quarta-feira, 15 de abril de 2026

Moraes manda PF apurar crime de injúria de Flávio Bolsonaro contra Lula após nova fake news


O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou na terça-feira (15) a abertura de um inquérito para investigar se o senador Flávio Bolsonaro (PL) cometeu crime de injúria contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma postagem realizada em janeiro de 2026, nas redes sociais.

Segundo Paulo Cappelli no Metrópoles, a decisão foi tomada a partir de uma representação da Polícia Federal (PF) solicitada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Moraes autorizou a instauração do inquérito e o envio dos autos à PF, que terá 60 dias para realizar as diligências iniciais. A investigação tem como foco uma postagem feita por Flávio Bolsonaro no dia 3 de janeiro de 2026, na plataforma X, que associava imagens de Lula ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sequestrado pelos EUA.

Na publicação, Flávio afirmou que “Lula será delatado” e fez acusações graves, associando o presidente brasileiro a crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro e apoio a terroristas e ditaduras. O texto ainda sugeria que o Foro de São Paulo, um grupo de partidos de esquerda latino-americanos, estaria envolvido em fraudes eleitorais.

Postagem de Flávio Bolsonaro com fake news sobre Lula

Na entrevista ao DCM, Fórum e Brasil 247, Lula falou sobre como vai encarar esse tipo de vale-tudo em 2026. “Tenho dito que esse ano será o ano da verdade contra a mentira. Quem mentiu, mentiu e será pego de ‘calças curtas’, como o Flávio Bolsonaro foi com aquela fake do cara comendo no caminhão de lixo, que era no governo do pai dele. A mentira tem que ter vida curta e a verdade tem que durar”, disse.

A declaração do senador foi feita em um ambiente virtual de grande alcance, o que, segundo a decisão de Moraes, amplifica a gravidade da acusação. A Polícia Federal, ao destacar a natureza pública da postagem, apontou que os fatos criminosos foram atribuídos de maneira pública e vexatória ao presidente da República.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestou a favor da investigação, considerando que existiam indícios suficientes para a apuração do caso. Além disso, Moraes determinou a retirada do sigilo do processo, pois não viu justificativa para manter o caso restrito.

A investigação seguirá no STF devido ao foro privilegiado de Flávio Bolsonaro, que ocupa cargo de senador.

Fonte: DCM com informações da coluna do jornalista Paulo Cappelli, no Metrópoles

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