terça-feira, 5 de agosto de 2025

Estado libera R$ 257 milhões para pavimentação em Maringá, Apucarana, Arapongas, Cascavel e Paranaguá

Recursos do Asfalto Novo, Vida Nova foram liberados pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior nesta terça-feira (5) para projetos de pavimentação asfáltica e outras melhorias em ruas de terra. Com o novo pacote, o programa estadual avança com obras em cidades acima de 100 mil habitantes.

Estado investe R$ 257 milhões em pavimentação urbana em 5 grandes cidades do Paraná
Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

O Governo do Estado anunciou nesta terça-feira (5) a liberação de R$ 257,1 milhões para obras de pavimentação urbana em cinco grandes cidades do Interior e Litoral do Paraná (Maringá, Apucarana, Arapongas, Cascavel e Paranaguá), dentro do programa Asfalto Novo, Vida Nova. Serão asfaltados 220,7 quilômetros de vias urbanas que atualmente ainda são de chão batido, com infraestrutura completa como drenagem, calçadas com acessibilidade e sinalização viária.

O anúncio foi feito pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, ao lado do secretário estadual das Cidades, Guto Silva, deputados e prefeitos dos municípios contemplados.

“Esse é um dos maiores programas de pavimentação urbana da América do Sul, com investimentos que já passam de R$ 4,5 bilhões em todo o Paraná”, afirmou o governador. “Queremos levar asfalto, calçadas e infraestrutura para todos os municípios, transformando a vida das pessoas que ainda vivem em ruas de chão batido. É mais dignidade, segurança e valorização dos bairros”.

A nova etapa marca mais um avanço do programa para cidades acima de 100 mil habitantes. O Estado também anunciou quase R$ 1 bilhão para a pavimentação de ruas de pedras irregulares em 377 municípios.

Também nesta terça-feira, o Estado liberou R$ 293,7 milhões do Asfalto Novo, Vida Nova para quatro cidades da Região Metropolitana de Curitiba, totalizando R$ 550,8 milhões em obras anunciadas no mesmo dia. Todas as ações são coordenadas pela Secretaria de Estado das Cidades (Secid), com execução do Paranacidade, órgão vinculado à pasta.

“A cada fase, avançamos com o compromisso de deixar as cidades mais justas e organizadas. A urbanização impacta diretamente em qualidade de vida, saúde, segurança e educação”, destacou o secretário Guto Silva. “Muitos municípios não teriam como bancar essas obras com recursos próprios. Esse apoio do Estado é o que permite a transformação real nos bairros e nas comunidades”.

NOROESTE – A maior cidade atendida nesta etapa foi Maringá, no Noroeste do Estado. Com 409 mil habitantes, ela é a terceira mais populosa do Paraná e receberá R$ 36,3 milhões para a pavimentação de aproximadamente 26 quilômetros de vias urbanas.

O prefeito Silvio Barros informou que a maior parte dos recursos será destinada aos distritos de Floriano e Iguatemi. “A alegria é grande, especialmente por podermos atender os nossos, que ainda têm ruas sem asfalto, deixando 100% da malha urbana de Maringá asfaltada”, afirmou.

VALE DO IVAÍ – No Vale do Ivaí, Apucarana e Arapongas concentram os investimentos do novo pacote. Com 134 mil e 121 mil habitantes, respectivamente, elas são as maiores cidades da região e receberão juntas mais de R$ 70 milhões.

Arapongas contará com 23,6 quilômetros de asfalto novo, em um aporte de R$ 34,4 milhões. Para o prefeito Rafael Cita os investimentos são o resultado da situação econômica equilibrada do Estado. “O Paraná vive um excelente momento e isso está se refletindo na melhoria da qualidade de vida da população dos municípios”, declarou.

Em Apucarana, serão pavimentados 26,4 quilômetros com R$ 35,9 milhões de investimento. O prefeito Rodolfo Mota destacou o impacto social da iniciativa e o momento de transformação vivido pelo município. “É uma daquelas conquistas que esperamos por anos e que foi viabilizada com o apoio do Governo do Estado. Com isso, Apucarana vive um momento de grande transformação, assim como todo o Paraná”, disse.
               
