setembro, após as sustentações orais da Procuradoria-Geral da República (PGR) e das defesas — que devem ocupar os dias 2 e 3 e somar cerca de dez horas.

Além de Jair Bolsonaro, também são réus: o tenente-coronel Mauro Cid; os ex-ministros Walter Braga Netto (Casa Civil e Defesa), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Anderson Torres (Justiça) e Paulo Sérgio Nogueira (Defesa); o ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos; e o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ).

Em julho, ao apresentar as alegações finais, a PGR pediu a condenação dos oito por organização criminosa armada, tentativa de abolir violentamente o Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Apenas Ramagem não responde pelos crimes patrimoniais, que tiveram a análise suspensa.

Fonte: DCM com informações do jornal O Globo

Ciro pode se lançar como "anti-Lula" pelo PSDB em 2026

Ex-ministro é visto por aliados como alternativa viável à direita, com críticas direcionadas a Lula e movimentações para deixar o PDT

       Ciro Gomes com seu boné (Foto: Reprodução X)

Aliados do ex-ministro Ciro Gomes defendem que ele aproveite o impasse entre governadores da direita para se consolidar como o principal adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais de 2026. A informação foi publicada pela Coluna do Estadão, do jornal O Estado de S. Paulo.

Na avaliação desses interlocutores, os presidenciáveis do campo conservador seguem presos à influência do ex-presidente Jair Bolsonaro e não podem se mover livremente neste momento. Já Ciro, por estar fora desse eixo, teria condições de iniciar agora a construção de um projeto presidencial com perfil oposicionista.

⊛ PSDB como plataforma para 2026

Entre dirigentes e apoiadores, é praticamente dado como certo que Ciro deixará o PDT para se filiar ao PSDB. O movimento é visto como estratégico porque os tucanos teriam mais facilidade para estabelecer pontes com partidos do Centrão, considerados decisivos em qualquer eleição nacional.

Embora procurado pela reportagem, Ciro não se manifestou sobre a possível mudança de legenda nem sobre os planos eleitorais para 2026.

⊛ Foco em Lula e cautela com Bolsonaro

Se confirmar a candidatura, a orientação é que Ciro concentre seus ataques em Lula, evitando choques diretos com Bolsonaro. A meta é ocupar a vaga da direita no segundo turno, espaço que, em 2022, ficou restrito à polarização entre petistas e bolsonaristas.

Aliados reconhecem que Ciro demorou a adotar essa postura no último pleito e, por isso, ficou fora da disputa central. Para 2026, a expectativa é que ele seja mais incisivo contra o presidente desde o início.

⊛ Disputa de narrativa e marketing político

Além das articulações partidárias, Ciro também tem buscado presença em embates simbólicos. Recentemente, participou da chamada “guerra dos bonés”, estratégia de marketing que utiliza símbolos populares para reforçar identidade política com o eleitorado.

Esse movimento revela que o ex-ministro pretende disputar não apenas no campo institucional, mas também no terreno das narrativas e da comunicação política, área em que Lula e Bolsonaro dominam o debate há anos.

Fonte: Brasil 247 com informações da Coluna do Estadão