Foto:  Roberto Dziura Jr./AEN



LITORAL – No Litoral, Paranaguá terá 116 quilômetros de ruas pavimentadas com um investimento de R$ 100 milhões. Com 146 mil habitantes, é a maior cidade litorânea do Estado e abriga o Porto de Paranaguá, um dos mais importantes do País. Segundo o prefeito Adriano Ramos, o alto fluxo de veículos pesados nas vias urbanas torna a pavimentação estratégica para a mobilidade urbana e a logística local.

OESTE – No Oeste, Cascavel receberá R$ 50,5 milhões para a pavimentação de 34,1 quilômetros de vias urbanas. Com 348 mil habitantes, é a maior cidade da região.

De acordo com o prefeito Renato Silva, as obras impactarão diretamente na qualidade de vida da população mais vulnerável. “É um recurso que chega justamente para atender quem mais precisa, nas regiões mais afastadas da cidade e com infraestrutura mais precária”, frisou Silva. “Com esses mais de R$ 50 milhões, vamos pavimentar os últimos trechos que ainda restam na cidade e iniciar melhorias em calçadas e drenagem. Cascavel está muito próxima de atingir 100% de vias urbanas asfaltadas, e agora vamos alcançar essa meta com apoio do Governo do Estado”.

PRESENÇAS – Também participaram das assinaturas os secretários estaduais da Saúde, Beto Preto; Trabalho, Qualificação e Renda, Do Carmo; a superintendente do Paranacidade, Camila Scucato; o superintendente Geral de Apoio aos Municípios da Casa Civil, Sérgio Onofre; o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi; o líder do governo da Assembleia Legislativa, deputado estadual Hussein Bakri; os deputados estaduais Alisson Wandscheer, Maria Victoria, Batatinha, Soldado Adriano José, Flávia Francischini, Delegado Jacovós, Gugu Bueno e Pedro Paulo Bazana.

Fonte: Agência Estadual de Notícias (AEN)

Flávio Bolsonaro acusa Alcolumbre de ignorar oposição e lidera ocupação no Senado: “Sequer atende o telefone”

Senador afirma que presidente do Senado rompeu o diálogo e promete manter pressão até que pautas da direita sejam analisadas

Flávio Bolsonaro (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) intensificou o confronto com a cúpula do Congresso ao acusar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de ignorar os parlamentares da oposição. Em entrevista à GloboNews nesta terça-feira (5), o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que Alcolumbre se recusa até mesmo a atender ligações e, por isso, um grupo de senadores decidiu ocupar a Mesa Diretora do Plenário da Casa como forma de protesto.

“Enquanto o presidente Davi Alcolumbre não atender às nossas demandas, porque sequer o telefone ele está atendendo — e eu jamais esperava isso dele — nós vamos permanecer aqui”, declarou Flávio ao programa Estúdio i. A mobilização, segundo ele, seguirá “por tempo indeterminado” até que o presidente da Casa abra diálogo com os oposicionistas.

◈ “Vamos virar a noite se for preciso”

O movimento liderado por Flávio Bolsonaro reúne mais de 12 senadores e tem como objetivo forçar a pauta de projetos alinhados ao bolsonarismo, entre eles o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), uma proposta de anistia “ampla e irrestrita” aos condenados pelos ataques golpistas de 8 de janeiro e o fim do foro privilegiado.
“Nós vamos permanecer aqui no plenário, se preciso for, e virar a noite”, afirmou o senador.

A ocupação da Mesa Diretora, além de simbólica, tem como efeito prático a obstrução dos trabalhos legislativos. O grupo tenta constranger publicamente o presidente do Senado, que até o momento não se manifestou oficialmente sobre as reivindicações ou sobre o ato liderado por Flávio Bolsonaro.

◈ Crise política se intensifica

A escalada do confronto entre oposição, Congresso e Judiciário se dá em meio a tensões provocadas por decisões do STF contra aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. A prisão domiciliar do ex-chefe do Executivo e a recente articulação internacional para aplicar sanções ao ministro Alexandre de Moraes aumentaram a temperatura em Brasília.

A oposição tenta, com o protesto, transformar o Senado em palco de pressão institucional. Ao responsabilizar Alcolumbre por um “silêncio deliberado”, Flávio Bolsonaro expôs um racha dentro da Casa e sinalizou que o grupo está disposto a levar o impasse ao limite.

◈ Efeito internacional e críticas ao governo

A ofensiva bolsonarista ocorre também em meio à ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Segundo Flávio, a medida é reflexo das ações do STF e da postura do governo Lula em relação à Casa Branca.

“Tem que perguntar ao Alexandre de Moraes, que foi quem colocou o Brasil nessa confusão junto com os Estados Unidos, e ao Lula, que a todo momento hostiliza os Estados Unidos”, afirmou. Para ele, o presidente brasileiro “fecha as portas para qualquer negociação” e agiria por interesse político ao “achar bom que o Brasil pague esse preço”.

◈ Reação ainda indefinida

Até o momento, nem Alcolumbre nem integrantes da Mesa Diretora sinalizaram qualquer intenção de abrir negociações com o grupo. A ocupação segue como símbolo da insatisfação da direita com os rumos do Senado e do país, mas sem garantia de que as demandas — descritas por Flávio como um “pacote de paz” — entrem em pauta.

Fonte: Brasil 247

VÍDEO – Jornalista é interrompido por barulho de pum ao vivo na CNN


Barulho de pum foi ouvido por telespectadores da CNN Brasil nesta segunda (4). Foto: Reprodução

Um barulho de pum surpreendeu telespectadores da CNN Brasil nesta segunda (4). Durante a transmissão do programa de William Waack, o som estranho interrompeu a fala de Daniel Rittner, diretor de jornalismo da emissora, que falava sobre a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“O conceito de democracia defensiva foi muito difundido na Alemanha pós-guerra”, disse Rittner antes de ser interrompido pelo barulho. Na sequência, ele ignorou o som e prosseguiu com o pensamento: “O conceito envolve você praticar decisões judiciais ou leis que busquem proteger instituições democráticas em momento de vulnerabilidade”.

Não se sabe quem foi o responsável pelo barulho, mas a cena virou piada nas redes. Nos comentários da transmissão no YouTube, alguns seguidores do canal dizem que alguém “deu um peidão no meio da explicação”. Veja o momento:

Fonte: DCM

As únicas pessoas com quem Bolsonaro pode falar na prisão domiciliar


      Jair Bolsonaro e sua esposa Michelle. Foto: Divulgação

O ex-presidente Jair Bolsonaro começou nesta terça-feira (5) a cumprir prisão domiciliar sob regras rigorosas impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Isolado em sua casa em Brasília, ele está proibido de usar celular e só pode manter contato com os moradores da residência, a esposa Michelle, a filha Laura, de 15 anos, e a enteada Letícia, de 22.

A única exceção foi a visita do advogado Paulo Cunha Bueno, que passou a manhã explicando as restrições impostas pela Justiça. O defensor ressaltou que Bolsonaro está proibido de se comunicar até mesmo por meio de celulares de familiares. “O comportamento exigido é equivalente ao de um preso em unidade prisional. Ele está tecnicamente detido”, disse Bueno.

A defesa do ex-presidente pretende enviar ao STF uma lista de pessoas que possam visitá-lo, com pedido especial para médicos e membros da equipe de segurança. Os próprios filhos precisarão de autorização formal de Moraes para qualquer contato presencial com o pai, que cumpre prisão preventiva.

Fonte: DCM

VÍDEO – Bolsonaristas usam esparadrapo na boca e passam vergonha na Câmara


        Deputados bolsonaristas com esparadrapo em protesto no Congresso. Foto: reprodução

Senadores e deputados bolsonaristas protestaram nesta terça-feira (5) na Câmara contra a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL) e anunciaram que passarão a obstruir os trabalhos legislativos. A medida, que visa atrasar votações e pautas, foi definida em reação à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a restrição ao ex-presidente na noite de segunda (4).

Durante coletiva de imprensa no exterior do Congresso, parlamentares apareceram com esparadrapos na boca em protesto simbólico. Posteriormente, ocuparam o plenário da Câmara dos Deputados, onde apresentaram o que chamaram de “pacote da paz”, incluindo propostas como anistia aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023 e o fim do foro privilegiado para congressistas.

As cenas de bolsonaristas se comunicando apenas com mímica virou piada nas redes sociais. Veja:


Na coletiva, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, detalhou as medidas defendidas pelo grupo:

1. Anistia “ampla e irrestrita” para envolvidos nos episódios de 8 de janeiro;
2. Fim do foro privilegiado para parlamentares;
3. Impeachment do ministro Alexandre de Moraes.

O deputado Altineu Côrtes (PL-RJ), vice-presidente da Câmara, afirmou que, se assumir interinamente o comando da Casa, pautará a proposta de anistia independentemente da decisão do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB).

Os parlamentares criticaram duramente o STF, especialmente pela recente decisão que manteve a competência da Corte para julgar crimes cometidos por autoridades mesmo após o fim do mandato.

“O foro foi ampliado justamente, na nossa opinião, para que o ex-presidente Bolsonaro fosse alcançado por uma Turma [do Supremo]”, afirmou o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN).

O grupo defende a aprovação da PEC que acaba com o foro privilegiado para congressistas em crimes comuns, proposta já aprovada pelo Senado em 2018 e que aguarda análise dos deputados. O texto transferiria para a primeira instância o julgamento de crimes como corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo parlamentares.

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que as medidas estão sendo discutidas com outros partidos, como PP e União Brasil. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, reuniu-se com os comandantes das duas legendas nesta terça-feira para alinhar estratégias.

“Só vamos parar quando houver diálogo e quando houver uma pauta de pacificação”, declarou Cavalcante ao G1, explicando que a obstrução servirá para demonstrar o poder de fogo da oposição no Congresso.

Entre as táticas anunciadas está a ocupação da mesa diretora por parlamentares do grupo. O senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP, confirmou o apoio de sua legenda à estratégia de obstrução. O deputado federal professor Reimont (PT-RJ) gravou um vídeo mostrando que os bolsonaristas foram abandonados até pelo Centrão e, sozinhos, iniciaram a paralisação do Congresso.

Fonte: DCM

Lula destaca importância de vencer disputas para o Senado, que pressiona por impeachment de Moraes

Presidente teme que bolsonarismo use maioria em 2026 para tentar o impeachment de Alexandre de Moraes e deslegitimar decisões do STF

     Lula (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil | Pedro França/Agência Senado)

Durante encontro do Partido dos Trabalhadores, realizado no domingo (3), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou principal preocupação em relação às eleições de 2026. Segundo a coluna do jornalista Matheus Leitão, da revista Veja, com Jair Bolsonaro (PL) inelegível até 2030 e enfrentando uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pela suposta participação em uma trama de golpe de Estado, o foco principal de Lula não está corrida presidencial, mas sim na composição do Senado Federal.

“Nós precisamos agora fazer uma eleição em 2026 e eleger uma maioria de senadores. Nós temos que prestar atenção nisso. Nós temos que prestar atenção nisso. Os nossos senadores, nós temos quase todos [disputando a] reeleição. Eles, não. Eles já têm 25 senadores. Se eles elegerem 17, eles vão para 41 e vão fazer maioria no Senado”, disse Lula durante o evento.

Essa não é a primeira vez que o presidente expressa preocupação com a Casa Alta. Em junho, ele já havia ressaltado a necessidade de concentrar esforços nas candidaturas ao Congresso Nacional: “É preciso pegar os melhores quadros, eleger senador da República, eleger deputado federal, eleger senadora, porque nós precisamos ganhar a maioria do Senado, porque senão esses caras vão avacalhar com o Supremo”.

Ainda de acordo com a reportagem, o receio do presidente tem como alvo direto a ofensiva bolsonarista contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A avaliação no entorno de Lula é que, caso a extrema direita conquiste a maioria no Senado, pode iniciar o processo de impeachment do ministro — algo inédito na história do país.

Além de comprometer a estabilidade institucional, essa estratégia pode ter efeitos jurídicos profundos. Lula e aliados temem que, se Moraes for derrubado, todas as decisões tomadas por ele, inclusive a provável condenação de Bolsonaro, sejam colocadas em xeque — abrindo caminho para anular processos e tentar libertar o ex-mandatário da prisão.

Na análise do governo, conter esse avanço exige uma mobilização total da esquerda nas eleições legislativas. Interlocutores do presidente reforçaram, na esteira da prisão de Bolsonaro, que o PT “vai jogar todas as fichas no Senado”, com o objetivo de impedir uma maioria conservadora que possa ameaçar o equilíbrio dos poderes.

Fonte: Brasil 247 com informações da revista Veja

Onde Bolsonaro deve ficar preso se for condenado


       Jair Bolsonaro atrás de grades. Foto: Pablo Porciuncula/AFP

Com Jair Bolsonaro (PL) em prisão domiciliar por decisão do ministro Alexandre de Moraes, cresce a expectativa sobre o destino definitivo do ex-presidente caso ele seja condenado no inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O Supremo Tribunal Federal (STF) já abriu prazo para as alegações finais dos réus, o que indica que o julgamento está próximo de ser marcado.

Em caso de condenação, Bolsonaro pode enfrentar até 40 anos de prisão. Nos bastidores, integrantes do STF e do governo discutem três cenários possíveis: uma cela exclusiva na Papuda, uma unidade militar ou a manutenção da prisão domiciliar por razões humanitárias.

A hipótese mais delicada envolve a transferência de Bolsonaro para a ala dos vulneráveis do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O local já recebeu figuras conhecidas do mundo político, como os condenados no escândalo do mensalão.

Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília
No entanto, membros do Executivo apontam riscos associados à segurança e à saúde do ex-presidente. “Imagina se ele morre na prisão”, afirmou um interlocutor sob condição de anonimato. Bolsonaro tem um histórico de problemas médicos desde a facada que sofreu em 2018, com múltiplas internações e cirurgias. Esses fatores alimentam a tese de que ele poderia continuar a cumprir pena em casa, com tornozeleira eletrônica, alegando fragilidade clínica.

A possibilidade de alocação em uma instalação militar, embora tecnicamente viável por ele ser capitão reformado do Exército, é considerada extremamente sensível. Integrantes do governo e da Justiça avaliam que o simples fato de Bolsonaro estar em um ambiente de apoio entre militares poderia gerar instabilidade institucional, estimulando tensões nas Forças Armadas e renovando pressões por intervenção.

O Comando Militar do Planalto chegou a estudar locais que poderiam ser adaptados como celas para o ex-presidente, mas a medida é vista como potencialmente perigosa do ponto de vista político.

Diante da conjuntura atual, a alternativa mais provável segue sendo a prisão domiciliar, já em vigor desde a última segunda-feira (4). A medida se baseia em argumentos humanitários e de segurança, considerando o desgaste físico do ex-presidente e o potencial de agitação política caso ele vá para um presídio comum.

       Área externa da Papuda

Fonte: DCM

Nikolas é denunciado ao STF por ameaças a Moraes e uso de Bolsonaro em ato público


O ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Foto: Reprodução

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) se tornou alvo de uma representação criminal apresentada nesta segunda-feira (5) ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo também deputado Rogério Correia (PT-MG). O pedido pede a responsabilização de Nikolas por condutas que, segundo a petição, atentam contra a jurisdição constitucional e a independência do Judiciário.

O episódio central citado ocorreu no dia 3 de agosto, quando Nikolas participou de um ato na Avenida Paulista e exibiu Jair Bolsonaro por chamada de vídeo. Bolsonaro está submetido a medidas cautelares que proíbem o uso direto ou indireto de redes sociais.

Durante o ato, Nikolas proferiu ameaças e ataques contra o Supremo e seus ministros, especialmente Alexandre de Moraes, dizendo frases como “você vai estar atrás das grades” e “sem a toga, você não é nada”.

A representação afirma que houve tentativa de coação no curso do processo e obstrução da Justiça, com base nos artigos 344 do Código Penal e 2º da Lei 12.850/2013. Também menciona o artigo 286, que trata de incitação pública ao crime.

O documento ressalta que o parlamentar usou a imagem de Bolsonaro de maneira midiática para intimidar o STF, em especial no contexto da Ação Penal 2.668, da qual o ex-presidente é réu. A decisão judicial que decretou a prisão domiciliar de Bolsonaro já havia registrado o uso da chamada de vídeo por Nikolas como tentativa de coagir a Corte.


Além da apuração penal, a peça requer a adoção imediata de medidas cautelares. O pedido inclui o bloqueio dos perfis de Nikolas nas redes sociais por, no mínimo, 90 dias. A justificativa é que as plataformas têm sido utilizadas como instrumentos de ataque institucional, incitação contra ministros e mobilização de apoiadores em campanhas de desinformação.

A petição também aponta que a atuação de Nikolas não é isolada, mas parte de uma estratégia orquestrada por setores da extrema direita para enfraquecer o Judiciário. Cita ainda a possibilidade de quebra de decoro parlamentar e a necessidade de preservar a integridade do STF diante de ameaças à sua autoridade.

Por fim, o pedido encaminhado a Alexandre de Moraes defende que o Supremo reaja com firmeza, considerando o risco de escalada nos ataques e a repetição de práticas similares por outros parlamentares. Para os autores da representação, permitir a impunidade dessas condutas significaria normalizar a degradação do ambiente institucional e abrir espaço para a violência política contra magistrados.

Caso o STF acolha o pedido, Nikolas poderá ter suas redes suspensas, responder por crimes com penas que incluem reclusão e ainda enfrentar processo no Conselho de Ética da Câmara.

Fonte: DCM

Segurança é reforçada em Brasília após prisão domiciliar de Bolsonaro

Com receio de novos protestos, PM e STF aumentam vigilância na Praça dos Três Poderes e Esplanada dos Ministérios

Esplanada dos Ministérios, com o Congresso Nacional ao fundo, em Brasília 07/04/2010 (Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)

A prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), motivou um reforço imediato no esquema de segurança em Brasília. Segundo informações da própria Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF), divulgadas nesta terça-feira (5), a atuação policial foi ampliada na região da Praça dos Três Poderes, em resposta a manifestações de apoiadores do ex-mandatário.

A medida foi tomada após Moraes afirmar que Bolsonaro descumpriu de forma reiterada medidas cautelares que lhe haviam sido impostas, como a proibição de participar de manifestações políticas e de usar redes sociais — mesmo por meio de terceiros. O ministro destacou, na decisão, que o ex-presidente participou por telefone de um ato no domingo (3), na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, com críticas ao STF e pedidos de anistia.

"O flagrante desrespeito às medidas cautelares foi tão óbvio que, repita-se, o próprio filho do réu, o senador Flávio Nantes Bolsonaro, decidiu remover a postagem realizada em seu perfil, com a finalidade de omitir a transgressão legal", escreveu Moraes na decisão.

Na manhã desta terça-feira, o acesso à Esplanada dos Ministérios e à Praça dos Três Poderes foi reaberto. No entanto, o policiamento segue intensificado, com viaturas posicionadas em pontos estratégicos, como em frente ao Palácio do Itamaraty, onde ocorre uma reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, com presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na véspera, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) voltou a cercar o Palácio do Planalto com grades de ferro. As barreiras haviam sido removidas no fim de julho, após acampamento temporário de parlamentares bolsonaristas na praça.

O bloqueio à Esplanada na noite de segunda-feira visou impedir que manifestantes chegassem ao STF, após um buzinaço e carreata organizados por apoiadores de Bolsonaro. O grupo terminou reunido em frente ao condomínio onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar, no bairro Jardim Botânico, gritando palavras de ordem como “Fora, Xandão” e “Fora, Moraes”. Uma viatura da PM escoltou a manifestação.

Para evitar escalada nos protestos, Alexandre de Moraes assinou um complemento à decisão que impôs a prisão domiciliar. O novo despacho proíbe a instalação de acampamentos num raio de um quilômetro da Praça dos Três Poderes, da Esplanada dos Ministérios e de quartéis das Forças Armadas. A medida visa impedir a repetição de episódios semelhantes aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

Em outro episódio recente, o deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ), aliado de Bolsonaro, foi obrigado a deixar um acampamento silencioso iniciado em frente ao STF, após ordem do ministro. A manifestação, segundo o parlamentar, era contra as decisões judiciais contra o ex-presidente.

Fonte: Brasil 247

Lula diz que não vai ligar para Trump sobre tarifas, mas irá telefonar para convidá-lo para COP30

Presidente brasileiro afirmou que convidará Trump para a COP30, marcada para este ano no Brasil

       Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília 09/07/2025 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira que não vai telefonar para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para negociar as tarifas de 50% impostas sobre produtos brasileiros por considerar que Trump não quer conversar, mas disse que irá telefonar para convidá-lo para a cúpula climática COP30 deste ano no Brasil.

Em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o chamado "Conselhão", Lula disse ainda que o Brasil nunca saiu da mesa do diálogo e que o dia em que Trump assinou a medida impondo as tarifas ao Brasil passará para a história como o mais lastimável na relação entre os dois países.

Fonte: Brasil 247 com informações da Reuters por meio de Reportagem de Lisandra Paraguassu

Vice bolsonarista da Câmara ameaça votar anistia se Motta sair do país


           O vice-presidente da Câmara dos Deputados, Altineu Cortês. Foto: Divulgação

O vice-presidente da Câmara dos Deputados, Altineu Cortês (PL-RJ), afirmou nesta terça-feira (5) que pretende colocar em votação o projeto de anistia que livraria Jair Bolsonaro da prisão. A declaração foi feita um dia após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a prisão domiciliar do ex-presidente.

Se efetivamente assumir a presidência da Casa em caráter temporário, Altineu prometeu usar a “presidência plena” para colocar a proposta em plenário, mesmo sem aval do presidente em exercício, Hugo Motta (Republicanos-PB). A fala dele representa uma quebra de compromisso, que havia condicionado sua indicação à vice-presidência à promessa de não pautar matérias sem autorização prévia.

O deputado do PL ignorou o acordo, o que foi interpretado como uma ameaça à condução política da Câmara. Motta ainda não se manifestou sobre a declaração e segue na Paraíba, com previsão de chegada a Brasília apenas à noite. A assessoria do parlamentar foi procurada, mas não se pronunciou até o momento.

A movimentação da bancada bolsonarista acentuou a tensão no Congresso Nacional. O PL iniciou uma obstrução parlamentar para travar votações e funcionamento das comissões. O líder da sigla na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), foi enfático: “Não haverá paz no Brasil”.

Ele afirmou que o partido está em “guerra total” e utilizará todos os instrumentos regimentais para pressionar o Legislativo a aprovar suas pautas. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no entanto, disse que a decisão não partiu de sua família.

O Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. Foto: Divulgação
Nos bastidores, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, intensificou articulações com dirigentes do União Brasil e Progressistas para ampliar o apoio à obstrução. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também foi acionado para influenciar o deputado Marcos Pereira (SP), presidente do seu partido, e garantir adesão ao movimento bolsonarista.

Durante entrevista coletiva da oposição, parlamentares reforçaram propostas já apresentadas em outros momentos. Repetindo o discurso do ato bolsonarista de fevereiro, o grupo voltou a defender a anistia para investigados pelos ataques golpistas de 8 de janeiro, o fim do foro privilegiado e o impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Nenhuma dessas medidas avançou no Congresso desde então.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por não recebê-lo para discutir as pautas da direita. Segundo o parlamentar, ele se comporta como um aliado do Planalto e “ignora a oposição”, o que, na visão dele, compromete o equilíbrio institucional.

Ele ressaltou que cabe ao presidente do Senado decidir se algum dos 28 pedidos de impeachment contra Moraes terá prosseguimento. A prisão domiciliar de Bolsonaro foi determinada após o ex-presidente desrespeitar medidas cautelares impostas pelo STF, incluindo a proibição de uso de redes sociais próprias ou de terceiros.

No domingo (3), Flávio divulgou um áudio do pai durante manifestação na orla de Copacabana, o que foi interpretado como descumprimento direto da ordem judicial. A publicação chegou a ser apagada, mas já havia circulado amplamente. Com base nessa violação, Moraes determinou o recolhimento domiciliar de Bolsonaro e advertiu que uma nova infração poderá resultar em prisão preventiva.

Fonte: DCM

Prisão domiciliar de Bolsonaro faz Trump mirar esposa de Moraes


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Reprodução

Após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impôs prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o governo dos Estados Unidos, sob Donald Trump, iniciou discussões para aplicar sanções à esposa do magistrado, a advogada Viviane Barci de Moraes. A medida faz parte de um pacote de retaliações em avaliação pela Casa Branca.

Segundo a coluna de Paulo Cappelli no Metrópoles, Trump também avalia a ampliação do tarifaço ao Brasil, sanções com base na Lei Magnitsky a outros integrantes do STF e a suspensão de vistos de juízes auxiliares da Corte, membros da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da República e políticos com vínculos diretos com o Supremo.

As possíveis sanções à esposa de Moraes são, até o momento, o ponto mais concreto da ofensiva. Viviane pode ser diretamente impactada por uma eventual inclusão nas sanções, o que prejudicaria seu escritório de advocacia ao proibir contratos com empresas e cidadãos americanos ou qualquer parceiro comercial com vínculos nos Estados Unidos.

A Casa Branca enxerga essa ação como uma extensão lógica das punições aplicadas anteriormente ao próprio Moraes.

Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci de Moraes. Foto: Reprodução
A ideia de um novo tarifaço ao Brasil também está na mesa, mas encontra resistência entre bolsonaristas. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o comentarista Paulo Figueiredo, que participam das negociações em Washington, tentam evitar a adoção de tarifas mais severas, temendo consequências econômicas que prejudiquem o próprio campo político aliado a Trump no Brasil.

Ambos também trabalham para evitar que mais ministros do STF sejam punidos pela Lei Magnitsky neste momento. A estratégia defendida por Eduardo e Figueiredo é aguardar o desfecho da ação penal contra Bolsonaro: se houver condenação, eles consideram que novas sanções ganham justificativa mais forte e podem ser usadas como instrumento de pressão.

Apesar das articulações, fontes da própria Casa Branca afirmam que Trump pode decidir sozinho pela imposição de novas medidas, inclusive de forma inesperada.

Fonte: DCM com informações do Metrópoles

PP e União Brasil aderem à obstrução no Congresso em apoio a Bolsonaro

Partidos com ministérios no governo Lula se unem ao PL para travar votações em reação à prisão domiciliar do ex-presidente

        Plenário da Câmara dos Deputados (Foto: Adriano Machado / Reuters)

Em matéria publicada pelo Valor Econômico nesta terça-feira (5), o presidente nacional do Progressistas (PP), senador Ciro Nogueira (PI), anunciou que seu partido e o União Brasil aderirão à estratégia de obstrução das votações no Congresso Nacional. A decisão acompanha a iniciativa liderada pelo PL e parlamentares da oposição, que reagem à determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de decretar prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A movimentação expõe um conflito direto com o Palácio do Planalto, já que PP e União ocupam, juntos, quatro ministérios na atual gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A medida revela um tensionamento na frágil base de apoio congressual do governo e fragiliza ainda mais a governabilidade petista em meio ao segundo semestre legislativo.

“Vamos sim aderir à obstrução”, afirmou Ciro Nogueira aos jornalistas. O senador esteve reunido, pela manhã, com o presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, e com Valdemar Costa Neto, dirigente do PL, para alinhar uma reação conjunta à decisão do STF.

Além da obstrução, Ciro indicou que PP e União devem apoiar a tramitação de um projeto de lei que anistie os condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, quando extremistas bolsonaristas atacaram as sedes dos Três Poderes em Brasília.

Apesar das articulações, Rueda não respondeu ao Valor até o fechamento da matéria, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tampouco se manifestou. Ainda não havia confirmação de sua presença no Senado para tentar abrir a sessão plenária da tarde, após o chamado “recesso branco” do meio do ano.

Entre as prioridades estabelecidas pelos oposicionistas na entrevista coletiva desta terça estão, além da votação da anistia, o andamento do projeto que extingue o foro privilegiado e a abertura de processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes.

Fonte: Brasil 247